A Vida
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'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira. Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê, já se passaram 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado. Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas. Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo; a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
MÁRIO QUINTANA
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terça-feira, 2 de julho de 2013
Mensagem de Reflexão: A Vida
Morre no Rio de Janeiro, aos 82 anos, o ator Felipe Wagner
O último trabalho de Felipe Wagner foi no humorístico Zorra Total. Ator ganharia personagem surpresa em quinze dias, na próxima fase do 'Zorra'
O mundo da dramaturgia perde mais um de seus talentos. Faleceu nesta
segunda-feira, dia 1º, o ator Filip Szafran, mais conhecido como Felipe
Wagner.
Felipe tinha 82 anos e sofreu um infarto, no Rio de Janeiro, onde
morava. O enterro será realizado hoje, ainda sem horário definido.
Francês radicado no Brasil, o ator nasceu em Paris, no dia 15 de julho de 1930, e era irmão da também atriz Ida Gomes.
Ator atuou por 11 anos no Zorra Total
O último trabalho do ator e roteirista foi no humorístico Zorra Total. Felipe interpretava o hilário Figueira. Em uma de suas aparições, o personagem ficava nervoso com um robô em cena. Felipe Wagner também fez sua história em Os Trapalhões, onde atuou por diversas vezes na década de oitenta.
Humorista ganharia de presente em quinze dias novo personagem na TV
Era, sem dúvida, um dos melhores atores da nossa geração"
Maurício Sherman
Felipe Wagner não sabia, mas estava prestes a ganhar um personagem de
presente, feito sob medida, para a nova fase do Zorra Total. A
informação é do diretor de núcleo do humorístico, Maurício Sherman: "Ele
não sabia, mas a nova fase do Zorra Total, que começa em quinze dias,
teria um novo personagem, escrito especialmente para ele. Faríamos uma
surpresa para ele. O Felipe ia interpretar um promotor", fala sobre o
personagem da fase Zorra City, que em breve entra no ar. Sherman
lamentou a morte do amigo e ator: "Nós começamos juntos na década de
cinquenta. Fazemos parte de um grupo de teatro amador. No início da
carreira, me acidentei e ele me substituiu. Fomos amigos a vida inteira.
Fiquei chocado com a notícia. Era, sem dúvida, um dos melhores atores
da nossa geração."
O ator e roteirista estreou na Globo em 1970, na primeira versão da novela Irmãos Coragem, e seu último trabalho na emissora foi no humorístico Zorra Total. Felipe atuou em diversas novelas e minisséries, entre elas Senhora (1975), Maria, Maria (1978), Quem Ama Não Mata (1982), República (1989), Tereza Batista (1992) e Terra Nostra (1999). Fez também extensa carreira no teatro e no cinema. O último filme em que atuou foi Bela Noite Para Voar (2009).
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO
Mensagem de Reflexão: A vida é uma peça de teatro
A vida é uma peça de teatro
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A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante,
chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a
peça termine sem aplausos.
CHARLIE CHAPLIN |
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Brasileira faz cirurgia para trocar cor dos olhos e quase fica cega
O Fantástico investigou médicos em vários países e no Brasil que prometem fazer essa cirurgia perigosa e proibida.
Você poria sua saúde em risco, só pra trocar a cor dos olhos? O Fantástico investigou médicos em vários países e até aqui, no Brasil, que prometem fazer essa cirurgia perigosa e proibida. Você vai ver, agora, que um simples sonho de beleza pode trazer consequências sérias e até causar a cegueira.
“Eu perdi 70% da visão. Não posso dirigir, nem trabalhar. Não consigo ler. Eu não consigo usar o computador. Eu não tenho mais uma vida normal. Me tornei uma pessoa incapaz”, conta Patrícia Rodrigues.
Esse drama na vida da Patrícia começou quando ela foi trabalhar como assessora de um cirurgião plástico. Na época, ela usava lentes de contato azuis, e recebeu uma proposta. “Depois de um ano trabalhando com ele, ele me apresentou essa cirurgia de mudança da cor dos olhos”, lembra a paciente.
A cirurgia só era feita no Panamá, um pequeno país da América Central. O médico brasileiro acompanhou Patrícia. Ela deixou de ter olhos castanhos e ganhou olhos azuis.
“Ele queria que eu divulgasse a clínica, a imagem dele, através desse procedimento. Seria uma novidade estética”, diz. Ela cona que, em troca, ganharia apenas o benefício estético. “Eu não paguei por essa cirurgia. Foi financiada por ele. A cirurgia, a viagem”, comenta.
Pouco depois da operação, o cirurgião plástico para quem Patrícia trabalhava morreu. E ela diz que passou a ser acompanhada por um oftalmologista da equipe.
“Doutor William Teixeira. Ele me acompanhou durante todo esse período, 3 anos e 8 meses que eu estive com os implantes”, afirma.
E a paciente afirma: foi sob os cuidados pós-operatórios do doutor William que ela quase ficou cega. “Eu perdi 70% da visão. É muito difícil, porque eu fico até com medo de esquecer a fisionomia dos meus familiares, esquecer como é meu rosto, porque eu não me vejo mais no espelho”, lamenta.
Patrícia não é a única. Nossa produção localizou em diversos países pacientes que fizeram implante de íris artificial no Panamá, e tiveram complicações sérias. Na Inglaterra. Nos Estados Unidos. No Canadá. No Brasil, médicos contam que também atenderam vítimas dessa cirurgia.
O oftalmologista Vital Paulino Costa conta que já recebeu três casos iguais aos da Patrícia no consultório. Todos da mesma cirurgia feita no Panamá. “Todos com as mesmas complicações”, afirma.
O Fantástico viajou até o Panamá, onde começou essa história. Desde 2004 a Cidade do Panamá, capital do país, vem recebendo brasileiros e pessoas de toda parte do mundo que chegam com o sonho de trocar a cor dos olhos. Eles podem ficar azuis, verdes, a gosto do freguês. E isso é possível. Tem que ter disposição para pagar 8 mil dólares por uma cirurgia aparentemente simples, mas cheia de riscos. Inclusive de levar à cegueira.
