segunda-feira, 7 de abril de 2014

Bandidos expulsam beneficiados do 'Minha Casa, Minha Vida' de imóveis



A reportagem especial deste domingo (6) é uma denúncia de violência e fraude em conjuntos residenciais do programa 'Minha Casa, Minha Vida', uma iniciativa que já beneficiou mais de 1,5 milhão de famílias brasileiras. Estão envolvidos traficantes, milicianos e até agentes públicos.

“Chegou uma quadrilha de traficante lá e disse: ‘essa casa aqui é nossa, perdeu’”, conta um morador.

“Quarenta e oito hora para sair de dentro de casa”, relata outro. 

Essas pessoas foram beneficiadas pelo programa 'Minha Casa, Minha Vida' e agora não têm onde morar. “Eu vi morador sendo expulso e vi morador sendo morto”, diz uma testemunha.

São vítimas do crime organizado. Bandidos estão destruindo o sonho da casa própria de muita gente pelo Brasil afora.

O apartamento é de um condomínio construído pelo programa do Governo Federal. “Desde 2010 eu sou inscrito no ‘Minha Casa, Minha Vida’. Quando veio a chance, eu agarrei, porque eu tenho família. Eu achei que era um projeto sério”, lembra um homem.

O programa exige uma série de condições sociais e econômicas para conceder o financiamento. Se estão dentro das condições pedidas, mas o número de candidatos é maior do que o de habitações, os inscritos têm que participar de um sorteio para receber a casa própria. Era o caso de pelo menos 50 famílias em condomínio do Rio.

“Começaram uns intermediários no local dizendo que, se a gente pagasse R$ 5 mil, R$ 6 mil, teria pessoas da própria prefeitura que iriam agilizar a documentação para a gente ser premiado primeiro. O nome dele era Bruno. Ele era funcionário da Secretaria de Habitação”, diz uma mulher.

“Ele informou que quem era inscrito no ‘Minha Casa, Minha Vida’, teria altas chance de conseguir o imóvel”, afirma um homem.

O golpe aconteceu em 2012. Na época, o secretário de Habitação do Município era Jorge Bittar. Quando descobriram que tinham sido enganados, os moradores se reuniram com representantes da Prefeitura do Rio, como mostra um vídeo. Foi em janeiro de 2013, depois que Bittar deixou a Secretaria e reassumiu o cargo de deputado federal.

No vídeo, o então subprefeito, Edson Luiz Menezes, admite o problema: “Teoricamente, vocês compraram o apartamento de uma pessoa que realmente fazia parte daquela gestão da prefeitura”, diz.

Ele diz que quem pagou vai ter que sair: “A gente vai ter que realmente desocupar os imóveis e entregar os imóveis para os verdadeiros donos. Eu não posso premiar a ilegalidade”, afirma.

As famílias já estão recebendo ordens de despejo. “Elas imaginam que elas entraram regularmente nos imóveis, inclusive desembolsando quantias que, para elas, às vezes são economias de uma vida inteira. Como uma pessoa dessa é invasora? Essa pessoa é uma vítima”, aponta o defensor público Eduardo Lopes Piragibe.

Apontado pelos moradores como o funcionário da Secretaria de Habitação do Rio que cobrava dinheiro para entregar as chaves da casa, Bruno concordou em dar entrevista ao Fantástico. Quando a equipe chegou para a gravação, ele pediu para não mostrar o rosto nem divulgar o sobrenome, alegando estar com medo da ação do crime organizado nos condomínios.

Ele negou ter recebido dinheiro dos moradores. “Eles são invasores, invasores de um condomínio, que estão aproveitando da minha imagem e do meu nome para se beneficiar de um apartamento”, afirma.

No Pará, a Polícia Federal e o Ministério Público também investigam fraudes no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. A primeira denúncia é de manipulação na inscrição.

“Alguns servidores públicos, em troca de alguns favores para as eleições municipais de 2012, estavam inserindo alguns candidatos ao programa, ao benefício na lista para ser remetido para a Caixa Econômica Federal”, explica o procurador do Ministério Público Federal do Pará Aécio Mares Tarouco.

“A Polícia Federal concluiu que o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, em Redenção, foi utilizado com fins eleitorais, fim de reeleger o ex-prefeito e eleger pretensos candidatos ligado a ele”, aponta o delegado da Polícia Federal do Pará Luiz Felipe da Silva.

A segunda denúncia: os próprios moradores do condomínio dizem que nem todos os beneficiados moram nas casas. “Já tem um ano e quatro meses que eu moro aqui, eu nunca vi ninguém nessa casa aqui”, diz um morador.

Tem mais: beneficiados estão tentando ganhar dinheiro com os imóveis antes de serem quitados. “Eles negociavam ou locavam ou alienavam esse imóvel para pessoas próximas, ou parentes ou amigos”, diz Tarouo.

“Tem casa aí também que já foi alugada, que o dono nunca morou, que ganhou mesmo e nunca morou”, aponta uma moradora.

“Não há fiscalização para ver se ele realmente está morando lá, se ele está passando a casa para alguém. Não está sendo feita”, avalia o procurador do MP.

No Rio, o Fantástico encontrou na internet o anúncio de um imóvel de um conjunto construído pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. É um dos muitos que a chamada milícia vende quando o morador não pode pagar as taxas cobradas pelos criminosos.  Os milicianos cobram por segurança e também taxam os serviços de água, luz e gás. “A gente gasta ali, na média, R$ 500 por mês, só de taxa para morar no que é da gente”, conta um morador.

A milícia ganha dinheiro até vendendo comida nos condomínios.  “Só pode comprar deles. Não pode comprar em mercado de maneira nenhuma”, relata o morador.

“O programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ está virando uma fonte de enriquecimento do crime organizado”, avalia Piragibe.

“E se você não pagar naquele dia, eles lhe mandam sair fora da casa, sem direito a nada, só com a roupa do corpo”, explica o morador.

“Chegaram quatro rapazes lá na minha casa e falaram que eu tinha 48 horas para sair de dentro de casa. Eu simplesmente peguei a mulher e o menino e parti”, conta uma vítima.

Em 2011, uma grande operação expulsou os milicianos do condomínio que fica em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. Segundo os moradores, pouco tempo depois a milícia voltou.

Uma família de Salvador, na Bahia, continua aparecendo nas estatísticas oficiais como beneficiada pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, embora o único teto que tenha hoje seja o de uma ponte. A família diz que foi expulsa de um condomínio em Serrinha, no interior do estado, por traficantes.

“Chegou uma quadrilha de traficante e disse: ‘essa casa aqui é nossa, perdeu’. Venderam para outras pessoas e nós passando por essa vida difícil assim na rua”, conta a ex-moradora.

Em nota, a Prefeitura de Serrinha afirma que desconhece organizações criminosas que expulsam moradores.
Já o então candidato a prefeito de Redenção, no Pará, Wagner Fontes, não quis falar com o Fantástico. O advogado dele nega uso político do cadastro no programa: “Não tinham meios do prefeito ou de qualquer outra pessoa envolver na seleção dessas pessoas, porque isso era feito pelo órgão federal, Caixa Econômica”, afirma o advogado Pedro Carneiro.

