quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vendedor equilibra 300 kg em bicicleta no Rio, enquanto não reconstrói loja

Há 3 anos, bazar de Anatólio pegou fogo e não sobrou nem documento.
'Shopin Bike' percorre Zona Sul com variados utensílios domésticos.

Gabriel Barreira Do G1 Rio
São mais de 200 itens e 300kg que o mineiro Anatólio carrega por dia (Foto: Gabriel Barreira/G1)São mais de 200 itens e 300 kg que o mineiro Anatólio carrega por dia (Foto: Gabriel Barreira/G1)
 
O fogo lambeu o Bazar do Lar, na Lapa, no Centro do Rio, há três anos, quando Anatólio Silva, hoje aos 51, viu o sonho do próprio negócio ruir pela primeira vez. Até os documentos, nos fundos da loja onde vivia, foram carbonizados. Ficou somente com a roupa do corpo, mas conseguiu um imóvel próximo ao incidente e se deixou convencer pela proposta do proprietário de reabrir o negócio ali mesmo. Frustou-se pela segunda vez: foi despejado logo depois de pedir um empréstimo e ir às compras para formar o estoque do novo bazar, que jamais seria inaugurado. Desta vez, no entanto, Anatólio não tinha só a roupa do corpo. Tinha mais de 150 kg de produtos, sem ter onde vendê-los, e uma bicicleta.

"Precisava me desfazer da mercadoria o mais rápido possível. Como é que eu poderia fazer isso de pouquinho em pouquinho? Fiquei com as miudezas e, aos poucos, fui adaptando a bike, que era o único bem que realmente me pertencia, para fazer dela o lugar onde expor os produtos", explica.

Esponjas, colheres de pau e até cataventos fazem parte da extensa lista de produtos (Foto: Gabriel Barreira/G1)Esponjas, colheres de pau e até cataventos fazem
parte da lista de produtos (Foto: Gabriel Barreira/G1)
 
Desde então, vende bugigangas imprescindíveis para o lar pelas ruas da Zona Sul nos bairros da Lagoa, Humaitá, Botafogo e Copacabana. Às vezes muda um pouco o percurso. Já foi a Ipanema "descansar a vista" com a sua Shopin Bike (sem o "P" e o "G" mesmo), como mostra a tímida fachada escrita a mão com a promessa de delivery, restrita aos clientes vips. Isto é, aqueles "que não vão chorar para pagar o preço pedido, nem desistir da compra".

Na bicicleta, expõe desde esponjas de pia, o produto mais barato (R$ 0,50), à chupeta de bateria de carro, o mais caro (R$ 38), passando por ralos, pentes e até cataventos, num total de 300 kg, segundo ele. "É preciso muita força e equilíbrio", resume.

Em outra bicicleta, mais leve, pedala o equivalente a uma maratona para ir e voltar da nova casa à garagem onde deixa seu Shopin guardado. Por dia, tira de 20 a 30 fotos com curiosos. Em menos de meia hora de conversa, uma legião para a fim de cumprimentá-lo, comprar um filtro de café ou uma borracha de panela de pressão.

Além disso, Anatólio jura alegrar os vários pacientes de clínicas de fisioterapia e hospitais que se proliferam nas ruas de Botafogo, onde prefere parar, enquanto vende cadarços e junta "uma grana para conseguir comprar uma nova loja". É preciso muita força e equilíbrio.


FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

MENSAGEM DE REFLEXÃO: Anjo da Vida

Anjo da Vida
 

Duas mulheres, uma anciã e uma jovem viúva, estão sentadas em um quarto, na penumbra. Seus vestidos de luto fazem com que dos seus rostos e mãos emane uma pálida claridade. As mãos da jovem seguram o retrato do marido que acaba de perder a vida em um acidente. Tinham-no enterrado na manhã daquele dia.

Por muito tempo as duas mulheres ficaram sentadas, sem palavras e sem lágrimas.

Finalmente a anciã tira das mãos da neta o retrato do marido e diz com voz baixa:

- Filha, ouve o que quero dizer-te.

A jovem não responde, mas a anciã começa a falar:

- Quando Deus me deu o primeiro filho, aconteceu que ele ficou doente e eu, sentada à noite ao seu lado, com uma mão no berço, adormeci. Tive um sonho muito estranho: detrás de uma cortina longa e densa saiu um anjo escuro e aproximou-se do berço, querendo levar o meu filho. Estendi logo as mãos sobre o berço e gritei:

- Não, Morte, não te deixo levar o meu filho!