Nós fomos até a clínica do médico que diz ser o criador desse implante: o doutor Delary Kahn, o mesmo que operou a Patrícia. Ele nos explicou a técnica: a parte mais externa e transparente do olho é a córnea. Atrás dela, a íris, onde a luz é filtrada. Depois estão o cristalino e o nervo ótico. Através de um pequeno corte, a lente artificial colorida é inserida em cima da íris, como uma capa. Um procedimento que dura cerca de 10 minutos.
“Até agora temos mais de mil cirurgias realizadas. Temos muitos pacientes da América Latina, e muitos dos Estados Unidos. Brasileiros poderiam ser 8%, mais ou menos”, aponta o médico.
Se este número estiver correto, mais de 80 brasileiros podem estar com essas lentes artificiais hoje.
Nós localizamos vários pacientes no Brasil que passaram por essa cirurgia, mas não querem aparecer porque se sentem constrangidos.
A operação só é legalizada no Panamá. E não existe no mundo nenhum estudo científico que comprove a segurança para os pacientes. “5% dos pacientes podem apresentar algum grau de complicação”, afirma o oftalmologista Delary Kahn.
Fantástico: Complicações que podem levar à cegueira?
Delary Kahn: Podem acontecer.
Fantástico: O senhor tem conhecimento de brasileiros que fizeram a cirurgia com o senhor e que enfrentam sérios problemas hoje?
Delary Kahn: Dos que foram feitos aqui, sei de apenas uma paciente brasileira.
Fantástico: É a Patrícia?
Delary Kahn: Patrícia.
Fantástico: A patrícia afirma ter ido e feito os exames regulares. Mas ela perdeu 70% da visão.
Delary Kahn: É muito lamentável, e não desejamos isso a ninguém.
Segundo os médicos que atenderam Patrícia, a lente artificial lesionou as células que ficam na parte interna da córnea e que são responsáveis por mantê-la transparente e garantir a visão perfeita.
O médico panamenho sugere que o oftalmologista que acompanhou Patrícia no Brasil teria demorado para detectar o problema. “Se tivesse detectado a tempo, e é possível detectar a tempo, indicaria a retirada do implante”, diz o médico.
Fantástico: Quando você sentiu o primeiro sintoma de que alguma coisa estava errada?
Patrícia: Primeira sensação foi de um embaçamento, como se fosse um box embaçando durante o banho.
Fantástico: Por que o médico não queria retirar a lente?
Patrícia: Porque eu ajudava a promover essa cirurgia, de certa forma.
Procurado por telefone, quarta-feira passada, William Teixeira concordou em dar entrevista. Mas, no dia seguinte, a advogada ligou cancelando a gravação.
Em nota enviada ontem ao Fantástico, a advogada do doutor William contrariou a versão de Patrícia. Disse que a paciente nunca pediu para que o médico brasileiro retirasse os implantes. E que foi ela quem abandonou o tratamento.
Mas Patrícia diz que enviou uma mensagem por celular para o médico William Teixeira, pedindo para retirar os implantes. Segundo ela, sem sucesso.
Patrícia: Eu tive que sair do Rio de Janeiro e ir a São Paulo pra buscar respostas com outro oftalmologista.
Fantástico: Que disse o quê?
Patrícia: Que eu tinha uma lesão irreversível na córnea e só voltaria a enxergar com transplante.
“Depois do transplante nós vamos checar como é que tá esse nervo ótico. E isso agora é difícil estabelecer, porque eu não consigo examinar o nervo ótico da Patrícia pela falta de transparência da córnea”, ressalta Vital Paulino da Costa, oftalmologista.
Patrícia conseguiu fazer um transplante de córnea, mesmo sem saber se voltaria a enxergar.
Diante da quantidade de pessoas que alegam ter sofrido complicações com a técnica do doutor Kahn, um médico americano fez um estudo sobre os pacientes que tiveram que retirar os implantes.
“Córneas inchadas, pressão ocular alta, e por causa disso, glaucoma. Todos estavam com os olhos doentes”, aponta David Ritterband, oftalmologista.
O médico faz um alerta: “Se esses implantes continuassem ali, todos ficariam cegos”.
Ainda nos Estados Unidos, procuramos um dos fabricantes das lentes usadas para mudar a cor dos olhos. Perguntamos em que países a cirurgia é feita. Por email, a empresa indicou um consultório em Ipanema, um dos bairros mais nobres do Rio de Janeiro. O médico é Edigezir Barbosa Gomes.
Nossa produtora marcou uma consulta. Ele faz a mesma cirurgia do Panamá, que é proibida no Brasil. Na sala de espera, encontramos um turista americano que tinha acabado de colocar o implante. "Não posso fazer nos Estados Unidos porque lá é ilegal", diz o americano.
Usamos uma câmera escondida. Apesar de ser um exame de rotina, o doutor Edigezir aproveita para oferecer a cirurgia:
Edigezir Barbosa Gomes: Trocar a cor do olho eu também troco, tá? A gente faz umas cirurgias aqui. Ontem mesmo troquei essa aqui.
Produtor: Nossa. É lente, né?
Edigezir: Não. Eu boto dentro do olho. Fica definitivo. Ela é experimental, ou seja, ela não tá aprovada por nenhuma instituição.
Mostramos a gravação da consulta para o Conselho Federal de Medicina, que regulamenta a prática médica no Brasil.
“Não é uma cirurgia aprovada. É proibida pelo Conselho Federal de Medicina. Isso fere o código de ética médica, por não cumprir uma resolução do Conselho Federal de Medicina que determina que novos procedimentos sejam aprovados pelo conselho federal”, explica José Fernando Vinagre, corregedor do CFM.
Produtor: E custa uma fortuna, doutor?
Edigezir: Não. Fica entre 6 e 8 mil dólares. Não tem recibo, não tem nada. É super escondido.
Produtor: Em dólar? A gente paga em dólar?