Por lei, as prefeituras fazem os cadastros, e a Caixa Econômica Federal verifica quem realmente está dentro do perfil exigido pelo programa.

Também em nota, o ex-secretário de habitação do Rio Jorge Bittar afirma que Bruno foi funcionário dedicado e correto e, por isso, hoje, faz parte da equipe de Bittar, que é deputado federal.

Já a Polícia Civil informa que a Delegacia de Defraudações vai convocar os envolvidos no caso para prestar depoimento. As denúncias dos moradores foram feitas em janeiro de 2013.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro afirma que haverá uma nova operação no condomínio que já havia sido tomado pelas milícias em 2011. Mas ele diz que é preciso mais: “Vamos fazer outra operação lá? Vamos fazer, não tenha dúvida. Mas, se o transporte lá não melhorar, ou se as outras condições de luz, de entrega de gás também não acontecerem, alguém vai ocupar essa lacuna, a falha, e se locupletar com esse serviço que não está sendo feito de uma maneira bem feita”, avalia José Mariano Beltrame.

Na quinta-feira (3), o ministro das Cidades disse ao Fantástico que vai combater os desvios. “Não vamos tolerar ou admitir qualquer tipo de distorção do programa, seja ela através da milícia, do tráfico, da corrupção ou de qualquer uma outra situação que possa desvirtuar o objetivo do programa”, afirma Gilberto Occhi.

Vinte e quatro horas depois que o Fantástico entrevistou em Brasília o ministro das Cidades, ele convocou, para Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, um encontro com representantes da Caixa Econômica Federal, da Polícia Federal e da Polícia Civil.

Segundo ele, nesta semana haverá uma reunião para tratar das invasões da milícia. “Nela será assinada uma portaria interministerial convidando outros órgãos, as prefeituras, as polícias locais, começando pelo Rio de Janeiro, para que a gente possa efetivamente dar esse trabalho e dar essa resposta e essa satisfação à sociedade”, diz.

Fantástico: Você pensa em recomeçar de que maneira?

Vítima: Bem, em uma área que não tenha miliciano, uma área segura que eu tenha a certeza absolutamente que não tenha ninguém envolvido com eles, para poder começar tudo de novo.









FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Parentes e amigos se reúnem para cremação de José Wilker no Rio

Do G1 Rio


 Corpo de 
José Wilker é cremado no Rio (Onofre Veras/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)

O corpo do ator José Wilker foi cremado no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio, no início da noite deste domingo (6), em uma cerimônia fechada. Familiares e amigos começaram a chegar ao local por volta das 17h.

Wilker foi velado no Teatro Ipanema, na Zona Sul do Rio, deste a noite de sábado (5). O ator morreu aos 67 anos em decorrência de um infarto. O velório, que foi aberta ao público às 23h40, terminou às 14h deste domingo.

Velório
O ator Marcos Oliveira, que interpreta o personagem Beiçola, na "Grande Família", compareceu ao teatro pouco tempo depois carregando uma rosa branca. Ele disse que era um grande admirador de Wilker.

Amigo do atorm (Foto: Flávia Rodrigues/G1)Marcos Oliveira disse que era admirador de Wilker (Foto: Flávia Rodrigues/G1)

"Eu não tinha relação de amizade com ele. Sou um admirador e nunca tive o prazer de contracenar com ele. Sempre admirei muito seu trabalho. Era inspirador tudo que ele fez na relação de ator, de comportamento e relacionamento. Então, vim fazer a última homenagem, pois acho que ele merece mais que isso", disse Oliveira.

Ator Genézio Barros lamentou a perda repentina do amigo José Wilker (Foto: Flávia Rodrigues / G1)Ator Genézio Barros lamentou a perda repentina do amigo José Wilker (Foto: Flávia Rodrigues / G1)
 
Genézio de Barros afirmou estar chocado com a morte do amigo José Wilker. “Acabamos de fazer ‘Amor à vida’ e fizemos ‘Gabriela’ também. Pra mim foi um choque. O Zé era um cara incrível, brincalhão, mal humorado, engraçado, era um menino! Me assustou a morte dele, pois temos a mesma idade", disse Barros.
O ator Felipe Camargo falou que Wilker era o ‘Jack Nicholson’ brasileiro. "Ele Sempre foi uma referência pra mim. Referência muito forte. Era o nosso Jack Nicholson. Falei com ele há três semanas e estava do mesmo jeito de sempre, ele estava ótimo. Fica o legado dele. Do jeito que ele gostava de trabalhar, já deve está tendo ideias aonde estiver!”, disse Felipe Camargo.

Ele foi cedo demais. Em pleno voo. Mas, não poderia ser diferente... não poderia ser uma morte anunciada, disse Stepan Nercessian (Foto: Flávia Rodrigues / G1)"Ele foi cedo demais", disse Stepan Nercessian (Foto: Flávia Rodrigues / G1)
 
"Ele foi cedo demais. Em pleno voo. Mas, não poderia ser diferente, não poderia ser uma morte anunciada. A morte foi tão surpreendente quanto a forma em que ele viveu. Estreamos juntos na TV, em ‘Bandeira 2’. Comemorei meus 18 anos com ele. Foi uma amizade intensa. O Wilker não parava de pensar e quis ser o protagonista da vida dele. Criava muito e não se contentava em ser somente autor", afirmou Stepan Nercessian.

A atriz Beth Faria esteve no velório e contou que esteve com Wilker há poucos dias. "Era um  irmão, amigo, companheiro de trabalho. Tinha um humor delicioso. Fizemos muitos trabalhos juntos na TV e no cinema. Falei com ele semana passada e ele disse que estava de dieta nova, se cuidando, caminhando com a namorada, estava se sentindo saudável. Não entendo como isso aconteceu", lamentou Beth Faria.

Milton Gonçalves e Wilker eram amigos há 50 anos (Foto: Flávia Rodrigues/G1)Milton Gonçalves e Wilker eram amigos há 50 anos (Foto: Flávia Rodrigues/G1)
 
Milton Gonçalves, amigo de Wilker há 50 anos, disse que ele era uma pessoa muito verdadeira.

“Ele era tido como rude, às vezes, mas na verdade, ele era verdadeiro numa sociedade de mentira. Minha amizade com o Wilker durou mais de 50 anos. Só posso falar bem e não é porque morreu não. Às vezes era irritado, mas devemos compreender as pessoas. Ele contribuiu de forma muito positiva para a arte".

Stênio Garcia ressaltou durante entrevista do o jeito brincalhão de Wilker (Foto: Flávia Rodrigues/G1)Stênio Garcia ressaltou durante entrevista o jeito brincalhão de Wilker (Foto: Flávia Rodrigues/G1)
 
Stênio Garcia ressaltou o jeito brincaçlhão de Wilker e disse que o amigo era um exemplo de pessoa. “A última vez que estivemos juntos, ele até brincou, dizendo pra nós nos cuidarmos, pois ele estava fazendo alimentação ayurvédica. Ele estava sendo um exemplo de saúde para nós. Vai fazer uma falta incrível! Era sarcástico, mas era brincalhão. Eu já encontrei com ele em diversas partes do mundo", contou Stênio Garcia.

