quinta-feira, 30 de abril de 2015

Mensagem de Reflexão: As qualidades do lápis

As qualidades do lápis




Será que um simples lápis, desses que estão a ser substituídos pelas esferográficas, nos podem dar lições para a vida?
Um dia, uma avó estava a escrever com o lápis. Na mesa, estava também uma borracha e um afia-lápis. Aproximou-se dela um netinho e perguntou-lhe:
– Avó, o que é que está a escrever?
– Estou a tentar escrever um poema para passar o tempo. Mas gostaria de te dizer uma coisa.
– Diga, avó!
– Gostaria que tu, quando cresceres e fores grande, fosses como este lápis.
– Avó, mas o que é que um lápis tem de especial?…
– Depende do modo como olhas para as coisas. No lápis há qualidades que, se as conseguires manter ao longo da tua vida, serás uma pessoa feliz.
Então a avó explicou-lhe as cinco qualidades do lápis.
Primeira qualidade: O lápis redige belos textos ou faz lindos desenhos, mas para isso tem que ter uma mão a guiá-lo. Cada pessoa deve também deixar-se conduzir por quem a orienta para a felicidade.
Segunda qualidade: O lápis, de vez em quando, necessita de ser afiado e para isso utiliza-se o afia-lápis. Isto faz com que ele sofra um bocado. Cada pessoa necessita também de suportar sacrifícios na vida.
Terceira qualidade: O lápis permite que utilizemos uma borracha, sempre que é preciso apagar aquilo que está errado. Cada pessoa necessita de ir apagando os erros que faz e fazer cada vez menos.
Quarta qualidade: O que realmente é importante no lápis não é a madeira, mas a qualidade do grafite que está dentro. Cada pessoa vale não pelo aspecto exterior, mas pelo amor e sabedoria que tem no seu íntimo.
Quinta qualidade: O lápis, ao escrever ou desenhar, deixa sempre uma marca mais ou menos bela. Cada pessoa, com a sua vida, deixa no mundo traços de maior ou menor beleza. Depende do seu coração.




(AUTOR DESCONHECIDO)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Executados na Indonésia recusaram vendas e cantaram antes de morte

Segundo pastora, eles entoaram cantos religiosos até disparos iniciarem.

Brasileiro Rodrigo Gularte está entre os oito fuzilados por tráfico de drogas.



Angelita Muxfeldt, prima de Rodrigo Gularte, é vista em frente a caixão durante funeral em Jacarta nesta quarta-feira (29) (Foto: AP)
Angelita Muxfeldt, prima de Rodrigo Gularte, é vista em frente a caixão durante funeral em Jacarta nesta quarta-feira (29) (Foto: AP)
Os oito homens que foram fuzilados na Indonésia na madrugada desta quarta-feira (29) – tarde de terça-feira (28) no Brasil – entoaram cantos religiosos enquanto andavam para encarar o esquadrão que os mataria, disse uma testemunha, que afirmou que eles morreram com “força e dignidade”.
Os condenados – dois australianos, quatro nigerianos, um indonésio e o brasileiro Rodrigo Gularte – saíram de suas celas na prisão na ilha de Nusakambangan e andaram até uma clareira feita na floresta, onde as execuções foram cumpridas.
Mas em vez de baixar a cabeça em sinal de derrota e resignação, todos negaram-se a colocar uma venda nos olhos e entoaram cânticos religiosos, entre eles "Amazing Grace", até que o pelotão começou a disparar.
Christie Buckingham, a pastora que acompanhou um dos australianos em seus últimos momentos, explicou ao marido que os condenados se comportaram "com força e dignidade até o fim".
“Ela me disse que os oito andaram até o esquadrão de fuzilamento cantando canções de louvor”, disse Rob Buckingham à rádio australiana 3AW.