Edigezir: A maioria das coisas eu pago em dólar. Você pode dividir. Pelo menos metade eu tenho que ganhar em dólar, porque eu gasto. A outra metade é o meu lucro.
Edigezir: Deixa pago uma parte aí, deixa 3 mil dólares aí.
“Isso é crime fiscal, que a lei brasileira não permite. O paciente que paga uma consulta tem direito ao comprovante de que ele pagou para esse médico”, diz um representante do conselho.
O Conselho Federal de Medicina aponta outras irregularidades.
Produtor: Pelo fato de ser experimental, não tem problema nenhum?
Edigezir: Esse fato é que faz você me autorizar. Tem que ter o papelzinho.
Produtor: Como é que é?
Edigezir: Um termo. Mas tá em inglês. Eu não fiz em português. Você tem que dizer que fala inglês.
O conselho diz que o termo não tem valor: “Nenhum, primeiro porque ele tá em inglês. Ele teria que estar em português, e muito claro. Como a cirurgia não é reconhecida cientificamente no Brasil, não adianta o paciente consentir, porque ele já está na origem fazendo um procedimento que ele não deveria fazer”.
Voltamos ao consultório do médico Edigezir Barbosa Gomes.
Fantástico: Senhor Edigezir, nós temos conhecimento de que o senhor realiza essa cirurgia pra troca da cor do olho. Uma cirurgia que não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. O senhor confirma isso?
Edigezir: Exato. A cirurgia de mudança de cor de olho é uma cirurgia experimental.
Fantástico: Quanto o senhor cobra pra realizar a cirurgia aqui no seu?
Edigezir: Eu não cobro.
Fantástico: O senhor não tem lucro?
Edigezir: Lucro não.
Fantástico: Por que o senhor não daria recibo?
Edigezir: Porque aí eu teria que pagar pra fazer. Estou gastando mais ainda do meu dinheiro. Quanto é que você paga de imposto? Você sabe quanto que o médico paga de imposto? 27%.
“O que uma lente dessas pode causar? Ela pode causar uma inflamação crônica da íris, pode provocar glaucoma, pode provocar lesão da parte interna da córnea, do endotélio”, alerta o médico do conselho.
Fantástico: Segundo o Conselho Federal de Medicina, essa cirurgia coloca os pacientes em risco?
Edigezir: Quem é especialista na cirurgia experimental? Sou eu ou o conselho?
“Ele será submetido a um julgamento ético no Conselho Federal de Medicina do Rio de Janeiro”, afirma o representante.
Cegueira: este quase foi o destino da Patrícia. Depois de entrar na fila do banco de olhos, a sua história começou a ter um final feliz.
“A cirurgia foi perfeita, tudo ótimo. Patrícia está muito bem. Em torno de 1 a 4 semanas, ela já deve estar com a visão recuperada”, afirma Nicolas Cesário Pereira, cirurgião oftalmologista.
Dezessete dias depois do transplante, olha como encontramos a Patrícia: andando, subindo uma escada, firme, com segurança, e de salto.
Fantástico: O quanto você já tá enxergando?
Patrícia: 90% do olho direito, o olho que eu fiz o transplante.
Fantástico: O outro?
Patrícia: Ainda aguardo a resposta pra marcar a cirurgia
“Assim como deu certo pra mim, eu espero que dê certo para as outras pessoas que estão passando pelo mesmo problema que eu e estão sem coragem. Meu conselho é que elas não fiquem quietas”, diz a paciente.
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO
Brasil vence Espanha e é tetra da Copa das Confederações
O campeão voltou! Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 a 0
Vitória, com dois gols de Fred e um de
Neymar, dá à Seleção seu quarto título da Copa das Confederações.
Espanha estava invicta há 29 jogos
A CRÔNICA
por
Alexandre Alliatti
Não tem balança que defina o peso de uma camisa. Tradição não se mede
com uma régua, não se calcula com uma máquina. Mas existem Campeões, com
letra maiúscula, e campeões. Existem Seleções, com letra maiúscula, e
seleções. E existem pentacampeões. Com vitória de 3 a 0 no Maracanã, o
Brasil mostrou ao (ex?) melhor time do mundo que não é da noite para o
dia que cinco estrelas vão parar em um peito. Fred, destruidor, marcou
duas vezes. Neymar, eleito o melhor em campo, fez o outro. O Brasil é
campeão da Copa das Confederações pela quarta vez. Campeão em uma noite
em que a torcida resumiu tudo ao gritar:
- Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!
O campeão voltou jogando um absurdo. David Luiz talvez tenha feito a
melhor partida da vida. Neymar foi infernal como poucos sabem ser. Hulk
assinou seu atestado de permanência no time. E Fred foi Fred, foi
matador, foi aquele sujeito que nasceu para vestir a 9.
Um dia cairia a casa da Espanha, esse timaço que tanto, e a tantos,
encantou nos últimos anos. A Roja não perdia há 29 partidas -
consideradas as oficiais. Pois aconteceu justamente contra um adversário
no qual eles mesmos se espelham, contra a escola que, não por acaso, é
chamada de “jogo bonito”. A Espanha, que certamente seguirá forte na
Copa de 2014, foi engolida em campo. Não é exagero: foi um passeio, um
baile, um chocolate. Uma vitória que a torcida novamente soube resumir:
- Oooooooooolé! Oooooooolé! Oooooooolé!
- Oooooooooolé! Oooooooolé! Oooooooolé!
Um atropelamento
Fred é um caso para se estudar. Ele faz gol de pé – aos montes. Faz gol
no ar – às pencas. Mas, cá entre nós, gol deitado não é em toda lua
cheia que sai. Que gol. Que gol. Eram só dois minutos do primeiro tempo.
Do concreto cheirando a novo do Maracanã, parecia pulsar um organismo
vivo, como se o estádio fosse, por si só, um torcedor – o maior dos
torcedores.
Hulk recebeu da direita e mandou na área, enquanto urros de otimismo
saíam das cadeiras. Fred foi na jogada. Neymar também. O camisa 9
desabou no chão. E a bola, companheira como o mais fiel dos cães,
resolveu se aninhar nele. Reparemos que o jogador tinha um milésimo de
segundo para pensar, feito o sujeito que precisa decidir se corta o fio
azul ou o vermelho na hora de desativar uma bomba prestes a explodir.