Vera Holtz foi ao velório de José Wiker no Teatro Ipanema (Foto: Flávia Rodrigues/G1)Vera Holtz foi ao velório de José Wiker no Teatro Ipanema (Foto: Flávia Rodrigues/G1)
 
A atriz Vera Holtz disse que o amigo está sempre em sua vida. “O Zé ainda não é lembrança, nem saudade. É uma lembrança constante em nossas vidas. Sempre manteve o humor e sempre foi um homem de opinião. A opinião dele em época de Copa e eleição fará falta”, disse Vera Holtz.

"Wilker era um homem que representava a arte brasileira para o mundo", afirmou Beth Goulart (Foto: Flávia Rodrigues/G1)'Wilker era um homem que representava a arte brasileira para o mundo', disse Beth Goulart (Foto: Flávia Rodrigues/G1)
 
Beth Goulart estava muito emocionada quando chegou ao velório do ator. “Wilker era um homem que representava a arte brasileira para o mundo. Ele tinha muitas frentes de trabalho. É muito difícil estar aqui, mas a Mariana [filha de Wilker] me enviou um e-mail tão lindo quando perdi meu pai, que eu tinha que estar aqui para dar um abraço nela”, contou a atriz.

Rafael Infante trabalhou com José Wilker na peça “Remember” e falou com carinho do ator. “Ele tinha noção do jeito de falar, a sutileza da comédia. Ele tinha respeito por cada palavra. Era um gênio. O Roque Santeiro foi muito marcante com aquele deboche. Ele deixa a seriedade de encarar a profissão para todos nós atores”, afirmou Infante.

Arlete Sales esteve no velório de Wilker no Teatro Ipanema, na Zona Sul do Rio (Foto: Daniel Silveira/G1)Arlete Sales falou sobre a perda do colega (Foto: Daniel Silveira/G1)
 
"Perdemos um colega, um amigo, um homem elegante, um homem culto de quem a gente se orgulhava. Ele cumpriu a missão dele lindamente. Dizem que a missão de um homem é profissão dele. Ele cumpriu a dele e teve a partida eleita pelos deuses. Ele partiu tranquilo", falou Arlete Sales.

Gracindo Júnior definiu Wilker como um "orgulho" para os profissionais da área. "É a perda de um grande amigo. Era da minha geração de atores, um mestre. Ele deixou uma história bonita. Pessoa assim é um orgulho que eu tenho pela minha profissão e que todos atores devem se orgulhar", afirmou Gracindo Júnior.
Muitos colegas de profissão já passaram pelo local desde sábado. Entre eles, os atores Tony Ramos, Renata Sorrah, Ary Fontoura, Giulia Gam, Marieta Severo, Eriberto Leão, Vera Holtz, Natália do Vale, Susana Vieira, Malu Mader, Glória Pires e Marcelo Serrado.

Susana vieira diz ser a maior viúva entre as atrizes (Foto: Daniel Silveira / G1)Susana Vieira disse ser a maior viúva entre as atrizes (Foto: Daniel Silveira / G1)
 
“Eu sou a maior viúva de todas as atrizes. Que me desculpem os outros atores, mas o Wilker era especial”, disse Susana Vieira, que lembrou o personagem Giovane Improta, da novela ‘Senhora do destino’, que sempre dizia “Se precisar, estou aqui”. “Como pessoa ele sempre foi assim. Sempre disponível para os amigos. Vou aproveitar vocês [jornalistas] para mandar um recadinho para ele. Zé, fica aí, bem bonitinho, com sua meinha colorida, seu tênis cor de rosa. Não sei onde você está, mas fica aí, bem bonitinho”, disse a atriz, que prometeu escrever uma crônica sobre o amigo.

Fã viaja 700 quilômetros para se despedir
A primeira fã a chegar no velório neste domingo foi a arquiteta Ana Buarque. Vizinha ao teatro, ela disse que ficou emocionada quando soube da notícia. "Eu o admirava muito pelo talento e voz. Como moro ao lado e vi que ontem havia fila, então desci para prestar minha homenagem assim que acordei", contou Ana Buarque.

A dona de casa Rosana Aparecida da Silva, de 53 anos, e a filha contaram que viajaram 700 quilômetros para acompanhar o velório de Wilker. Elas moram em São Roque, no interior de São Paulo.

Fã viaja 700 Km para se despedir de Wilker (Foto: Daniel Silveira/G1)Fã viaja 700 Km para se despedir de Wilker (Foto: Daniel Silveira/G1)
 
"Há pessoas que fazem tanto pela gente e José Wilker era uma dessas pessoas. Ele transmitia ser bom caráter e seus papéis sempre me emocionavam ou divertiam, como o Vadinho e JK", contou Rosana Silva.

Rosana contou que em sua família Wilker era chamado por todos de "rouba-cena". "Tudo que ele fazia era perfeito", opinou. Ela lamentou não ter visto o artista pessoalmente ainda em vida. "Eu sempre dizia que iria a São Paulo ver uma peça dele. A gente fica adiando até que um dia não tem mais o depois"

O teatro, segundo familiares, foi escolhido porque lá Wilker deu início à carreira de ator, na peça "O arquiteto e o imperador da Assíria", em 1970 — o artista foi premiado pela sua interpretação.

Arte cronologia de José Wilker (Foto: Editoria de Arte / G1)
 
Começo
José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa, e o pai, Severino, caixeiro viajante.

O primeiro trabalho de Wilker foi com apenas 13 anos, como figurante no teleteatro da TV Rádio Clube, do Recife. "Ficava por ali aguardando alguma ponta", lembrou ele em depoimento ao site Memória Globo. A aparição inicial foi como cobrador de jornal na peça "Um bonde chamado desejo", de Tennessee Williams.
Sua carreira no teatro começou no Movimento de Cultura Popular (MCP) do Partido Comunista, onde dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular. Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.

Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça "O arquiteto e o imperador da Assíria", foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de "Bandeira 2" (1971), sua primeira novela. Seu personagem foi Zelito, um dos filhos do bicheiro Tucão (Paulo Gracindo).

"Eu fazia teatro há dez anos, não tinha nada. Uma semana depois de estar no ar, eu era um cara com uma conta no banco, identidade, residência fixa e reconhecimento na rua. A resposta era muito imediata, intensa. Acabei gostando", afirmou Wilker ao Memória Globo.

Ele interpretou o seu primeiro papel principal na TV em 1975: foi Mundinho Falcão em "Gabriela", adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.

Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela "Anjo mau" (1976), de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de "Senhora do destino", de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge, e a Sapucaí é grande”.

O artista dirigiu o humorístico "Sai de baixo" (1996) e as novelas "Louco amor" (1983), de Gilberto Braga, e "Transas e caretas" (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: "Carmem" (1987), de Gloria Perez, e "Corpo santo" (1987), de José Louzeiro.

Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como "Xica da Silva" (1976) e "Bye bye Brasil" (1979), ambos de Cacá Diegues, "Dona Flor e seus dois maridos" (1976) e "O homem da capa preta" (1985).  Fez ainda o personagem Antônio Conselheiro em "Guerra de Canudos" (1997), de Sérgio Rezende. Além disso, foi diretor-presidente da Riofilme.

Wilker também se destacou em minisséries como "Anos rebeldes" (1992), de Gilberto Braga; "Agosto" (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e "A muralha" (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro.

Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira. O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos, para a TV Globo e para a GloboNews.

José Wilker deixa duas filhas. Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a também atriz Mônica Torres. No Facebook, Isabel escreveu uma declaração para o pai e agradeceu as mensagens de apoio: "Só tenho amor, muito amor, e agora saudades, sempre. Obrigada a todos pelo carinho", postou, junto com uma foto.

Glória Pires chegou ao velório acompanhada pelo Orlando Moraes (Foto: Flávia Rodrigues / G1)Glória Pires chegou ao velório acompanhada pelo Orlando Moraes (Foto: Flávia Rodrigues / G1)
 
Toni Ramos chega para o velório (Foto: Daniel Silveira / G1) 
Tony Ramos foi ao velório de Wilker no sábado (5) (Foto: Daniel Silveira / G1)
 
Marcelo Serrado chegou depois das 23h no velório de Wilker (Foto: Daniel Silveira / G1)Marcelo Serrado chegou depois das 23h ao velório de Wilker (Foto: Daniel Silveira / G1)
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Mensagem de Reflexão: Os Dons da Vida

 Os Dons da Vida

 Os Dons da Vida

A vida não é acaso, teve o seu grande Arquiteto,
Que nos criou como irmãos, com carinho e muito afeto,
Nos criou à sua imagem e naquele momento dizia:
"Vão ter tudo que quiserem para passarem seus dias".

Olhando um mundo tão belo, falar quase não puderam,
Passaram o dia pensando: que tanta coisa nos deram!
Um chão coberto de flores, árvores e passarinhos,
O vento cortando a mata e rio cantando baixinho.

Um sol bonito ajudando as plantas verdes crescerem,
E terra boa, tão fértil, para todos sobreviverem;
Uma lua fina e bonita, que a noite nós vamos ver,
Estrelas no firmamento mostram a grandeza do ser.

A força bruta nos deram para o trabalho pesado,
Nos deram coragem e calma e do saber fomos dotados;
Nos deram coisa sublime que só o homem a tem,
A maravilha do mundo: o amor que o ser detém .

Porém a mais importante, a coisa bela e sagrada,
Que o Deus da vida nos deu não nos pedindo nada,
Não importando a cor, raça ou mesmo a idade,
O dom mais precioso da vida: a sonhada liberdade.

Liberdade que não é somente o ir e o vir,
É também poder falar, comer, beber e vestir,
Poder levar a família um dia pra passear,
Ter o direito sagrado de sorrir e trabalhar.

Se no Nordeste isto temos, sentimos e praticamos,
Que até podemos dizer: que povo feliz somos!
Temos a opção de sentir, olhar e nada fazer,
Ficar de braços cruzados, esperando só morrer.

Os dons da vida nós temos na força da natureza,
Porém não terão valia se só servirem à riqueza.
Façam o bem não façam o mal , façam a coisa acontecer,
Se todos fizerem isto, certamente vão vencer.





(AUTOR NÃO REVELADO)

domingo, 6 de abril de 2014

Em corrida histórica, Hamilton segura Rosberg para vencer GP do Bahrein

Uma das provas mais emocionantes dos últimos tempos tem pódio de Pérez e batida 'cinematográfica'. Após polêmica da Malásia, Massa fecha em 7º, à frente de Bottas

Por Sakhir, Bahrein

Por ser a 900ª corrida da Fórmula 1, o GP do Bahrein já tinha seu lugar reservado na história. Mas a prova deste domingo deverá ser lembrada também como a afirmação da "nova F-1". O que se viu neste domingo foi uma das corridas mais emocionantes dos últimos tempos. Uma prova recheada de disputadas por todo pelotão, da largada até a bandeirada. Uma bela resposta às enxurradas de críticas às novas regras. E sob os milhares de holofotes que iluminavam o primeiro GP noturno disputado em Sakhir, brilhou intensamente a estrela de Lewis Hamilton. Com os carros da Mercedes imbatíveis por todo o fim de semana, o britânico tomou a liderança do companheiro Nico Rosberg na largada, perdeu a ponta durante a prova e recuperou na parada dos boxes. Nas voltas finais, mostrou que não é campeão mundial à toa ao segurar o parceiro mesmo estando com pneus mais lentos (médios x macios). Mais que um triunfo, o resultado deste domingo foi uma demonstração de força de Hamilton, em um duelo que promete se estender até o fim do ano valendo a taça de 2014. De quebra, o inglês chegou à 24ª vitória na carreira, passou Nelson Piquet e igualou a lenda Juan Manuel Fangio no top 10 dos maiores vencedores da categoria. Apesar da "derrota", Rosberg se mantém na liderança do campeonato, com 61 pontos contra 50 de Lewis.

Hamilton e Rosberg GP Bahrein F1 (Foto: AP) 
Lewis Hamilton e Nico Rosberg protagonizaram belo duelo no GP do Bahrein (Foto: AP)


Massa chega à frente de Bottas
Após a polêmica das ordens da Williams no GP da Malásia, Felipe Massa e Valtteri Bottas andaram próximos durante toda a corrida. Na maior parte da prova, a dupla disputou a terceira posição com Pérez e Hulk. Mas com uma estratégia de três pit stops contra dois dos demais pilotos do pelotão da frente, o brasileiro e o finlandês ainda se viram superados pelas RBR de Daniel Ricciardo, o quarto, e Sebastian Vettel, o sexto. A corrida ainda foi marcada pela inconsequente batida de Pastor Maldonado (Lotus) em Esteban Gutiérrez (Sauber), que provocou a entrada do safety car. O venezuelano saída dos boxes e não tomou conhecimento do mexicano, que contornava normalmente a primeira curva, acertando em cheio a Sauber do rival, que capotou e demorou alguns segundos para se recuperar do susto. 

Felipe Massa largada GP Bahrein (Foto: AFP) 
Felipe Massa teve muito trabalho durante toda a corrida e terminou na sétima posição (Foto: AFP)

Outros pilotos que brilharam neste domingo foram Sergio Pérez (Force India) e Daniel Ricciardo (RBR). O mexicano levou a batalha interna com o badalado Nico Hulkenberg e colocou pela primeira vez a Force India no pódio. Já o australiano, que largou em 13º por causa de uma punição, não tomou conhecimento do tetracampeão Sebastian Vettel e ainda passou Hulk para receber a bandeirada em quarto. Fernando Alonso levou uma discretíssima Ferrari ao nono lugar e ainda comemorou. Kimi Raikkonen fechou a zona de pontuação. Enquanto as demais equipes de motor Mercedes brilharam, a McLaren decepcionou. Jenson Button e Kevin Magnussen não figuraram em nenhum momento entre os ponteiros e abandonaram com problemas nos carros.

