segunda-feira, 1 de abril de 2013

Saiba quais os cuidados para manter a casa sem mofo, fungos e bactérias



Do G1, em São Paulo

 

Na hora de construir ou reformar a casa, não basta pensar apenas na estética, mas também na saúde.

Além disso, é importante manter o ambiente bem higienizado e ter certos cuidados, principalmente em relação ao mofo, que pode causar ou até mesmo agravar problemas respiratórios, como explicou a pediatra Ana Escobar no Bem Estar desta sexta-feira (29).

Uma das dicas na hora de escolher o material para a casa é em relação às tintas, que devem ser antimofo ou antibacteriana, que têm substâncias para evitar o crescimento de fungos, algas e bactérias. Além disso, é importante observar também os revestimentos, que devem ter a superfície lisa. Isso porque os mais porosos podem acumular microorganismos por causa das pequenas rachaduras, o que pode oferecer risco à família. Fora isso, são também mais fáceis de limpar, como mostrou o arquiteto Gustavo Calazans.

 Bem Estar - Infográfico dá dicas para ter uma casa saudável (Foto: Arte/G1)

Na cozinha, isso é ainda mais preocupante porque é na bancada da pia que pode ocorrer a contaminação cruzada, que pode causar uma infecção gastrointestinal. Nesse caso, é fundamental optar por revestimentos sem poros, onde o alimento e a sujeira não consigam se acumular.

Os pisos também merecem atenção porque, dependendo do material, podem piorar o quadro de pessoas que têm alergia ou doenças respiratórias.

Por exemplo, o carpete é o pior revestimento porque pode concentrar ácaros e isso é um risco para a saúde. A dica é procurar sempre por opções fáceis de limpar e que não acumulem muita sujeira.

Porém, se a pessoa quiser de qualquer jeito usar um carpete em casa, a dica do arquiteto Gustavo Calazans é colocar um piso frio e um tapete removível, que é uma escolha mais higiênica e saudável já que o tapete pode ser lavado.

Em relação aos tapetes, de maneira geral, é recomendado optar sempre pelos laváveis, como os de nylon e polipropileno, um tipo de plástico.

Os especialistas falaram também sobre o banheiro que, se estiverem mal ventilados, podem ser um problema já que acumulam umidade e podem favorecer a proliferação de bactérias e fungos causadoras do mofo.

Por isso, é essencial que o chuveiro esteja perto de uma janela e que ela fique aberta durante e depois do banho.

As janelas, inclusive, são extremamente importantes na casa porque são as responsáveis pela iluminação e ventilação do ambiente.

A dica é procurar sempre as maiores e colocá-las em paredes opostas para que a corrente de ar atravesse os cômodos, causando a chamada “ventilação cruzada”, como explicou o arquiteto Gustavo Calazans.

Os especialistas alertaram também para um hábito muito comum, mas que pode prejudicar principalmente a qualidade do sono: usar a colcha que cobre a cama para dormir. Segundo a pediatra Ana Escobar, por ficar todo o dia lá, a colcha acaba sendo uma barreira para a sujeira que vem pelo ar e, por isso, usá-la para dormir pode causar espirros durante a noite. A dica é trocar o cobertor e usar um diferente na hora de deitar.

 

Em relação à limpeza, existem dois alertas importantes - o primeiro é não confiar no aspirador ou na vassoura, especialmente se a família tiver bebês que engatinham, pessoas alérgicas ou com problemas respiratórios. Isso porque, ao usar esses dois utensílios, a sujeira pode subir e fazer mal para a saúde. Nesse caso, o pano úmido é a melhor opção.

O outro alerta vai para a limpeza da cerâmica - ao lavá-la, o rejunte encharca e leva muito tempo para secar, ou seja, antes que seque, a pessoa já lavou de novo. Porém, isso é um problema porque quanto mais úmido e molhado, maior é a tendência do revestimento desenvolver uma espécie de mofo, que deixa mancha. Por isso, mais uma vez, a melhor opção é usar um pano úmido ou até mesmo um produto específico.

 

Tintas
A repórter Marina Araújo mostrou como são feitas as tintas antimofo e antibacteriana e contou a história de uma família que utilizou esses produtos para proteger o quarto do bebê (veja no vídeo ao lado). Testes de laboratório comprovam a eficiência dessas tintas, que são as mais recomendadas para a casa.

A tinta antimofo, por exemplo, evita o crescimento de fungos e algas que podem manchar as paredes e é mais barata e duradoura, além de ter a vantagem de poder ser usada em paredes externas. Já a tinta antibacteriana pode reduzir até 99% dos microorganismos (além dos fungos e algas, também as bactérias), mas dura menos e é mais indicada para uso em paredes internas.



FONTE: G1 – O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO



















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