Fred foi ágil. Foi decidido. Deitado, no pequeno espaço de campo onde
estava, encaixou o pé sob a bola e a ergueu. Casillas foi vencido. Gol
do Brasil. Gol de Fred.
Ah, aí o Maracanã entrou numa euforia que parecia guardada nos três
anos em que o estádio ficou fechado. Por uns 15 minutos, a Espanha
pareceu atordoada. Paulinho, por cobertura, quase fez um gol histórico,
mas Casillas salvou. Arbeloa, logo depois, levou amarelo ao evitar
arrancada de Neymar que fatalmente renderia gol. Era impressionante a
superioridade do Brasil.
Do outro lado, porém, estava a Espanha. Aos poucos, a Fúria começou a
reagir. Voltou a ter mais posse de bola – uma tatuagem de seu futebol.
Deu sinais de que poderia empatar. Iniesta bateu de fora da área, e
Julio César espalmou. Pedro, livre pela direita, bateu cruzado após
passe de Mata, e David Luiz (enorme em campo) cortou quase em cima da
linha.
A Espanha se acalmou, entrou no jogo, enfrentou o Brasil. Mas a Seleção
jamais deixou de buscar o segundo gol. Fred bateu cruzado, para fora.
Também tentou de cabeça, novamente fora do alvo. E recebeu livre, frente
a frente com Casillas, mas chutou em cima do goleiro.
Enquanto isso, Neymar era arisco, envolvente, agudo. Participava dos
ataques. Parecia bufar em busca de um gol. E conseguiu. Foi aos 44
minutos. Pegou a bola pela esquerda, acionou Oscar e recebeu de volta.
Bom lembrar que os dois foram muito inteligentes. Primeiro o camisa 11,
que, ao perceber Neymar impedido no lance, prendeu a bola. Depois, o
camisa 10, ao recuar para sair da posição irregular. Foi quando Oscar
rolou na medida, e Neymar nem pensou: já emendou um chute seco, forte,
no ângulo. Casillas vai passar o resto da vida procurando a bola. Que
pancada: 2 a 0.
Festa completa: mais um de Fred
E não é que tinha como ficar melhor? Veio o segundo tempo, e o Brasil
logo fez mais um. Com Fred, sempre com Fred. Aos dois minutos, Hulk
acionou Neymar, que teve inteligência para dar, vender e emprestar ao
deixar a bola passar para o centroavante. A conclusão foi precisa, no
cantinho. Casillas ainda tocou nela. Em vão: era o terceiro gol.
Acabou. A Espanha, por melhor que seja, por mais talento que tenha, não
poderia virar. Mas bem que tentou. Aos oito minutos, Marcelo fez
pênalti em Navas. Poderia ser a sobrevida do adversário, não fosse esse
domingo um dia dedicado ao Brasil. Sergio Ramos bateu. Para fora. A
torcida vibrou como se fosse gol.
O Brasil seguiu atacando. A Espanha também. Em uma arrancada
verde-amarela, Piqué derrubou Neymar, seu futuro colega de Barcelona, e
foi expulso. Estava aberto o caminho para mais gols.
Mas eles não saíram. O Brasil teve outras chances, inclusive em
contra-ataques com quatro jogadores contra dois. Falhou em um detalhe ou
outro – um conforto permitido àqueles que têm a vitória nas mãos. A
Espanha, com Villa em campo, teve honradez para sempre buscar seu gol,
como se estivesse 0 a 0.
Inútil. Era a noite da queda dos grandes campeões mundiais, dos grandes
bicampeões europeus. Acima de tudo, era a noite do retorno do maior
campeão.
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO
Itália vence o Uruguai nos pênaltis e ocupa o 3º lugar na Copa das Confederações 2013
Drama tropical: Buffon brilha nos pênaltis, e Itália leva o terceiro lugar
Após empate por 2 a 2 até a
prorrogação, sob muito calor, Azzurra vence batalha nos pênaltis contra o
Uruguai, com três defendidos pelo goleiro
A CRÔNICA
por
Carlos Augusto Ferrari
Em alguns anos, talvez, poucas pessoas se recordarão que Uruguai e
Itália terminaram a Copa das Confederações de 2013 entre os quatro
melhores. Seria “apenas” a disputa do terceiro lugar, mas o jogo deste
domingo, na Arena Fonte Nova, em Salvador, foi digno de uma final, uma
mistura de drama e crueldade com dois times esgotados fisicamente
debaixo de muito sol pelo horário ingrato. Depois do empate por 2 a 2 no
tempo normal e de 30 minutos sem gol na prorrogação, Buffon pegou três pênaltis e deu a vitória à Azzurra por 3 a 2.
O lendário goleiro italiano de 35 anos se redimiu depois de um torneio
instável, principalmente quando falhou na derrota para o Brasil. No
tempo normal, fez defesas importantes e um milagre com os pés em chute
de Forlán cara a cara - embora tenha pulado atrasado no segundo gol
celeste. Nas batidas, repetiu a dose e defendeu a cobrança do atacante
do Inter. Em seguida, para salvar o erro de De Sciglio, pegou o de
Cáceres e o de Gargano, assegurando o honroso terceiro lugar. Com isso,
acabou sendo, ao lado de Cavani, eleito melhor em campo, o destaque da
partida, ainda que os pênaltis tenham sido mal cobrados.
Com público pagante anunciado de 43.382, em um estádio com o gramado
sofrido no final, Celeste e Azzurra mostraram desde o início os motivos
por quase terem eliminado Brasil e Espanha nas semifinais. Foram
gigantes, legítimos donos de seis títulos mundiais somados. Os italianos
superaram qualquer escala de esforço físico e psicológico depois de
enfrentarem um duelo de 120 minutos e uma decisão por pênaltis há três
dias. Sem Pirlo e tantos outros, brilharam os reservas. Astori, em falha
do goleiro Muslera, e Diamanti, de falta, marcaram.
