sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Hoje faz 26 anos da morte do cantor Carlos Alexandre








































Carlos Alexandre, cantor
Carlos Alexandre
(Pesqueira/Pernambuco, 30/01/1989)
Pedro Soares Bezerra foi um nome pouco conhecido do grande público, já que na vida artística ele era batizado como Carlos Alexandre.
Nascido no interior, na fase adulta passou a morar em Natal, onde iniciou a carreira de músico e conheceu o DJ Carlos Alberto de Sousa, maior incentivador da sua carreira. Carlos Alberto, anos mais tarde tornou-se produtor do cantor e o levou para São Paulo, onde foi apresentado aos produtores da gravadora RGE.
Nos estúdios da gravadora paulista gravou em 1978, seu primeiro compacto com as músicas "Arma de Vingança" (parceria com Carlos Alberto) e "Canção do Paralítico" (parceria com Osvaldo Garcia). A aceitação do público foi imediata, a música passou a ser executada nas rádios, obtendo vendagem superior a 100 mil cópias, fazendo com que a gravadora gravasse no mesmo ano, o primeiro LP de Carlos Alexandre com o sugestivo título de "Feiticeira" (parceria com Osvaldo Garcia), nome de uma das músicas do disco que também foi gravado em castelhano. A experiência do cantor potiguar resultou na explosão da música "Feiticeira", disparada nas rádios de norte a sul do país, levando o público acomprar mais de 250 mil cópias do LP.
É quase impossível alguém dizer que nunca ouviu uma música do repertório de Carlos Alexandre, inúmeros sucessos ganharam destaque na mídia. Além de "Feiticeira", teve "A Ciganinha" (parceria com Aarão Bernardo), "Índia" (parceria com Carlos Alberto), "Final de Semana" (parceria com Maurílio Costa), "Já Troquei Você Por Outra", de sua autoria, e outras dezenas de sucessos.
O maior incentivo ao sucesso o cantor receberia ao participar da promoção Cantor Mascarado, da Buzina do Chacrinha. Carlos Alexandre ficou várias semanas cantando "Feiticeira" com o rosto encoberto. Chacrinha distribuía prêmios para quem acertasse o nome do cantor mascarado.
Durante pouco mais de dez anos de carreira, o sucesso foi o mais fiel parceiro de Carlos Alexandre. Seguindo na linha de Evaldo Braga, o cantor inseria sentimentos de traição, vingança e revolta nas letras das músicas que cantava, todos moldados por uma interpretação dramática peculiar.
Aos que lhe criticavam, chamando-o de cafona e apelativo, Carlos Alexandre respondia apresentando o aval do povo "Acho que as pessoas que dizem isto é que são cafonas. Dizem que meu estilo é cafona só porque atinjo o povão. Mas não me importo. O mais importante é que todo disco que faço é sucesso e o povo compreende." E compreendia mesmo, pois em três anos de carreira já havia vendido 500 mil cópias dos quatro LPs gravados até julho de 1982. "Assumi um compromisso com o público e sei que não vou decepcioná-lo. Desde meu primeiro disco, em 1979, que venho procurando atingir um número maior de pessoas, através da música. Pela aceitação demonstrada, acho que consegui este objetivo." Como cantor, compreendeu muito cedo o poder que a música exercia sobre as pessoas, principalmente sobre o seu público, que anualmente surgia em maior quantidade, cada vez mais proveniente das camadas pobres da sociedade.
Quando lançou o LP Revelação de Um Sonho, em 1982, o quinto da carreira, Carlos Alexandre homenageou Evaldo Braga, outro ídolo popular, morto num acidente automobilístico no auge da carreira, em 1973. Ironicamente, o próprio Carlos Alexandre morreria também de desastre automobilístico, sete anos depois de homenagear Evaldo. O LP foi um dos discos mais vendidos daquele ano e reascendeu a saudade dos fãs de Evaldo. Na ocasião, Carlos Alexandre explicou para a repórter Ângela Toledo, da revista Sétimo Céu, o porque da homenagem: "Como Evaldo Braga estava muito esquecido, me propus a fazer um trabalho para reabilitar sua memória, e depois porque sempre me identifiquei com o que ele cantava."
Apoiando a idéia de Solange, esposa e parceira em composições, queria homenagear um afilhado do casal, foi que Pedrinho (nome que o artista usava no começo da carreira, com o qual assinou Caixa Vazia, música gravada em 1975 pelo cantor potiguar Ruan Carlos) adotou o nome Carlos Alexandre. Quando o filho do casal nasceu, recebeu o nome de Carlos Alexandre Junior(tinha sete anos quando o pai faleceu).
Sua discografia está registrada em mais de 200 composições gravadas em 3 compactos, 14 LPs, sendo 2 LPs e 4 CDs pós-morte. Pelo muito sucesso que fez, Carlos Alexandre recebeu em vida, 15 discos de ouro. Artistas como Bartô Galeno e Gilliard, gravaram músicas do cantor que, apesar de ter surgido em 1978, foi somente na década de oitenta que estabeleceu uma carreira triunfante. Suas composições ganharam destaque também, nas vozes de outros nomes bastante conhecidos e prestigiados pelo público romântico de Genival Lacerda, Gilliard, Bartô Galeno, Barros de Alencar, Ismael Carlos e outros.
A morte de Carlos Alexandre repercutiu como uma bomba nos corações apaixonados dos seus milhares de fãs espalhados pelo território nacional. 
No dia 30 de janeiro de 1989 o cantor se envolveu em um acidente quando saía de um show em Pesqueira e seguia para sua casa em Natal (RN). Na época o cantor havia lançado o disco "Sei, Sei", que fez, inclusive, bastante sucesso.

O filho do cantor homenageou o pai na música Tributo ao Meu Pai (Carlos Alexandre Junior e Nilton Azevedo), a música faz parte do seu primeiro CD, gravado em 2000 pela gravadora Gema. De todas as homenagens que o artista recebeu depois de sua morte, a mais importante foi feita no dia 2 de junho de 1999, no espetáculo "Vem Ver Como Eu Estou" (título de uma música de Carlos Alexandre em parceria com Nando Cordel, do disco que leva o mesmo nome, gravado em 1984), realizado pelo produtor cultural Marcelo Veni, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal.
No show Tributo a Carlos Alexandre, cantores da nova geração do Rio Grande Norte, fizeram uma releitura da obra do artista e o homenagearam enfeitando as músicas, velhas conhecidas do público, com blues, rock e pop. Nomes conhecidos do público potiguar, homenagearam o ídolo formatando-o de acordo com o gênero de cada um. Cristina Holanda, Cleudo Freire, Júnior Baiano, Cantus do Mangue, General Junkie, Babal, além de Carlos Alexandre Júnior e Marina Elali.
Deixou um único filho, Carlos Alexandre Junior, que também segue a carreira do pai gravando discos e fazendo shows pelo nordeste. Paulo Márcio, irmão de Carlos Alexandre, também é cantor e muito popular.
No seu repertório de sucessos, encontramos canções como "Feiticeira", "Cartão Postal", "Sertaneja" e "A Ciganinha".
MÚSICAS DE SUCESSO:
Feiticeira 
Toque em mim 
A Ciganinha 
Timidez 
Arma de Vingança 
Já troquei você por outra 
Por que você não responde 
Se você fosse por mim 
Cartão Postal 
Mulher igual a minha (Só em outra geração) 
Índia 
Vá pra cadeia 
Não marco encontro por telefone 
Senhor delegado 
Velha foto 
Final de semana 
Gato e sapato 
Sertaneja 
Traiçoeira 
Vem ver como eu estou 
Sei, Sei 
Sonho Lindo 
Tá tudo bem 
Amanhã 
Esta noite eu sonhei 
Sái do meu caminho 
Sai 
Nosso quarto é testemunha

Fonte: Blog "Música Popular do Brasil"
Fonte: memoriadampb
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