Esteban Gutierrez acidente GP Bahrein (Foto: AFP)Esteban Gutierrez capota após ser atingido por Pastor Maldonado em acidente cinematográfico (Foto: AFP)



A corrida: Massa e Hamilton largam bem

Felipe Massa largou muito bem: partindo de sétimo, não tomou conhecimento de Button, Raikkonen, Pérez e de seu companheiro Bottas e pulou para terceiro. Hamilton também começou bem: jogando duro, espalhou Rosberg e tomou a liderança. Já a decepção ficou por conta de Kimi, que caiu de quinto para nono. Com um pneu estourado, Jean-Eric Vergne (STR) teve que ir para os boxes no fim da volta de abertura e caiu para último.

O piloto brasileiro conseguiu acompanhar as Flechas de Prata por algumas voltas. Mas com carros superiores, Hamilton e Rosberg logo abriram vantagem, dando início à uma corrida particular. Enquanto isso, seu parceiro Bottas perdia posições para Button e Hulkenberg, caindo para sexto. Reclamando de pouca potência no motor Ferrari de seu F14T, Alonso se encontrava em oitavo, com Raikkonen e Vettel na sua cola.

Em pouco mais de dez voltas, a vantagem da dupla da Mercedes para o terceiro, Massa, já era de mais de 10s. Sem conseguir acompanhar o ritmo dos dois primeiros, Felipe começou a ter que se preocupar com Pérez. Na volta 12, o audacioso mexicano atacou o brasileiro na curva 4. Massa deu o troco e ficou à frente, mas nos trechos seguintes, Pérez conseguiu tomar a dianteira e assumir o terceiro lugar. No pelotão traseiro, Sutil tocou em Bianchi, rodou e foi o primeiro a dar adeus à prova. O francês teve um pneu furado.
Enquanto os competidores faziam seus primeiros pit stops, Vettel avisava à equipe que sua asa móvel não estava funcionando. Com seu companheiro Ricciardo na sua cola, o tetracampeão mundial ouviu a “temida” frase: “Daniel está mais rápido que você”, e teve que abrir caminho para o australiano.

Rosberg passa Hamilton, que recupera liderança nos boxes

Lá na ponta, o duelo particular das Mercedes esquentou. Rosberg deu o bote em Hamilton na curva 1, mas o britânico deu o “X” e retomou a liderança. O alemão tentou de novo na volta seguinte, e dessa vez com sucesso.

A primeira rodada de pit stops mexeu com as primeiras posições. Bottas parou mais cedo que Massa e assumiu a terceira posição. Por também ter ido aos boxes antes, Hulkenberg foi outro que levou a melhor sobre seu parceiro de time, Pérez, e assumiu o quinto lugar. Na mesma tática, Hamilton parou na volta 18, aproveitou-se dos pneus mais frescos que Rosberg e retomou a ponta assim que o alemão visitou os boxes três passagens depois.

Enquanto pressionava Bottas, Massa via as Force India de Hulk e Pérez nos seus retrovisores em uma linda briga de quatro carros. O finlandês segurou o brasileiro até ir para os boxes, na volta 26. Apesar da pista livre, Felipe precisou conter uma investida de Hulkenberg, mas aproveitou-se da briga entre a dupla da Force India, na qual Pérez levou a melhor, para se distanciar. Entretanto, com os pneus deteriorados, ele não conseguiu segurar a pressão do mexicano e do alemão, caiu para quinto, e decidiu fazer sua segunda parada.

Dupla da Mercedes adota tática diferente
Na briga pela primeira posição, Rosberg adotou uma estratégia diferente da de Hamilton ao colocar pneus médios. Com compostos macios, o britânico pôde então abrir sete segundos de vantagem na ponta quando a corrida chegava em sua metade.

Após fazer seu segundo pit stop, Bottas voltou no meiúca, no meio da briga entre Vettel e Raikkonen. Tentando não perder tempo, o finlandês da Williams teve que pisar no freio e fritar pneus para não acertar a Ferrari do compatriota da Ferrari. Poucas voltas depois, ele conseguiu a ultrapassagem.  Com as paradas nos boxes dos pilotos de Force India, Ferrari, McLaren e RBR, Bottas e Massa retornaram para a terceira e quarta colocações, respectivamente. Na volta 39, o brasileiro foi para os boxes para sua terceira parada e colocou pneus médios.

Barbeiragem de Maldonado provoca capotagem de Gutiérrez

A 16 voltas do fim, um acidente incrível provocou a entrada do safety car. Maldonado saía dos boxes, enquanto Gutiérrez completava mais uma volta. O mexicano contornava a primeira curva normalmente, mas o venezuelano foi por dentro e acertou a Sauber no meio. Gutiérrez capotou e precisou de alguns segundos para se recuperar do susto e sair do carro.

Entrada de safety car quase muda história da corrida
Quem se deu bem com a entrada do carro de segurança foi Rosberg. Para não perder tempo, a Mercedes chamou seus pilotos para os boxes para o segundo e último pit stops de cada um. Com a diferença para o líder Hamilton reduzida a zero, Nico agora tinha um grande trunfo nas mãos: pneus macios, contra os compostos médios - e mais lentos - do britânico. Bottas também parou nos boxes e voltou atrás de Massa, em nono.

Apesar de estar com pneus mais lentos, Hamilton conseguiu se manter na frente de Rosberg na relargada. Pérez conteve a investida de Hulk e segurou a terceira posição. Com compostos macios, a dupla da RBR se deu bem: Vettel e Ricciardo se sustentavam na quinta e sexta colocações. Mais atrás, Massa e Bottas superavam Button e passavam para sétimo e oitavo.

Reclamando de falta de potência nas retas, Vettel perdeu o quinto lugar para Ricciardo. Lá na ponta, a seis voltas da bandeirada, Rosberg, com pneus os mais velozes, enfim decidiu partir para cima de Hamilton. Na primeira tentativa do alemão, o inglês fechou a porta, demonstrando grande talento. O segundo ataque veio no giro seguinte. Rosberg botou por dentro na curva 1, mas tomou um lindo “X” do parceiro.

Com pneus totalmente deteriorados, Hulk perdeu contato com Pérez. O alemão da Force India passou a puxar um pelotão formado pelos carros da RBR e da Williams. O primeiro a se livrar de Hulk foi Ricciardo, que assumiu o quarto lugar e passou a caçar o mexicano. 

Hamilton segura Rosberg 'no talento'

Nas voltas finais, Hamilton não só segurou a pressão de Nico, como abriu vantagem para conquistar uma vitória surpreendente em razão da diferença de pneus. Pérez completou o pódio, seguido por Ricciardo e Hulk. Massa ainda tentou um bote em Vettel, mas o alemão fechou a porta e assegurou o sexto lugar. O brasileiro chegou em sétimo, à frente do companheiro de Williams, Bottas. Alonso e Raikkonen completaram os dez primeiros.