O anjo sorriu e disse:

- Não me chamo Morte, chamo-me vida! Precisarei levar o teu filho. Ou preferes trocar? Queres este em lugar do bebê? Erguendo ele a cortina, saiu de lá um menino bonito e forte, de pele clara, olhos azuis e cabelos louros em caracóis. Mas a mim era estranho e gritei:

- Não, não o quero! Antes mata-me.

Ninguém pode matar - replicou o anjo - Precisas concordar com a troca! Ou preferes este?
O menino desapareceu e em seu lugar apareceu um jovem.

- Toma este! Vê como ele é belo, seus membros bem proporcionados, corpo e alma com forças vibrantes.

- Não, não! - gritei outra vez.

E o anjo disse:

- Mas este amarás com certeza. - E mostrou-me a imagem de um homem de barba escura, bronzeado pelo sol e pelos ventos.
 
- Não, - voltei a gritar - nunca o amarei! Vou odiá-lo!

- Mas este aqui - o anjo continuou a argumentar comigo: era um velho de ombros largos e cabelos grisalhos.

- Não, não, não! Jamais trocarei. Vai embora e não toques no meu filhinho! 

O anjo sorriu outra vez, dizendo:

- Certamente irás trocar e serás feliz. Vida e morte são uma coisa só. A morte não existe.

Assim dizendo, desapareceu. Acordei trêmula, ao lado do berço do meu filho que estava dormindo tranquilamente.

Os anos passaram e eu fui trocando: o bebê pelo menino, o menino pelo jovem, o jovem pelo homem e o homem pelo velho. E fui me lembrando de cada um como o tinha visto no sonho. O grisalho, tu o conheces: é meu filho, teu pai!

A anciã se calou. E a jovem viúva ergueu o retrato do marido, dizendo: - Mas isto aqui não é troca, é roubo! 

- Espera - disse a anciã - ainda não terminei. Na noite seguinte o sonho se repetiu. Vi outra vez o menino, o jovem, o homem e o velho e não quis saber nada deles. Mas, depois de mostrar-me tudo como na noite anterior, o anjo disse:

- Até aqui era só por brincadeira. Agora precisas aceitar uma troca bem mais difícil: aceita este em troca! 

- Mas não vejo ninguém! - exclamei.

- Não podes vê-lo - replicou o anjo.

- Mas também não ouço ninguém. 



(AUTOR DESCONHECIDO)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Empresa Microlink devolve o dinheiro das pessoas inscritas nos referidos cursos que seriam realizados na cidade de Campo Alegre - Alagoas

A maioria das pessoas que se inscreveu nos cursos da Empresa Microlink(Empresa de Uberlândia - MG), oferecidos em Campo Alegre, compareceu à Rua Abraão Fidélis de Moura, próximo ao GPM - Grupamento de Polícia Militar, desta cidade, hoje desde às 8 horas e 30 minutos para receber o dinheiro de volta das inscrições dos cursos pela Microlink.

Com base em depoimentos de várias pessoas do município de Campo Alegre, houve falha entre a Empresa Microlink e à Prefeitura, da não realização dos cursos. 



Segundo informações dadas ao nosso Blog pelo Cabo Bispo, um dos membros da Polícia Militar , de Campo Alegre – Alagoas, amanhã continua a devolução do dinheiro das pessoas que se inscreveram nos cursos da Microlink aqui no município. As demais pessoas  devem comparecer nesta quarta-feira, dia 17 de abril, a partir das 8 horas e meia da manhã com previsão de até às 13 horas, no GPM - Grupamento de Polícia Militar, na Rua Abraão Fidélis de Moura, aqui da cidade, próximo à Lan House do Anderson.


OBS.: As pessoas que se inscreveram aos cursos devem levar o comprovante de inscrição e a identidade.

Atenciosamente:
Sr. Bispo, Cabo da Polícia Militar,


Campo Alegre – Alagoas, 15 de abril de 2013

Blog do Renilton Silva



Relembre um pouco o caso:

 

Campo Alegre - Alagoas



A empresa por nome Microlink, que ia oferecer cursos profissionalizantes de (Mestre de obras, Eletricista com NR 10, Informática vip, Segurança do trabalho, Montagem e manutenção de computadores, Assistente administrativo e financeiro, Estética, Cabeleireiro, Atendente de farmácia e Manicure e pedicure)ao povo de Campo Alegre – Alagoas, surpreendeu várias pessoas que se inscreveram  aos devidos cursos, no prédio da Escola Municipal de Educação Básica Miguel Matias, deste município, quando foi impedida de oferecer cursos aqui na cidade.