Os uruguaios não ficaram atrás no empenho para subir ao pódio.
Estiveram sempre em desvantagem no placar e, como manda sua tradição,
não desistiram em nenhum momento. Nem mesmo com o sol de quase 30 graus
às 13h na Bahia. Fazer gols em italianos é rotina para Cavani,
artilheiro do último Calcio, com 29. Fez logo dois para levar o time à
prorrogação e assegurou o prêmio de melhor em campo. Só não deu nos
pênaltis.
A derrota, porém, não é problema. A Celeste mostra reação para
continuar lutando por uma vaga na Copa do Mundo de 2014. O time está em
quinto nas eliminatórias (iria para a repescagem) e tem pela frente
quatro jogos decisivos: Peru, Colômbia, Equador e Argentina. A Itália
também vai buscar a classificação no segundo semestre, mas em situação
mais cômoda, liderando o Grupo B, quatro pontos acima da Bulgária.
Ah, Muslera...
Não pense em uma disputa de terceiro lugar com dois times desinteressados. Uruguai e Itália mostraram na Fonte Nova que ficar fora da decisão não foi motivo para desânimo. Em um primeiro tempo equilibrado, com nove oportunidades de gol, os italianos tiveram ligeira superioridade e contaram com a ajuda do goleiro Muslera para ficar em vantagem.
Não pense em uma disputa de terceiro lugar com dois times desinteressados. Uruguai e Itália mostraram na Fonte Nova que ficar fora da decisão não foi motivo para desânimo. Em um primeiro tempo equilibrado, com nove oportunidades de gol, os italianos tiveram ligeira superioridade e contaram com a ajuda do goleiro Muslera para ficar em vantagem.
O calor de quase 30 graus ferveu os 22 jogadores, principalmente a
defesa da Azzurra e o ataque da Celeste, posicionados em uma faixa de
campo em que o sol não teve piedade. Talvez, por isso, a Itália começou
melhor, trocando passes na sombra e ignorando o desgaste pelo duro duelo
contra a Espanha na última quinta.
O sol, porém, não pode ser o culpado pelo gol de Astori, aos 23
minutos. Muslera pode. De novo na competição. E de novo pelo alto, seu
grande defeito. Assim como no lance decisivo de Paulinho contra o
Brasil, a bola batida por Diamanti viajou (na sombra) e passou por cima
do goleiro. Desta vez, bateu na trave, voltou no ombro dele e quicou na
linha até que o zagueiro completasse.
A marcação teve a ajuda do chip na bola, novidade no torneio. O árbitro
havia dado o gol para Diamanti, mas o recurso mostrou que a bola não
passou a linha por completo, permitindo que Astori fosse apontado como o
autor.
O Uruguai teve de se desdobrar para reagir. O empate não veio, mas o time subiu de produção quando Cavani e Suárez acordaram e se movimentaram com mais frequência. O atacante do Liverpool obrigou Buffon a fazer boa defesa, enquanto o artilheiro do Napoli marcou em impedimento bem assinalado pela arbitragem.
O Uruguai teve de se desdobrar para reagir. O empate não veio, mas o time subiu de produção quando Cavani e Suárez acordaram e se movimentaram com mais frequência. O atacante do Liverpool obrigou Buffon a fazer boa defesa, enquanto o artilheiro do Napoli marcou em impedimento bem assinalado pela arbitragem.
O cansaço bateu nos minutos finais. As equipes perderam o poder de
marcação e abriram o meio de campo. A Celeste foi para o intervalo
revoltada com a não marcação de um pênalti depois que a bola tocou no
cotovelo de Chiellini na área. Pouco antes, El Shaarawy (sim, ele jogou)
só não ampliou porque Godín salvou após a bola passar por Muslera.
Terceiro lugar? Vale muito!
A troca de lado no segundo tempo claramente favoreceu o Uruguai. Sem tanto sol na cabeça dos atacantes, o time ganhou poder para envolver a defesa rival e controlar os primeiros minutos. A pressão começou, e o empate não demorou. Aos 12, em contra-ataque, o badalado setor ofensivo finalmente funcionou. Cavani recebeu de Suárez na área e tocou certeiro, no canto esquerdo de Buffon.
A troca de lado no segundo tempo claramente favoreceu o Uruguai. Sem tanto sol na cabeça dos atacantes, o time ganhou poder para envolver a defesa rival e controlar os primeiros minutos. A pressão começou, e o empate não demorou. Aos 12, em contra-ataque, o badalado setor ofensivo finalmente funcionou. Cavani recebeu de Suárez na área e tocou certeiro, no canto esquerdo de Buffon.
A Itália foi desmoronando gradativamente. A movimentação no ataque
diminuiu, e o time recuou, permitindo que o Uruguai avançasse suas
peças. Só Buffon não oscila. De quebra, fez milagres. Forlán chutou
forte e o goleiro rebateu. No rebote, o atacante colorado soltou nova
bomba, e o capitão da Azzurra tirou de forma espetacular, com a perna
esquerda.
Gigi, como é chamado pelos companheiros, talvez pudesse prever que
aquela defesa seria o choque necessário para o time despertar. Seis
minutos depois, os italianos aproveitaram um lance de bola parada para
recuperar a vantagem. Da intermediária, Diamanti cobrou falta com
perfeição por cima da barreira, no canto direito baixo. Sem chances para
Muslera.
A resposta sul-americana foi tão bela e precisa quanto a batida rival.
Resposta de quem está acostumado a brilhar justamente na Itália, com
seus 29 pelo Napoli no último campeonato nacional. Cavani, aos 32, chutou falta de longe. Candreva
não pulou, e a bola passou exatamente por cima dele. Buffon voou, mas
era tarde. Igualdade justa, e duas equipes entregues no campo, sem
forças para evitar a prorrogação.