Hamilton prova GP Bahrein F1 (Foto: AFP) 
Lewis Hamilton recebe a bandeirada da vitória no Bahrein (Foto: AFP)

Confira o resultado final do GP do Bahrein:
1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1h38m42s743
2) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) +1s085
3) Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes) +24s067
4) Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault) +24s489
5) Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) +28s654
6) Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) +29s879
7) Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes) +31s200
8) Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) +31s800
9) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) +32s500
10) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) +33s400
11) Daniil Kvyat (RUS/STR-Renault) +41s300
12) Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) +43s100
13) Max Chilton (ING/Marussia-Ferrari) +59s900
14) Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Renault) +1m02s800
15) Kamui Kobayashi (JAP/Caterham-Renault) +1m27s900
16) Jules Bianchi (FRA/Marussia-Ferrari) +1 Volta
17) Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) +2 Voltas

Não completaram:
Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes) 40 Voltas
Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 39 Voltas
Marcus Ericsson (SUE/Caterham-Renault) 33 Voltas
Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Renault) 18 Voltas
Adrian Sutil (ALE/Sauber-Ferrari) 17 Voltas






FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Dilma tem 38%, Aécio,16%, e Campos, 10%, diz Datafolha

 

Do G1, em Brasília
Arte Datafolha Abril 05-04-2014 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5) pelo site do jornal "Folha de S.Paulo" indica que a presidente Dilma Rousseff (PT) teria 38% das intenções de voto e venceria no primeiro turno caso a eleição fosse hoje e ela tivesse como adversários o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e mais oito candidatos de partidos menores.

Nesse cenário, Aécio teria 16% das intenções de voto, e Campos, 10%. Somados, os oito candidatos de partidos menores alcançariam 6%. Votos em branco ou nulos seriam a opção de 20%. Os outros 9% responderam que não saberiam em quem votar.

Veja abaixo:

- Dilma Rousseff (PT): 38%
- Aécio Neves (PSDB): 16%
- Eduardo Campos (PSB): 10%
- Pastor Everaldo (PSC): 2%
- Denise Abreu (PEN): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- José Maria (PSTU): 1%
- Levy Fidelix (PRTB): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Randolfe Rodrigues (PSOL): 0%
- Brancos/nulos/nenhum: 20%
- Não sabe: 9%

O Datafolha entrevistou 2.637 pessoas em 162 municípios nas últimas quarta (2) e quinta (3), com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa anterior, realizada em fevereiro, um dos sete cenários simulados pelo Datafolha reunia os mesmos nomes, mas esse cenário não era o principal. Na ocasião, os resultados foram os seguintes:

- Dilma Rousseff (PT): 44%
- Aécio Neves (PSDB): 16%
- Eduardo Campos (PSB): 9%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- José Maria (PSTU): 1%
- Denise Abreu (PEN): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Eymael (PSDC): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Randolfe Rodrigues (PSOL): 0%
- Brancos/nulos/nenhum: 19%
- Não sabe: 7%

Ao G1, o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, afirmou que, a partir de agora, o instituto vai passar a priorizar o cenário que inclui os candidatos dos partidos menores. “Esse é o cenário que mais se aproxima do real. Por isso, a decisão editorial da "Folha" foi de dar um destaque maior a esse cenário com os partidos menores, e é o que vai ocorrer daqui para a frente”, esclareceu.

Cenários
Dentre os cinco cenários da pesquisa divulgada neste sábado, o único nome que poderia levar a eleição para um eventual segundo turno é o da ex-senadora Marina da Silva, na hipótese de que ela seja a candidata do PSB (a tendência é que seja a vice na chapa de Eduardo Campos).

Nesse cenário, que não inclui os candidatos de partidos menores, Marina Silva aparece com 27% das intenções de voto, Dilma com 39% e Aécio com 16%. Os brancos e nulos são 13% e não sabem/não responderam, 6%.

Nos cenários em que o candidato do PT é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele venceria no primeiro turno, com 52% contra Aécio (16%) e Campos (11%) e com 48% contra Marina Silva (23%) e Aécio (14%).

Veja abaixo todos os cenários pesquisados pelo Datafolha.

Cenário A (com os partidos menores)
- Dilma: 38%
- Aécio: 16%
- Campos: 10%
- Candidatos de partidos menores: 6%
- Brancos/nulos: 20%
- Não sabe: 9%

Cenário B (sem os partidos menores)
- Dilma: 43%
- Aécio: 18%
- Campos: 14%
- Brancos/nulos: 19%
- Não sabe: 6%

Cenário C (sem os partidos menores)
- Dilma: 39%
- Marina: 27%
- Aécio: 16%
- Brancos/nulos: 13%
- Não sabe: 6%

Cenário D (sem os partidos menores)
- Lula: 52%
- Aécio: 16%
- Campos: 11%
- Brancos/nulos: 16%
- Não sabe: 5%

Cenário E (sem os partidos menores)
- Lula: 48%
- Marina: 23%
- Aécio: 14%
- Brancos/nulos: 11%
- Não sabe: 4%

Segundo turno
O Datafolha simulou dois cenários de segundo turno, um entre Dilma e Aécio e, o outro, entre Dilma e Campos. Nos dois cenários a pergunta foi estimulada (quando o pesquisador apresenta o nome dos candidatos).

Em um eventual segundo turno contra Aécio, Dilma teria 51% e o tucano, 31%. No outro cenário, Dilma teria 50% e Eduardo Campos, 27%.

Rejeição
A pesquisa perguntou ainda aos entrevistados em qual candidato eles não votariam "de jeito nenhum" no 1º turno das eleições para presidente.

Aécio Neves, Dilma Rousseff e Eduardo Campos obtiveram o mesmo índice de rejeição: 33%.

21% dos eleitores disseram que não votariam de jeito nenhum em Marina Silva. 19% responderam que não votariam em Lula.

Melhor e pior desempenho
A pesquisa apurou também em quais segmentos da população os candidatos têm seus melhores e piores desempenhos nas intenções de voto.

Dilma tem seu melhor desempenho entre os eleitores da região Nordeste, onde conta com 54% da preferência do eleitorado. Seu pior desempenho é entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos. Desses, 20% disseram que votam na presidente.

O melhor desempenho de Aécio Neves (34%) é entre os que possuem renda familiar acima de 10 salários mínimos. E o pior desempenho do tucano (7%) é entre os eleitores da região Nordeste.

Eduardo Campos tem o melhor desempenho entre eleitores com renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos. Desses, 15% apontram intenção de voto no pernambucano. O pior desempenho de Campos (7%) é entre os eleitores que têm o ensino fundamental.

Grau de conhecimento dos candidatos
O Datafolha questionou os entrevistados sobre quais candidatos eles "conhecem muito bem", "conhecem um pouco", já "ouviram falar" ou "não conhecem".

Dilma lidera na categoria "conhece muito bem", com 57%. Depois dela aparecem Marina Silva (22%), Aécio Neves (17%) e Eduardo Campos (8%).