A pastora Karina de Veja disse que as vozes dos oito condenados eram ouvidas juntas. “Eles estavam todos louvando seu Deus. Foi tocante. Foi a primeira vez que testemunhei alguém tão bem por ir encontrar seu Deus”, afirmou. “Eles se uniram. Cantaram juntos, como em um coro. Os não-cristãos, acredito, também cantaram de seu coração.”
Eles se uniram. Cantaram juntos, como em um coro. Foi tocante"
Karina de Veja, pastora





Na cidade portuária de Cilacap, de onde se chega à ilha de Nusakambangan, um pequeno grupo de pessoas havia se reunido com velas pouco antes da execução, cantando também "Amazing Grace".
Segundo o jornal “Sydney Morning Herald”, o padre Charles Burrows, que deu conforto ao brasileiro Gularte, afirmou que foi especialmente difícil para ele, que foi diagnosticado com esquizofrenia e, segundo sua família, não sabia que seria executado.
De acordo com o padre, Gularte, falava com animais e tinha medo de ondas eletromagnéticas e satélites que poderiam vigiá-lo pelo céu. Em seu estado conturbado, ele acreditava que a Indonésia tinha abolido a pena capital e estabelecido um acordo de extradição de prisioneiros com o Brasil, o que significaria que ele poderia ir para casa no próximo ano.
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Angelita Muxfeldt, prima de Rodrigo Gularte, é vista em frente a caixão durante funeral em Jacarta nesta quarta-feira (29) (Foto: Nyimas Laula/Reuters)Angelita Muxfeldt, prima de Rodrigo Gularte, é vista em frente a caixão durante funeral em Jacarta nesta quarta-feira (29) (Foto: Nyimas Laula/Reuters)
“Não achávamos que a execução iria acontecer. Mas todos estavam olhando para frente, parece que todos aceitaram seu destino”, afirmou o padre.
Na ilha de Nusakambangan, os oito condenados à morte foram atados a um poste e executados por um pelotão formado por 12 homens. Ao amanhecer seus corpos foram devolvidos a Cilacap dentro de caixões.
Os familiares seguiam chorando enquanto seus amigos e as pessoas que se foram à cidade portuária para dar apoio ajudavam a iniciar a longa viagem de retorno para casa junto com seus entes queridos.
Angelita Muxfeldt, prima do brasileiro Rodrigo Gularte, chorava desolada enquanto um padre, Charlie Burrows, abria caminho entre a multidão.
Angelita Muxfeldt, prima de Rodrigo Gularte, é vista após a execução do brasileiro na Indonésia na madrugada desta quarta-feira (29) (Foto: Beawiharta/Reuters)Angelita Muxfeldt, prima de Rodrigo Gularte, é vista após a execução do brasileiro na Indonésia na madrugada desta quarta-feira (29) (Foto: Beawiharta/Reuters)




FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Cirurgias estéticas podem ser deduzidas no Imposto de Renda

Próteses ortopédicas e dentárias também são dedutíveis; saiba declarar.

Prazo para declarar o IR termina nesta quinta-feira (30).



Brasil é recordista mundial em número de cirurgias plásticas (Foto: Reprodução/TV TEM)
Próteses de silicone só são dedutíveis quando incluídas na lista de despesa do hospital plásticas (Foto: Reprodução/TV TEM)


Cirurgias estéticas, como o implante de silicone, são dedutíveis do Imposto de Renda, garante o gerente de impostos da Ernest & Young (EY), Leandro Souza. De acordo com ele, independente da natureza da cirurgia, se é reparadora ou não, “hoje em dia, não existe mais essa distinção para a Receita Federal”.
Procurado pelo G1, o fisco confirmou a informação e declarou que a "Receita não distingue os gastos médicos com cirurgia, se estética ou reparadora. A lei não faz esta distinção". O órgão acrescentou que a possibilidade de declarar cirurgias estéticas como despesas médicas já existe "há alguns anos", no entanto, não informou desde quando.
O gerente de impostos da EY explicou que “a gente tem visto que muita gente alega [que a cirurgia foi realizada] para manter ou recuperar a saúde mental. Como é uma coisa muito subjetiva, a Receita acabou aceitando (…) Próteses ortopédicas e dentárias também são dedutíveis”, garantiu.
Prazo para enviar IR acaba amanhã; cirurgia estética pode ser deduzida (Editoria de Arte/G1)
As próteses de silicone, no entanto, só podem ser declaradas se incluídas na lista de despesas do hospital, alertou o gerente de impostos.
“Silicone vale, se entrar na conta do estabelecimento hospitalar, se vier dentro da nota. Agora, se você faz implante e compra a prótese em outro lugar, aí não é dedutível”, explicou.
A mesma regra vale para gastos com medicamentos, afirmou Leandro Souza.
“Está muito mais avançado do que educacional, mas óbvio que ainda existem alguns itens que não pode deduzir, como medicamentos. A única previsão que existe é quando ela integrar conta de hospitais”.
Leandro Souza acrescenta ainda que, diferente das despesas com educação, que possuem limite anual individual de R$ 3.375,83 para o ano-calendário 2014, não há limite de dedução para despesas médicas. O gerente de impostos explicou que “o único limite que você tem é o valor que foi reembolsado, se você teve algum reembolso, não vai ter dedutível”.
Onde declarar
Assim como as outras despesas médicas, os gastos com a cirurgia estética devem ser declarados em “lista de pagamento”, afirmou Leandro Souza. “Até uma forma de reportar, tem que separar entre dentista, médico, laboratório, tudo no mesmo campo: lista de pagamentos. Cada uma tem um código específico”, completou.