No ato da inscrição, a Microlink cobrou de cada pessoa que fosse fazer o curso, uma taxa de R$ 30,00 (Trinta reais); que depois ia cobrar R$ 110,00 (Cento e dez reais) de material - livros e apostilas, e segundo a empresa os cursos são reconhecidos pelo MEC - Ministério da Educação.


Na tarde da sexta-feira, 05 de abril, o Procurador da Prefeitura do município de Campo Alegre – Alagoas, Sr. José Maria da Silva Filho, compareceu ao local de inscrição e em seguida suspendeu as inscrições de cursos profissionalizantes da Empresa Microlink, segundo o procurador, por falta de convênio com a prefeitura. Depois de vídeo divulgado no facebook, mostrando irregularidades em outra cidade, muitos dos inscritos procuraram o vereador Piu Spettus, deste município, onde o mesmo em mais uma ação em defesa do povo, acionou a procuradoria pública municipal.

 

O procurador de Campo Alegre, Dr. José Maria conseguiu suspender as matrículas, alegando que não existia nada que comprovasse a parceria da instituição com a SEMED (Secretaria Municipal de Educação) desta cidade e com a Prefeitura para com a Empresa Microlink.




Acompanhe agora a Nota de Esclarecimento ao povo, feita no último dia 05 de abril de 2013:


Nota de Esclarecimento

 

A Procuradoria do município, vem por meio desta, comunicar que a Prefeitura de Campo Alegre bem como a Secretaria Municipal de Educação, não fez qualquer tipo de convênio ou parceria para oferecimento de cursos com a empresa MICROLINK.


Outrossim, determinamos a imediata suspensão das atividades da referida empresa neste município, por não atender aos dispositivos legais.


Desse modo, informamos que o município de Campo Alegre bem como a Secretaria Municipal de Educação não tem nenhuma responsabilidade pelas ações da referida empresa, e também pelos eventuais transtornos ou prejuízos causados pela mesma.

 
Campo Alegre - Alagoas, 05 de abril de 2013
José Maria da Silva Filho
Procurador Municipal


 

 RENILTON SILVA - PROFESSOR E RADIALISTA  

R10 e Neymar são chamados para amistoso da Seleção contra o Chile

CBF anunciou, via site oficial, a lista dos jogadores que viajam para o último teste antes da convocação para a Copa das Confederações

Por Márcio Iannacca Rio de Janeiro
neymar brasil x bolivia (Foto: Reuters)Neymar, autor de dois contra Bolívia, está convocado para o teste no Mineirão (Foto: Reuters)
 
Um dia antes do previsto, a seleção brasileira está convocada para a partida do próximo dia 24 de abril, contra o Chile, às 22h, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Com Ronaldinho Gaúcho e Neymar na lista dos 18 jogadores que defenderão o Brasil no último teste antes da divulgação oficial dos convocados para a Copa das Confederações.

A CBF havia anunciado que a convocação seria apenas na quarta, mas publicou a relação em seu site às 12h55m (de Brasília) desta terça. Como o técnico Luiz Felipe Scolari havia adiantado na Bolívia, depois da goleada por 4 a 0 sobre o time local, o grupo é praticamente o mesmo para o duelo com o Chile.

- Dessa vez, como não há jogos no dia 24 de abril, tive mais opções na formação do grupo para a Copa das Confederações - disse Felipão, ao site da CBF.

As novidades em relação à lista para o duelo com a Bolívia, no último dia 6, foram os retornos de Diego Cavalieri (Fluminense), Marcos Rocha (Atlético-MG), Henrique (Palmeiras) e Fernando (Grêmio). Em uma gafe, o site da CBF escreveu errado o nome de Ralf, do Corinthians: "Ralph".

A seleção brasileira se apresenta em Belo Horizonte na próxima segunda-feira, faz um treinamento na terça e joga na quarta-feira, contra o Chile. A lista dos 23 convocados para a Copa das Confederações sairá na primeira quinzena de maio. Já com o grupo, o Brasil encara Inglaterra, dia 2 (Maracanã), e França, dia 9 (Arena do Grêmio).