O candidato com maior porcentagem de eleitores que disseram não o conhecer é Eduardo Campos, com 42%. Depois aparecem Aécio Neves (25%), Marina Silva (13%) e Dilma Rousseff (1%).








FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

PALESTINA ELEGE HOJE NOVO PREFEITO

VOTAÇÃO. Pleito tem segurança reforçada na cidade

Foto: JOSÉ FEITOSA
Lane Cabudo e Dino César disputam os votos de 3.689 eleitores do município
Foto: JOSÉ FEITOSA
Por: MILENA ANDRADE - REPÓRTER

Um ano e meio após o pleito eleitoral de outubro de 2011, a população de Palestina, no Sertão de Alagoas volta às urnas para eleger os futuros prefeito e vice-prefeito da cidade. A eleição suplementar no município sertanejo acontece hoje e leva 3.689 pessoas a escolher entre dois candidatos – Lane Cabudo (PT) e Dino César (PMDB) – em clima de forte tensão política nas ruas.

Quem vencer neste domingo tem posse prevista para maio, quando deixa o cargo no Executivo o presidente da Câmara de Vereadores Geraldo Joaquim de Carvalho (PTdoB), que governou durante 16 meses e apoia abertamente o candidato peemedebista.

A eleição suplementar na cidade ocorre após um flagrante de crime eleitoral no pleito de 2012. A nova data foi estabelecida após o desprovimento do Recurso Especial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantendo a decisão que indeferiu o pedido de registro de candidatura de Kathiane Janine Medeiros como vice de José Alberto e declarando nulos os votos obtidos por sua chapa, que totalizavam mais de 50% da votação válida.

LOGÍSTICA

A votação de hoje acontece em onze seções eleitorais em dois locais de votação e será comandada pela juíza eleitoral Clarissa Oliveira Mascarenhas, da 11ª Zona Eleitoral, em Pão de Açúcar. Podem votar os eleitores que se alistaram ou transferiram o domicílio eleitoral dentro dos 151 dias anteriores à data da eleição, até 6 de novembro de 2013.

O pleito contará com o reforço na segurança com a presença da Polícia Federal, para coibir e apurar possíveis crimes eleitorais, e das polícias Civil e Militar. Cerca de 50 PMs foram enviados para atuar na cidade durante a votação.





FONTE: JORNAL GAZETA DE ALAGOAS

HOJE PROGRAMA DOMINGO MUSICAL, PELA RÁDIO CAMPO ALEGRE FM, DAS 13:00 ÀS 18:00 HORAS

Renilton Silva

Fique ligado no Programa DOMINGO MUSICAL, pela Rádio Comunitária Campo Alegre FM, das 13:00 às 18:00 horas; comunicação - Renilton Silva.

O seu Domingo fica mais recheado, com Domingo Musical, locução Renilton Silva.
 
Acompanhe pelo som do seu rádio ou através do site da Campo Alegre FM - www.campoalegrefm.com
 
DOMINGO MUSICAL, um programa feito com muito carinho para você: Temos mensagem do dia; resumo das datas comemorativas; mini especial; músicas atuais; dica de saúde; músicas do passado e muito mais.

VEJA O QUE JÁ APRESENTAMOS NO MINI ESPECIAL - (meia hora de atração musical) NESSA NOVA FASE 2013:

Dia: 27/outubro - Cantor Roberto Carlos
Dia: 03/novembro - Cantor Elton John
Dia: 10/novembro - Cantor Zé Ramalho
Dia: 17/novembro - Grupo Abba
Dia: 24/novembro - Forró pé de serra, em homenagem ao radialista Zé do Rojão
Dia: 1º/dezembro - Banda Legião Urbana
Dia: 08/dezembro - Grupo A-ha
Dia: 15/dezembro - Cantora Ivete Sangalo
Dia: 22/dezembro - Cantor Reginaldo Rossi
Dia: 12/janeiro - Cantor Nelson Ned
Dia: 19/janeiro - Cantor Diana Ross
Dia: 26/janeiro - Cantor Tim Maia
Dia: 02/fevereiro - Cantora Laura Pausini
Dia: 09/fevereiro - Cantor Guilherme Arantes 
Dia: 16/fevereiro - Grupo Bee Gees
Dia: 23/fevereiro - Cantor Amado Batista
Dia: 09/março - Cantor Eros Ramazzotti
Dia: 16/março - Dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano 
Dia: 23/março - Cantor Jimmy Cliff 
Dia: 30/março - Cantor Alípio Martins

Programa Domingo Musical, pela Rádio Comunitária Campo Alegre FM - Com muita música, informações, notícias, curiosidades, entretenimento e prestação de serviço; apresentação: RENILTON SILVA, o locutor das emoções. 
 

NOTA: Não houve Mini Especial nos dias 29 de dezembro do ano passado; 05 de janeiro e 02 de março deste ano em virtude do programa DOMINGO MUSICAL ESPECIAL.
 
OBSERVAÇÃO: Hoje, dia 06 de abril de 2014, teremos GRUPO AIR SUPPLY no Mini Especial, a partir das 13 horas. Meia hora com músicas do Grupo Air Supply.
 
 
 Obrigado pela sintonia!
 
 
 
 


RENILTON SILVA - PROFESSOR E RADIALISTA

Corpo do ator José Wilker é velado em teatro na Zona Sul do Rio

Ator e diretor José Wilker

Daniel Silveira Do G1 Rio
Palco onde está o caixão é decorado com quadros com personagens de Wilker (Foto: Daniel Silveira / G1)Palco onde está o caixão é decorado com quadros com personagens de Wilker (Foto: Daniel Silveira / G1)
 
O corpo do ator José Wilker começou a ser velado por familiares pouco depois das 22h20 deste sábado (5), no Teatro Ipanema, na Zona Sul do Rio. Wilker morreu na madrugada, aos 67 anos, após sofrer um infarto na casa de sua namorada, no mesmo bairro. A cerimônia, que foi aberta ao público às 23h40, só termina às 15h deste domingo (6). Em seguida, às18h, ele será cremado no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária, em evento fechado.

Susana vieira diz ser a maior viúva entre as atrizes (Foto: Daniel Silveira / G1)Susana vieira diz ser a maior viúva entre as atrizes
(Foto: Daniel Silveira / G1)
 
As duas filhas, Isabel e Mariana, e a namorada, Cláudia Montenegro, chegaram por volta das 22h. Entre amigos e colegas de profissão, estiveram presentes os atores Tony Ramos, Renata Sorrah, Ary Fontoura, Giulia Gam, Marieta Severo, Eriberto Leão, Vera Holtz, Natália do Vale, Susana Vieira, Malu Mader e Marcelo Serrado, entre outros.

“Eu sou a maior viúva de todas as atrizes. Que me desculpem os outros atores, mas o Wilker era especial”, disse Susana Vieira, que lembrou o personagem Giovane Improta, da novela ‘Senhora do destino’, que sempre dizia “Se precisar, estou aqui”. “Como pessoa ele sempre foi assim. Sempre disponível para os amigos. Vou aproveitar vocês [jornalistas] para mandar um recadinho para ele. Zé, fica aí, bem bonitinho, com sua meinha colorida, seu tênis cor de rosa. Não sei onde você está, mas fica aí, bem bonitinho”, disse a atriz, que prometeu escrever uma crônica sobre o amigo.