Gastos no exterior
As despesas com saúde no exterior não “têm nenhuma diferença em termos de valor”, garante o gerente. De acordo com ele, “a única diferença é que na declaração você não pode deduzir planos de saúde no exterior, ela não é despesa dedutível, mas se tem no Brasil, pode deduzir. Se for um médico no exterior pode deduzir. Tudo que você pode aqui você pode, só não pode plano de saúde”.




FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Dilma não discursará no 1º de maio

SEM CADEIA. Pela primeira vez no mandato presidente não fará pronunciamento no Dia do Trabalhador
IDilma não discursará no 1º de maio
Por: FILIPE MATOSO - G1
Brasília, DF – O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou ontem que a presidente Dilma Rousseff – pela primeira vez desde que assumiu a Presidência da República, em 2011 – não fará pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV em 1º de maio, Dia do Trabalhador.

Dilma se manifestará por meio das redes sociais, informou o ministro, que participou com a presidente da reunião da coordenação política do governo, grupo formado pelos ministros mais próximos e que se reúne semanalmente para avaliar o cenário político e traçar estratégias.

“Nós optamos, por meio de uma decisão coletiva, de toda a coordenação política – coletiva e unânime –, que ela [Dilma] deveria valorizar as redes sociais e dialogar com a sociedade brasileira por meio das redes sociais”, disse Edinho Silva.

De acordo com o ministro, a presidente não precisa, necessariamente, convocar cadeia nacional de rádio e TV para se pronunciar sobre o 1º de Maio. Segundo Edinho Silva, a decisão é uma forma de “valorizar outros modais de comunicação”.

“A presidenta vai dialogar com os trabalhadores, com a sociedade brasileira, pelas redes sociais. Em cadeia nacional [de rádio e TV], não. Será um diálogo por meio das redes sociais, porque, primeiro, é uma forma de valorizarmos outros modais de comunicação. Segundo, porque a presidenta não precisa, necessariamente, se manifestar apenas por meio das cadeias nacionais”, completou.




FONTE: JORNAL GAZETA DE ALAGOAS

Professores da Uneal protestam em Maceió

EDUCAÇÃO. Categoria cobra a nomeação de mais 50 profissionais e melhores condições de trabalho
IProfessores da Uneal protestam em Maceió
Por: DA REDAÇÃO
Um ato público que reuniu alunos e professores  da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) tomou as ruas do centro de Maceió, no final da manhã de ontem, para cobrar do governador Renan Filho (PMDB) a nomeação dos 50 professores aprovados em concurso realizado no ano passado, ainda no governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Docentes da Uneal, professor Luizinho Gomes, a carência é de 100 professores, mas nem mesmo os 50 concursados foram nomeados.

A situação é tão crítica que, segundo ele, alguns cursos, como o de História, do qual é coordenador, correm o risco de fechar. Ainda mais depois que foram dispensados os professores contratados provisoriamente, no último dia 15, deixando vários cursos sem aula.

“No curso de História temos apenas quatro docentes para as disciplinas dos quatro períodos dos cursos que estão em andamento. Isso não existe. Ou o governo toma uma providência, ou teremos o semestre perdido ou cursos fechando, com enormes prejuízos para os alunos e para a sociedade”, alertou.

Luizinho lembrou que a nomeação dos concursados foi uma promessa de campanha de Renan Filho, firmada em acordo com a categoria, em agosto de 2014, num documento que continha outros 11 itens, entre eles o Plano de Cargos e Carreira, a progressão horizontal, o aumento da verba de custeio e a estruturação dos campi.