- Contra a Bolívia, a atuação da Seleção Brasileira chegou a superar as expectativas, já que o time sequer treinou. Agora, contra o Chile, tenho esperança de que poderemos realizar outra boa atuação - completou o técnico pentacampeão.

O duelo contra o Chile será o quinto teste da Seleção sob o comando de Felipão. Até agora, o time perdeu da Inglaterra, empatou com Itália e Rússia e venceu a Bolívia. A estreia na Copa das Confederações será dia 15 de junho, contra o Japão, em Brasília.

A chave do Brasil ainda conta com o México, adversário do dia 19 de junho, no Castelão, em Fortaleza, e a Itália, rival do dia 22, na Fonte Nova, em Salvador.


Goleiros
Jefferson (Botafogo)
Diego Cavalieri (Fluminense)

Laterais
Marcos Rocha (Atlético-MG)
André Santos (Grêmio)

Zagueiros
Dedé (Vasco)
Henrique (Palmeiras)
Réver (Atlético-MG)

Meias
Paulinho (Corinthians)
Ralf (Corinthians)
Fernando (Grêmio)
Jean (Fluminense)
Jadson (São Paulo)
Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG)

Atacantes
Alexandre Pato (Corinthians)
Leandro (Palmeiras)
Neymar (Santos)
Leandro Damião (Internacional)
Osvaldo (São Paulo)



FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Morre o ator Richard LeParmentier, o Conan Motti de 'Star wars', diz site

De acordo com o TMZ, ele tinha 66 anos de idade; causa é desconhecida.
Personagem é conhecido por cena em que é 'sufocado' por Darth Vader.

Do G1, em São Paulo
O ator Richard LeParmentier, de 'Star wars',  em sessão de autógrafos na Califórnia em 11 de fevereiro de 2012 (Foto: Albert L. Ortega/Getty Images)O ator Richard LeParmentier, de 'Star wars', em sessão de autógrafos na Califórnia em 11 de fevereiro de 2012 (Foto: Albert L. Ortega/Getty Images)
 
O ator Richard LeParmentier – conhecido pela cena em que é "sufocado" por Darth Vader em "Guerra nas estrelas" (1977) – morreu aos 66 anos, informou nesta terça-feira (16) o TMZ. De acordo com o site, não estão claras as circunstâncias da morte do intérprete do almirante e general Conan Antonio Motti no "Star wars" original.

No longa que inaugurou a franquia de George Lucas, o personagem integrava o time dos vilões. Na cena que o tornou célebre, ele desafia Darth Vader durante uma espécie de reunião. Em seguida, este último usa o poder da mente para enforcá-lo quase ao ponto de matá-lo.

O TMZ lembra ainda que Richard LeParmentier esteve em mais de 50 filmes e programas de TV. Ele também trabalhou como roteirista. Como ator, apareceu também em filmes como "Uma cilada para Roger Rabbit" (1988), "007 contra Octopussy' (1983) e "Rollerball – Os gladiadores do futuro" (1975).

O site IMDb informa que, entre 1981 e 1984, LeParmentier foi casado com a atriz Sarah Douglas, que fez a vilã Ursa de "Superman – O filme" (1977) e "Superman II" (1980) e a rainha Taramis em "Conan – O destruidor" (1984).


FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Champignon não quer imitar Chorão e busca inspiração em Dave Grohl

Ex-integrantes do Charlie Brown formaram A Banca após morte do cantor.
Novo vocalista cita 'ajuda de outra esfera, de repente do próprio cara'.

Cauê Muraro Do G1, em São Paulo
Marcão (guitarrista), Thiago Castanho (guitarrista), Serginho Groisman, Champignon (vocalista), Marcelo D2 (que fez participação especial na gravação do 'Altas horas'), Bruno Graveto (baterista), Lena (nova baixista de A Banca)  e Alexandre Abrão (filho d (Foto: TV Globo / Reinaldo Marques)Marcão (guitarrista), Thiago Castanho (guitarrista), Serginho Groisman, Champignon (vocalista), Marcelo D2 (que fez participação especial na gravação do 'Altas horas'), Bruno Graveto (baterista), Lena (nova baixista de A Banca) e Alexandre Abrão (filho d (Foto: TV Globo / Reinaldo Marques)
 
Ex-baixista do Charlie Brown Jr e agora vocalista de A Banca, Champignon admite ainda estar buscando uma maneira própria de cantar. Até que a encontre, conta que deseja “tentar fazer a coisa como ele fazia”. Está se referindo a Chorão, que liderava o quinteto até sua morte, em 6 de março. “A gente tem o timbre um pouco parecido, até”, reconhece Champignon em entrevista ao G1 logo após a estreia de A Banca, na gravação do programa “Altas Horas”.
  