A feição dos jogadores assim que soou o apito final denunciou o
esgotamento. Água na cabeça, atletas deitados no gramado, massagem nas
pernas...tudo foi tentado para aliviar a dor. No reinício, o Uruguai
mostrou ter mais fôlego para suportar. Suárez e Chiellini arriscaram uma
arrancada de dar inveja pela esquerda. O atacante pediu pênalti,
ignorado pelo árbitro, e ainda levou bronca do zagueiro, com quem havia
se estranhado no primeiro tempo.
Os últimos 15 minutos de tempo extra foram ainda mais arrastados.
Ninguém queria se arriscar. Não havia força. Montolivo ainda foi expulso
ao fazer falta por trás em Suárez. O Uruguai teve o domínio, chegou a
pressionar, mas o mesmo Suárez e Gargano perderam as últimas chances e
não mexeram no marcador, que apontava para a marca da cal.
Forlán abriu a série parando nas pernas de Buffon - ele já havia
desperdiçado contra o Brasil. Aquilani, Cavani, El Shaarawy e Suárez
fizeram. De Sciglio errou, mas o goleiro salvou novamente nos chutes de
Cáceres e Gargano. Era o dia de Gigi, o herói da Azzurra.
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO
Mensagem de Reflexão: Eu aprendi
Eu aprendi
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Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera; Eu aprendi... ...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar você; Eu aprendi... ...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas; Eu aprendi... ...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa; Eu aprendi... ...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; Eu aprendi... ...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. Eu aprendi... ...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar; Eu aprendi... ...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; Eu aprendi... ...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a; Eu aprendi... ...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
William Shakespeare
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domingo, 30 de junho de 2013
Papa terá proteção de até 20 mil agentes
Jornada Mundial da Juventude será entre os dias 23 e 28 de julho (Foto: Reuters)A
segurança do papa Francisco, um chefe de Estado de risco, está
preparada para identificar no meio da multidão o rosto do atentado: a
face pálida, a atitude tensa, o traje em desacordo com o clima, um olhar
fixo. O "lobo solitário", como é definido nos cenários dos
especialistas um autor de uma eventual ação violenta contra o pontífice,
é a maior preocupação do grandioso esquema de segurança da Jornada
Mundial da Juventude (JMJ), a ser realizada no Rio, entre os dias 23 e
28 de julho.
Um enorme dispositivo envolvendo 20 mil agentes, entre os quais de
8,5 mil a 12 mil militares, foi mobilizado para o esquema montado pelo
Ministério da Defesa e a Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos
(Sesge) do Ministério da Justiça.
O contingente terá à disposição recursos como helicópteros armados,
ao menos dois caças supersônicos F-5M, aviões de ataque leve A-29 Super
Tucano, um avião de inteligência R-99 e um Vant, a aeronave não
tripulada, que fará reconhecimento de áreas como o gigantesco Campus
Fidei, onde serão realizados a Vigília da noite de sábado, dia 27, e a
Missa do domingo, dia 28. Nas duas celebrações são esperados de 1,5
milhão a 2 milhões de jovens fiéis.
Em terra, haverá blindados armados e de transporte de tropa,
distribuídos de maneira discreta e sem interferir na rotina prevista
para o Rio durante a Jornada. No total, cerca de 300 veículos de
diversos tipos estarão no Rio e em Aparecida, para onde Francisco irá no
dia 24.
O Comando da Marinha participa fazendo o contr0le da faixa marítima. O
plano da Força ainda está sendo definido, mas deve ter um navio -
provavelmente um dos três novos patrulheiros da classe Amazonas, ou uma
fragata da série Niterói, armada com mísseis, canhões e torpedos - e
lanchas rápidas. O tráfego de embarcações na Baía da Guanabara será
monitorado, com previsão de abordagem para a inspeção. Os fuzileiros
navais estão no programa.
A empreitada foi inspirada no plano criado para dar garantia à
reunião Rio+20, em 2012, e está integrada ao projeto de acontecimentos
internacionais iniciado com a Conferência da ONU e que só termina em
2016, com a realização dos Jogos Olímpicos. São estimados investimentos
de R$ 710 milhões. Já foram liberados R$ 640 milhões para o custei0
direto. A missão do Papa e JMJ começa no dia 15 e deve terminar em 5 de
agosto.
Hospital de campanha. As tarefas foram divididas entre polícias,
locais e federal, mais as Forças Armadas. Caberá aos civis determinados
cuidados, como acompanhar o movimento de chegada dos peregrinos e
autoridades estrangeiras. Trânsito, segurança direta dos chefes de
Estado e as escoltas também estão sob a responsabilidade da polícia do
Rio e da PF.
O pessoal da Defesa vai trabalhar nas atividades da Base Aérea do
Galeão, nos controles do espaço e do mar "e, sobretudo, na prevenção e
combate ao terrorismo", segundo o general Jamil Megid. Esse é um tema
delicado. Ele não confirma o deslocamento de equipes das Forças
Especiais, de Goiânia, embora admita que haja "equipes localizadas" no
Rio e em Aparecida na condição de alerta.
O papa vai se encontrar com a presidente Dilma Rousseff em
Copacabana, no dia 26. Da agenda de Francisco constam visitas a um
hospital e à Quinta da Boa Vista. Os coordenadores da programação
consideram a possibilidade de que governantes da região, como a
presidente Cristina Kirchner, da Argentina, Juan Santos, da Colômbia, e
Nicolas Maduro, da Venezuela, possam comparecer à JMJ.
O grupo militar vai usar uma ponte metálica para facilitar o acesso
ao Campus Fidei de Guaratiba e um hospital móvel para atender
emergências. No ar, o Vant da FAB vai vigiar tudo em um raio de 250 km,
com sistema de visão noturna e lentes de alta resolução. Pode permanecer
em voo por até 16 horas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
FONTE: YAHOO BRASIL NOTÍCIAS
Hamilton fura pneu, Vettel quebra e vitória cai no colo de Nico Rosberg
Em caótico GP da Inglaterra, alemão da Mercedes aproveita problemas de líderes e vence pela 2ª vez no ano. Massa também tem pneu furado e é 6º
Por GLOBOESPORTE.COM
Silverstone, Inglaterra
Pneus furados, quebras, detritos na pista, duas entradas de safety car.