FONTE: JORNAL GAZETA DE ALAGOAS

Amigos e familiares velam corpo de Antônio Abujamra em São Paulo

Ator e diretor morreu em sua casa na capital paulista na terça-feira (28).

Corpo é velado no Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista.











O corpo do ator e diretor de teatro Antônio Abujamra, 82 anos, começou a ser velado na noite de terça-feira (28) no Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, Centro de São Paulo. Ele morreu na manhã de terça em sua casa, em Higienópolis. A causa da morte foi um infarto no micárdio, segundo o SPTV. Ele deixa dois filhos e dois netos.
O diretor foi encontrado desacordado e o filho Alexandre chamou os médicos, que atestaram a morte. O sobrinho, João Abujamra, contou que conversou com o tio nesta segunda-feira (27) e afirmou que ele "estava ótimo". João também disse que ele não estava fazendo nenhum tratamento médico.
Alexandre Abujamra é visto ao lado do corpo de seu pai, o ator e diretor Antônio Abujamra em velório. (Foto: Nelson Antoine/Frame/Fram/Estadão Conteúdo)Alexandre Abujamra é visto ao lado do corpo de seu pai, o ator e diretor Antônio Abujamra em velório. (Foto: Nelson Antoine/Frame/Fram/Estadão Conteúdo)
 "Ele era um gênio com quem a gente sempre aprendia. Um tio amado", disse ao G1. Abujamra também era tio das atrizes Clarisse Abujamra e Iara Jamra, do cineasta Samir Abujamra e pai do músico e ator André Abujamra.
Samir Abujamra lamentou a morte do tio em mensagem no Facebook. "Morreu meu ídolo, meu segundo pai, o homem que me fez ser artista. Tio Tó, Antônio Abujamra".
Família e amigos no velório
André Abujamra e demais familiares estavam no velório na noite de terça. Os atores Lima Duarte, Marisa Orth, Cássio Scapin, Vera Holtz, o humorista Ary Toledo e o diretor teatral José Possi Neto estiveram no Teatro Sérgio Cardoso.

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O ator Lima Duarte chega para velório do ator e diretor Antônio Abujamra, no Teatro Sérgio Cardoso em SP (Foto: Nelson Antoine/Frame/Fram/Estadão Conteúdo)O ator Lima Duarte chega para velório do ator e diretor Antônio Abujamra, no Teatro Sérgio Cardoso em SP (Foto: Nelson Antoine/Frame/Fram/Estadão Conteúdo)
O comediante Ary Toledo (d) chega para velório do ator e diretor Antônio Abujamra (Foto: Nelson Antoine/Frame/Fram/Estadão Conteúdo)O comediante Ary Toledo (d) chega para velório do ator e diretor Antônio Abujamra (Foto: Nelson Antoine/Frame/Fram/Estadão Conteúdo)
Ator e diretor dormia em casa
Segundo nota divulgada pela TV Cultura, emissora em que apresentava o programa Provocações, ele estava dormindo em sua casa.
"É com grande pesar que informamos que hoje, 28/042015, o apresentador de Provocações, Antônio Abujamra, faleceu. Agradecemos o carinho e apoio de todos que tem nos acompanhado ao longo desses 14 anos de programa", diz nota na página do programa no Facebook.
Na TV Globo, Abujamra fez muito sucesso na novela "Que rei sou eu?" (1989) como o vilão Ravengar (veja vídeo abaixo).
A essência do meu progresso estava em poder aceitar a minha decadência. Ou seja, progredir até morrer, porque viver é morrer. E não me arrependo de nada"
Antônio Abujamra





Nascido em Ourinhos, em 15 de setembro de 1932, Antônio Abujamra foi um dos primeiros a introduzir os métodos teatrais de Bertolt Brecht e Roger Planchon em palcos brasileiros.
Formou-se em filosofia e jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, em 1957. Inicia-se como crítico teatral e faz suas primeiras incursões como ator e diretor no Teatro Universitário, entre 1955 e 1958, nas montagens de “O Marinheiro”, de Fernando Pessoa; “À Margem da Vida” e “O Caso das Petúnias”, de Tennessee Williams; “A Cantora Careca” e “A Lição”, de Eugène Ionesco; e “Woyzeck”, de Georg Büchner.