O teatro, segundo familiares, foi escolhido porque foi no local que Wilker deu início à carreira de ator, na peça "O arquiteto e o imperador da Assíria", em 1970 — o artista foi premiado pela sua interpretação.

Serrado estava emocionado. "Não há muito o que falar. É um momento de muita dor, de muita tristeza", disse. "É muito difícil você falar com uma pessoa às 13h e combinar de conversar de novo depois e receber uma notícia dessa."

O autor Gilberto Braga lembrou de desavenças do passado. "Wilker foi um dos melhores atores da geração dele. Fez minha primeira novela. Nós brigamos. Ele era de briga quando jovem, muito agressivo. Depois fizemos as pazes. E ele fez uma de minhas melhores obras, 'Anos rebeldes'", disse, antes de mandar uma mensagem para o ator. “Wilker, vou ficar com saudades das nossas brigas.”

Às 23h, cerca de 100 fãs já faziam fila na porta do teatro para dar adeus ao ídolo. Quando foi permitida a entrada do público, eles passaram a entrar aos poucos, de 10 em 10, e cruzavam o palco, decorado com quadros de personagens de Wilker.

Roque Santeiro, o queridinho do público
A dona de casa Antônia Lopes de Sousa, de 48 anos, foi uma das primeiras a chegar. Ele disse que se tornou fã de Wilker em 1985, quando o ator interpretou Roque Santeiro, personagem título da novela de maior sucesso da época. "Vou ficar aqui até a hora que der. Se não conseguir ver ele hoje, volto de manhã bem cedo", disse.

As irmãs Maria Suely, 52, e Nilza Guimarães, 40, também citaram o personagem como o preferido. "Ele era muito divertido", disse Maria. Moradoras de Campo Grande, na Zona Oeste, elas contaram que caminhavam pela orla de Ipanema quando o filho de Maria viu na internet que o velório seria no teatro que fica no bairro. "Nossos filhos querem ir embora, mas a gente quer que eles esperem. Queremos ver o José Wilker", disse Nilza.

Wilker ficou ficou conhecido por trabalhos marcantes em novelas como "Roque Santeiro", em que interpretou o personagem-título, e "Senhora do destino", em que interpretou o bicheiro Giovanni Improtta. No cinema, fez filmes como "Bye bye Brasil" e viveu o Vadinho de "Dona Flor e seus dois maridos".

Toni Ramos chega para o velório (Foto: Daniel Silveira / G1) 
Tony Ramos chega para o velório (Foto: Daniel Silveira / G1)
 
Marcelo Serrado chegou depois das 23h no velório de Wilker (Foto: Daniel Silveira / G1)Marcelo Serrado chegou depois das 23h no velório de Wilker (Foto: Daniel Silveira / G1)
 
A última noite de José Wilker, na sexta-feira (4), foi trabalhando. Ele estava dirigindo um espetáculo que tem previsão de estreia para junho e que tem no elenco o ator Ary Fontoura, que passou essa sexta-feira junto com o ator. “Ele estava magnificamente bem. Estava apressando o trabalho porque ele precisava fazer uma viagem para América. Na verdade, ele terminou a direção dele neste dia”, disse Ary, neste sábado.Sua última participação em novelas foi em 2013, em "Amor à vida", de Walcyr Carrasco, no papel do médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de "Gabriela", baseada no livro "Gabriela Cravo e Canela",  de Jorge Amado. Na versão original, exibida em 1975, havia feito Mundinho Falcão. Na TV Globo, participou de quase 30 novelas. Com Lima Duarte, dividiu cenas inesquecíveis.

“Ele abre um buraco no meu coração, na minha vida. Difícil de ser preenchido. Mas resta-me saber que sobre a argila há de sobrar sempre aquele humor, aquele glamour, aquela graça que vocês podem constatar vendo em todas as cenas que eu fiz com ele”, revelou Duarte.

Com Mauro Mendonça, ele dividiu Dona Flor. “Sempre firme no papel e era muito divertido no Dona Flor. Eu tive episódios realmente muito engraçados. Ele partiu mas deixou a amizade e a lembrança dos amigos e a sua obra, seu trabalho”, afirmou. A amiga Betty Faria falou sobre o bom humor do amigo. “Um humor, uma cultura, uma solidariedade. Momentos difíceis, ele estava ali. Um amigão”, Betty Faria.

Começo
José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa, e o pai, Severino, caixeiro viajante.

O primeiro trabalho de Wilker foi com apenas 13 anos, como figurante no teleteatro da TV Rádio Clube, do Recife. "Ficava por ali aguardando alguma ponta", lembrou ele em depoimento ao site Memória Globo. A aparição inicial foi como cobrador de jornal na peça "Um bonde chamado desejo", de Tennessee Williams.
Sua carreira no teatro começou no Movimento de Cultura Popular (MCP) do Partido Comunista, onde dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular. Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.

Linha do tempo José Wilker (Foto: Arte/G1)

Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça "O arquiteto e o imperador da Assíria", foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de "Bandeira 2" (1971), sua primeira novela. Seu personagem foi Zelito, um dos filhos do bicheiro Tucão (Paulo Gracindo).

"Eu fazia teatro há dez anos, não tinha nada. Uma semana depois de estar no ar, eu era um cara com uma conta no banco, identidade, residência fixa e reconhecimento na rua. A resposta era muito imediata, intensa. Acabei gostando", afirmou Wilker ao Memória Globo.

Ele interpretou o seu primeiro papel principal na TV em 1975: foi Mundinho Falcão em "Gabriela", adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.

Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela "Anjo mau" (1976), de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de "Senhora do destino", de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge, e a Sapucaí é grande”.

O artista dirigiu o humorístico "Sai de baixo" (1996) e as novelas "Louco amor" (1983), de Gilberto Braga, e "Transas e caretas" (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: "Carmem" (1987), de Gloria Perez, e "Corpo santo" (1987), de José Louzeiro.

Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como "Xica da Silva" (1976) e "Bye bye Brasil" (1979), ambos de Cacá Diegues, "Dona Flor e seus dois maridos" (1976) e "O homem da capa preta" (1985).  Fez ainda o personagem Antônio Conselheiro em "Guerra de Canudos" (1997), de Sérgio Rezende. Além disso, foi diretor-presidente da Riofilme.

Wilker também se destacou em minisséries como "Anos rebeldes" (1992), de Gilberto Braga; "Agosto" (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e "A muralha" (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro.

Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira. O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos, para a TV Globo e para a GloboNews.

José Wilker deixa duas filhas. Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a também atriz Mônica Torres. No Facebook, Isabel escreveu uma declaração para o pai e agradeceu as mensagens de apoio: "Só tenho amor, muito amor, e agora saudades, sempre. Obrigada a todos pelo carinho", postou, junto com uma foto.







FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

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