Com “santo forte”, Nico Rosberg passou ileso a um GP da Inglaterra
recheado de incidentes e, como “brinde”, conquistou a vitória em
Silverstone, seu segundo triunfo na temporada, o terceiro na carreira. O
alemão da Mercedes foi beneficiado por problemas com Lewis Hamilton e
Sebastian Vettel, ambos quando lideravam. O britânico da Mercedes sofreu
com um furo de pneu logo no início da prova, enquanto o alemão da RBR
teve problemas no câmbio na parte final e abandonou. Mark Webber e
Fernando Alonso completaram o pódio na movimentada prova.
Hamilton ainda conseguiu reagir e chegou em quarto, seguido por Kimi
Raikkonen (Lotus). Apesar de deixar o pódio escapar nas voltas finais, o
finlandês chegou a 25 provas consecutivas no top 10, quebrando o
recorde estabelecido por Michael Schumacher, entre 2001 e 2003.
Outra vítima do show de pneus furados foi Felipe Massa. Após uma
largada espetacular, na qual pulou de 11º para quinto, ele sofreu com o
problema na 10ª volta e caiu para último. Assim como Hamilton, Massa
também protagonizou bela recuperação e ainda cruzou a linha de chegada
em sexto.
Mas além de sorte, Nico teve competência para garantir seu segundo
triunfo na temporada, o terceiro na carreira. Ele imprimiu um bom ritmo
durante toda a prova e ainda precisou conter o ímpeto de Mark Webber nas
voltas finais. O australiano, que chegou a ter o bico danificado e cair
para o fim do pelotão após ser tocado por Romain Grosjean na largada,
quase conseguiu uma vitória épica na mesma semana em que anunciou que deixará a Fórmula 1 no fim do ano.
Webber se aproximou de Nico no fim da corrida e forçou o alemão a
acelerar para segurar a vantagem, que terminou em menos de 1s. Quem
completou o pódio foi Fernando Alonso. A bordo de uma Ferrari que esteve
abaixo do esperado em todo o fim de semana, o espanhol ainda
protagonizou uma escalada incrível na reta final, passando de oitavo
para terceiro após a saída do último safety car.
Abandono de Vettel volta a embolar Mundial de Pilotos
Antes disparado na ponta, Vettel ficou estacionado nos 132 pontos e viu
sua vantagem para Alonso cair de 36 para 21 pontos. Raikkonen,
Hamilton, Webber e Rosberg também tiraram boa diferença. Confira a classificação completa.
Show de pneus furados
Em Silverstone, os pneus Pirelli voltaram a estar no centro das
atenções. Depois da polêmica do intenso desgaste dos compostos e do
escândalo do “Testgate” com a Mercedes, um show de pneus furados
marcaram o GP da Inglaterra. Hamilton, Massa, Jean-Eric Vergne e Sergio
Pérez tiveram suas corridas prejudicadas por furos. Em todos os casos, o
pneu que estourou foi o traseiro esquerdo. Por questões de segurança
dos pilotos, o episódio deste domingo resultará, enfim, na implementação
dos novos tipos de pneus reforçados que a Pirelli tenta emplacar desde o
GP do Canadá. Uma reunião emergencial entre FIA, a fornecedora e as equipes foi marcada para a próxima quarta-feira.
O objetivo é mudar o sistema de aprovação para mudanças nos compostos.
Não será mais necessária a unanimidade, apenas a maioria absoluta.
Anteriormente, o voto contra da Force India impedia alterações.
Próxima etapa: GP da Alemanha
A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, com o GP da Alemanha. A
TV Globo transmite ao vivo a corrida no domingo, às 9h (de Brasília), e
o treino classificatório no sábado, no mesmo horário. O SporTV exibe os
treinos livres a partir de sexta-feira.
Felipe Massa protagonizou uma largada antológica em Silverstone. Com a
faca nos dentes, pulou de 11º para quinto. Se o brasileiro escalou o
pelotão, Mark Webber despencou. Além de largar mal, o australiano levou
um toque de Romain Grosjean e caiu de quarto para 14º. Lewis Hamilton se
manteve na ponta com autoridade, enquanto Sebastian Vettel tomou a
segunda posição de Nico Rosberg. Alonso largou em nono e cruzou a volta
de abertura em oitavo.
Logo nas primeiras voltas, Hamilton conseguiu abrir uma pequena vantagem sobre Vettel.
Pneu de Hamilton fura...
Mas o sonho do britânico em vencer diante de sua torcida acabou na
sétima volta. O pneu traseiro esquerdo de sua Mercedes estourou. Para
piorar, ele tinha acabado de passar pela entrada nos boxes e precisou
dar quase uma volta inteira até fazer o pit stop. Com isso, a liderança
caiu no colo do alemão da RBR.
...e o de Massa também
Mesmo azar teve Massa. Ele tentava tomar a quarta posição de Adrian
Sutil, quando sofreu um furo também no pneu traseiro esquerdo e acabou
perdendo o controle de sua Ferrari e rodando. O brasileiro voltou na
última posição após parar nos boxes para trocar os pneus.
Após a primeira rodada de pit stops, Vettel manteve a liderança, seguido por Rosberg e Sutil. Quem se deu bem foi Alonso, que ganhou as posições de Raikkonen e Ricciardo e pulou para quarto.
O drama dos furos dos pneus traseiros esquerdos atingiu mais um:
Jean-Eric Vergne, da STR. A sequência de ocorrências semelhantes fez a
direção de prova ordenar a entrada do safety car (carro de segurança) na
14ª volta, para serem retirados detritos da pista.
A relargada foi dada na volta 22. Vettel se manteve tranquilamente na
ponta. A única troca de posições ficou por contra de Pérez e Webber. O
mexicano tomou o oitavo lugar de Webber, mas levou o troco curvas
depois. Pelo rádio, a RBR pediu para seus pilotos tomarem cuidado com as
zebras nas saídas de curva de alta velocidade. A equipe havia
identificado pequenos cortes em um pneu de Vettel após o pit stop.
Enquanto isso, após os problemas no início da prova, Hamilton e Massa
faziam corridas de recuperação. Na 25ª volta, o britânico já era 13º
colocado e o brasileiro, o 17º.
Finalizada a segunda rodada de pit stops, Vettel matinha a liderança
com folga, seguido por Rosberg, Raikkonen e Alonso. O espanhol, porém,
perdeu a quarta posição para Webber voltas depois.
Vettel abandona
Quando tudo se encaminhava para uma vitória tranquila de Vettel, mais
uma reviravolta na corrida. Um problema de câmbio retirou o alemão da
prova. Nico Rosberg passou a ser o novo líder, seguido por Raikkonen e
Sutil. O safety car precisou entrar novamente, porque a RBR de Vettel
ficou parada no meio da reta principal.
Com a entrada do carro de segurança, alguns pilotos, como Rosberg e
Webber, aproveitaram para fazer mais uma troca de pneus. Quem deu azar
foi Alonso, que parou pouco antes do safety car ir para a pista e caiu
para oitavo.
Voltas finais emocionantes
Rosberg manteve a ponta na relargada, seguido por Raikkonen, Sutil,
Webber e Ricciardo. Com pneus novos, Alonso foi engolindo os rivais.
Passou Button, ganhou a sexta posição de Pérez, mais um a sofrer com um
furo no pneu traseiro esquerdo e depois deixou Ricciardo para trás.
Hamilton e Massa foram no embalo e assumiram a sexta e a sétima
posições, respectivamente.
Webber tomou o segundo lugar de Raikkonen e partiu para cima de Rosberg
para buscar a vitória. O australiano estava voando baixo e se
aproximava rapidamente, forçando o alemão da Mercedes a responder na
pista, acelerando. Enquanto isso, Alonso seguia sua escalada. Tomou o
terceiro lugar de Raikkonen, que vacilou ao não trocar os pneus no
período de safety car e ainda perdeu posições para Hamilton e Massa.
Mais na frente, Rosberg conseguiu administrar a vantagem para Webber e
cruzou a linha de chegada em primeiro.
Confira o resultado final do GP da Inglaterra (52 voltas):
1 - Nico Rosberg(ALE/Mercedes) - 1h32m59s456
2 - Mark Webber(AUS/RBR) - a 0s765
3 - Fernando Alonso(ESP/Ferrari) - a 7s124
4 - Kimi Raikkonen(FIn/Lotus) - a 7s756
5 - Lewis Hamilton(ING/Mercedes) - a 11s257
6 - Felipe Massa(BRA/Ferrari) - a 14s573
7 - Adrian Sutil(ALE/Force India) - a 16s335
8 - Daniel Ricciardo(AUS/STR) - a 16s500
9 - Paul Di Resta(ESC/Force India) - a 17s993
10 - Nico Hulkenberg(ALE/Sauber) - a 19s700
11 - Pastor Maldonado(VEN/Williams) - a 21s100
12 - Valtteri Bottas(FIN/Williams) - a 25s000
13 - Jenson Button(ING/McLaren) - a 25s900
14 - Esteban Gutiérrez(MEX/Sauber) - a 26s200
15 - Charles Pic(FRA/Caterham) - a 31s600
16 - Jules Bianchi(FRA/Marussia) - a 36s000
17 - Max Chilton(ING/Marussia) - a 1m07s600
18 - Guiedo van der Garde(HOL/Caterham) - a 1m07s700
19 - Romain Grosjean(FRA/Lotus) - a 1 volta
2 - Mark Webber(AUS/RBR) - a 0s765
3 - Fernando Alonso(ESP/Ferrari) - a 7s124
4 - Kimi Raikkonen(FIn/Lotus) - a 7s756
5 - Lewis Hamilton(ING/Mercedes) - a 11s257
6 - Felipe Massa(BRA/Ferrari) - a 14s573
7 - Adrian Sutil(ALE/Force India) - a 16s335
8 - Daniel Ricciardo(AUS/STR) - a 16s500
9 - Paul Di Resta(ESC/Force India) - a 17s993
10 - Nico Hulkenberg(ALE/Sauber) - a 19s700
11 - Pastor Maldonado(VEN/Williams) - a 21s100
12 - Valtteri Bottas(FIN/Williams) - a 25s000
13 - Jenson Button(ING/McLaren) - a 25s900
14 - Esteban Gutiérrez(MEX/Sauber) - a 26s200
15 - Charles Pic(FRA/Caterham) - a 31s600
16 - Jules Bianchi(FRA/Marussia) - a 36s000
17 - Max Chilton(ING/Marussia) - a 1m07s600
18 - Guiedo van der Garde(HOL/Caterham) - a 1m07s700
19 - Romain Grosjean(FRA/Lotus) - a 1 volta
Não completaram:
Sergio Pérez (MEX/McLaren) - 47 voltas
Sebastian Vettel (ALE/RBR) - 42 voltas
Jean-Eric Vergne (FRA/STR) - 36 voltas
Sergio Pérez (MEX/McLaren) - 47 voltas
Sebastian Vettel (ALE/RBR) - 42 voltas
Jean-Eric Vergne (FRA/STR) - 36 voltas
Volta mais rápida: Mark Webber(AUS/RBR): 1m33s401, na volta 52
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO
Mensagem de Reflexão: Aproveite o hoje
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Aproveite o hoje para dizer o quanto você é grato pela vida porque é única...
Aproveite o hoje para dizer o quanto você é grato pela sua família porque são seus verdadeiros amigos... Aproveite o hoje para dizer o quanto você é grato pelo seu trabalho porque é o seu sustento... Aproveite o hoje para dizer o quanto você é grato pela sua fé porque ela é o que te move... Aproveite o hoje para sorrir mesmo se estiver triste... Aproveite o hoje para dançar mesmo que estiver sem fôlego...
Aproveite o hoje para cantar mesmo que estiver sem voz...
Aproveite, aproveite o hoje porque o amanhã pode não existir...
(KARINA FERREIRA)
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