Abujamra estreia profissionalmente em 1961, em São Paulo, no Teatro Cacilda Becker, onde dirige “Raízes”, de Arnold Wesker, e no Teatro Oficina, com “José, do Parto à Sepultura”, de Augusto Boal. “Antígone América”, de Carlos Henrique Escobar, 1962, é a primeira de uma série de montagens que dirige para a produtora Ruth Escobar.
Em 1963, associa-se a Antônio Ghigonetto e Emílio Di Biasi e funda o Grupo Decisão, com a intenção de disseminar o teatro político com base na técnica brechtiana. A primeira produção é “Sorocaba, Senhor”, uma adaptação de “Fuenteovejuna”, de Lope de Vega.
Antônio Abujamra durante programa 'Provocações', na TV Cultura (Foto: Reprodução/TV Cultura)Antônio Abujamra durante programa 'Provocações', na TV Cultura (Foto: Reprodução/TV Cultura)
Em 1965, Abujamra dirige, no Rio de Janeiro, a montagem de “O Berço do Herói”, de Dias Gomes. A peça foi interditada pela censura no dia do ensaio geral. Nos anos seguintes, dedica-se ao Teatro Livre, companhia de Nicette Bruno e Paulo Goulart realizando montagens ambiciosas, como “Os Últimos”, de Máximo Gorki.
Em 1975, dirige Antônio Fagundes no monólogo “Muro de Arrimo”, de Carlos Queiroz Telles, paradoxo entre as duras condições de vida de um operário da construção civil e suas ilusórias expectativas de um futuro brilhante, e recebe o Prêmio Molière, pela direção de “Roda Cor de Roda”, de Leilah Assumpção.
Na primeira metade dos anos 1980, Abujamra se engaja em recuperar o Teatro Brasileiro de Comédia. Entre seus espetáculos mais significativos no TBC estão “Os Órfãos de Jânio”, de Millôr Fernandes, 1981; “Hamletto”, de Giovanni Testori, 1981; “Morte Acidental de um Anarquista”, de Dario Fo, 1982; e “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, 1984. Em 1987, encerrado o projeto do TBC, Abujamra dirige, para a Companhia Estável de Repertório, de Antonio Fagundes, a superprodução “Nostradamus”, de Doc Comparato, grande êxito de bilheteria.
Aos 55 anos, Abujamra inicia sua carreira de ator. Em dois anos, atua em duas telenovelas e três peças e é premiado pelo desempenho no monólogo “O Contrabaixo”, de Patrick Suskind, 1987. Em 1991, recebe o Prêmio Molière pela direção de “Um Certo Hamlet”, espetáculo de estreia da companhia Os Fodidos Privilegiados, fundada por Abujamra para ocupar o Teatro Dulcina, no Rio.
Declaração
Em depoimento ao jornal 'O Estado de S. Paulo', em 2010, o escritor falou de sua percepção a respeito da vida e da morte. "A essência do meu progresso estava em poder aceitar a minha decadência. Ou seja, progredir até morrer, porque viver é morrer. E não me arrependo de nada."




FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Mensagem de Reflexão: A elegância do comportamento

A elegância do comportamento




Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, joias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
Educação enferruja por falta de uso.
“LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado.
Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. Fique alerta quanto ao momento presente. Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou.”




(AUTOR DESCONHECIDO)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Brasileiro Rodrigo Gularte é executado na Indonésia

Ele foi condenado à morte por tráfico de drogas em 2005.

É o 2º brasileiro executado por pelotão de fuzilamento no país este ano.









O brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, foi executado na Indonésia na madrugada desta quarta-feira (29) – horário local, tarde de terça-feira (28) no horário de Brasília. Ele havia sido condenado à morte por tráfico de drogas, e a pena foi executada por um pelotão de fuzilamento.
Outros sete condenados por tráfico de drogas foram executados. A única mulher condenada do grupo, a filipina Mary Jane Veloso, não foi executada porque a pessoa que a recrutou para transportar drogas se entregou às autoridades. Mary Jane precisa testemunhar neste outro processo, por isso o presidente filipino pediu que sua execução fosse postergada.
O paranaense Gularte foi preso em julho de 2004 depois de tentar ingressar na Indonésia com 6 quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Ele foi condenado à morte em 2005.
Gularte é o segundo brasileiro executado no país este ano – em janeiro, Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi fuzilado. Ele também cumpria pena por tráfico de drogas.
O governo brasileiro divulgou nota na qual diz ter recebido com "profunda consternação" a notícia da execução de Gularte. De acordo com o Itamaraty, a presidente Dilma Rousseff enviou carta ao presidente indonésio, Joko Widodo, pedindo a suspensão da pena de morte em razão do "quadro psiquiátrico" do brasileiro.
A filipina Mary Jane Veloso, em foto de 21 de abril, durante celebração do Kartini Day, em homenagem à ativista dos direitos femininos Raden Kartini, na prisão Yogyakarta (Foto: AFP Photo/Tarko Sudiarno/Files)A filipina Mary Jane Veloso, em foto de 21 de abril. Ela seria executada nesta terça, mas o presidente filipino pediu que o cumprimento da pena fosse adiado (Foto: AFP Photo/Tarko Sudiarno/Files)
Gularte foi diagnosticado com esquizofrenia por dois relatórios médicos no ano passado. Em março, uma equipe médica reavaliou o brasileiro a pedido da Procuradoria Geral indonésia, mas o resultado deste laudo não foi divulgado.
Familiares e conhecidos relataram que Gularte passava seus dias na prisão conversando com paredes e ouvindo vozes. Dizem que ele se recusava a tirar um boné, que usava virado para trás, alegando ser sua proteção.
Angelita Muxfeldt, prima de Gularte, passou os últimos meses na Indonésia tentando reverter a decisão. Ela esteve com ele pela última vez na tarde de terça, no horário local, horas antes da execução.
Angelita contou, antes da execução, que não disse ao primo claramente o iria ocorrer, e que ele não sabia o que iria acontecer, apesar de ter sido informado no sábado (25) da morte iminente. Segundo a brasileira, ele sofre de delírios e não entendeu que seria executado, acreditando que ainda seria solto.
Executados
Além do brasileiro, sete outros suspeitos foram executados. Todos foram condenados por tráfico de drogas e tiveram seus pedidos de clemência rejeitados.

Eles são os australianos Myuran Sukumaran e Andrew Chan, os nigerianos Martin Anderson, Okwudili Oyatanze, Sylvester Obiekwe Nwolise e Jamiu Owolabi Abashin e o indonésio Zainal Abidin.
A Austrália e as Filipinas também tentaram diversos recursos para adiar as execuções, além de realizarem pressão diplomática, mas sem sucesso. Após as execuções, a Austrália anunciou que convocou seu embaixador na Indonésia para consultas.
Montagem com fotos de seis dos oito executados à morte por tráfico na Indonésia na terça (28): acima, a partir da esquerda, os australianos Myuran Sukumaran e Andrew Chan o nigeriano Martin Anderson. Abaixo, os nigerianos Jamiu Owolabi Abashin e Sylvester (Foto: AFP Photo)Montagem com fotos de seis dos oito executados por tráfico na Indonésia na terça (28): acima, a partir da esquerda, os australianos Myuran Sukumaran e Andrew Chan e o nigeriano Martin Anderson. Abaixo, os nigerianos Jamiu Owolabi Abashin e Sylvester (Foto: AFP Photo)
Crise diplomática
Em janeiro, o fuzilamento de Marco Archer gerou uma crise diplomática entre o país asiático e o Brasil.

A presidente Dilma Rousseff se disse "consternada e indignada" com o ocorrido e convocou o embaixador brasileiro em Jacarta para consultas.
Em fevereiro, Dilma decidiu adiar o recebimento das credenciais do novo embaixador da Indonésia em Brasília para reavaliar a situação bilateral entre os dois países. Em represália, o Ministério das Relações Exteriores indonésio chamou de volta ao país o embaixador no Brasil, Toto Riyanto, e convocou para uma reunião o então embaixador brasileiro em Jacarta, Paulo Soares, que deixou o comando da chancelaria indonésia em março.
Atualmente, a embaixada do Brasil em Jacarta está sendo chefiada, interinamente, por Leonardo Monteiro, encarregado de negócios da chancelaria indonésia.
A Indonésia reforçou suas penalidades por crimes de tráfico de drogas e voltou a realizar execuções em 2013, depois de uma pausa de cinco anos.


FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO