segunda-feira, 27 de abril de 2015

ALAGOANOS PREFEREM SUL E SUDESTE

CAPACITAÇÃO. Quem vai para fora tem maior nível educacional e disputa espaços no setor de serviços
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Por: THIAGO GOMES - REPÓRTER
Apesar dos números negativos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o cenário em outros estados, sobretudo no Centro-Sul, também é de crise e de altos índices de desemprego, afugentando os trabalhadores que sonhavam com uma condição de vida melhor. Mesmo sem muitas perspectivas, os alagoanos que insistem em tentar a sorte lá fora preferem os estados do Sudeste e do Sul do País. 

Entretanto, o economista Cícero Péricles revela que um número cada vez menor de alagoanos – e nordestinos – busca trabalho nessas regiões. Ele explica que os que foram nos anos 2000-2010 têm um perfil diferenciado dos seus conterrâneos dos anos 1950-1990: têm maior nível educacional, disputam espaços no setor de serviços e mantêm laços fortes com as origens.

O coordenador da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) em Alagoas, Albani Vieira Rocha, explica que muitos agricultores que deixaram o Estado passaram dificuldades em outras localidades por falta de capacidade técnica e pelo baixo nível de escolaridade. “Quem for agora para outros estados precisa ter consciência de que o mercado de trabalho está ainda mais exigente e competitivo. Quem não se especializa, fica para trás. É por isso que muitos, hoje em dia, estão retornando para a agricultura familiar no estado onde nasceram”, comenta.

O professor Cícero Péricles esclarece que a migração de retorno ocorre em todas as regiões, mas o fluxo mais significativo é entre as regiões Sudeste e Nordeste, explicado pela volta expressiva dos nordestinos que migraram em décadas anteriores. “O IBGE detectou, por exemplo, que, dos imigrantes que vieram para Alagoas entre os anos 2004 e 2009, aproximadamente 44 mil, 15% eram alagoanos que viviam no Sudeste. Essa é a novidade, o estancamento da migração massiva em direção ao Sudeste, configurando um novo fenômeno populacional no Brasil do século 21”.




FONTE: JORNAL GAZETA DE ALAGOAS

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