Mas Champignon, que parece emocionado e por vezes se demora na escolha das palavras, afirma que eventuais comparações vão incomodar se tiveram teor de acusação. “Não quero que as pessoas falem também ‘Pô, está querendo imitar o cara!’.” Diz ainda que a influência de Chorão não se restringe ao papel de homem de frente do grupo. “Eu o conheci quando eu tinha 12 anos de idade. Então, peguei os trejeitos, a forma de falar.” 

Além de Champignon, A Banca tem Thiago Castanho e Marcão nas guitarras, Bruno Graveto na bateria e Lena no baixo. É ela a principal novidade. Sobre a rápida formação do novo grupo, Champignon acredita que “existiu uma ajuda de outra esfera, de repente do próprio cara”. De novo, está citando Chorão. Leia, a seguir, os principais trechos da conversa, que aconteceu no camarim de A Banca nos estúdios da TV Globo em São Paulo.

Eu o conheci quando eu tinha 12 anos de idade. E eu brincava de carrinho e depois ia para o ensaio tocar com o Chorão. Peguei os trejeitos, a forma de falar"
Champignon, voclista de A Banca
 
G1 – Você disse que está ainda encontrando o seu jeito de cantar. Como você acha que ele vai ser?
Champignon –
É porque existe uma adaptação natural, né, cara. Existem duas coisas: uma forma própria de fazer e a forma do Chorão, tá ligado? Entre essas duas coisas, para não ficar diferente do cara e ao mesmo tempo não ficar tão parecido, existe uma forma. É isso que eu estou buscando, sabe? Tentar fazer a coisa como ele fazia, mas de uma forma um pouco autêntica. A gente tem um timbre um pouco parecido até. Não quero que as pessoas falem também “Pô, está querendo imitar o cara!”. Mas, por outro lado, cresci do lado dele. Eu o conheci quando eu tinha 12 anos de idade. E eu brincava de carrinho e depois ia para o ensaio tocar com o Chorão. Então, peguei os trejeitos, a forma de falar – o cara foi uma influência na minha vida. Tem coisas que não tem como fugir, é um jeito de ser, sacou?

G1 – Tem outros casos de bandas que continuaram depois de perder o vocalista, como o Barão Vermelho, por exemplo. Servem de influência para você?
Champignon –
Tem o caso do Dave Grohl, né? É um cara incrível. [Depois da morte de Kurt Cobain] Fez uma outra banda, foi para a guitarra, foi cantar... Acho que cada história acontece de uma forma. A melhor forma que poderia acontecer, para a gente, era essa.

G1 – Por quê?
Champignon –
Porque, para eu poder tocar baixo e cantar, eu precisaria de muito mais tempo. É embaçada a métrica do Chorão e as coisas que gosto de fazer no baixo. Não tem como sair satisfeito, logo de cara, fazendo tudo... Então, foi bem legal ter deixado o baixo.

A gente não queria mudar de banda, mas mudou em função de querer eternizar uma imagem que têm do Charlie Brown"
Champignon, vocalista de A Banca
 
G1 – Você se sente mais confortável, agora que se ‘livrou’ da obrigação de tocar?
Champignon –
Muito, muito confortável. Porque é um outro esquema: agora sou o comunicador da banda. Então, preciso estar ali na frente, preciso falar com as pessoas, preciso levar outro tipo de energia, sacou? Para as pessoas se sentirem também, sei lá, satisfeitas em ver a gente. Se colocasse outro cara – qualquer outro cara [no lugar que era de Chorão] –, iria ser uma diferença muito grande. Ficando entre a gente esse negócio, acho que é uma distância menor, assim, para as pessoas conseguirem enxergar a gente como outra banda, mas também como o Charlie Brown. Porque a gente não queria mudar de banda, mas mudou em função de querer eternizar uma imagem que as pessoas têm do Charlie Brown.

G1 – Aconteceu algum fato que despertou em vocês a vontade de continuar?
Champignon –
Não. Não passou pela minha cabeça parar. A gente precisava de um tempo para poder se reorganizar. Mas parar não. Porque eu vou fazer o quê? Não posso nem ser office boy (risos). Acredito que existiu uma ajuda de outra esfera, de repente do próprio cara mesmo, porque foram sopros de ideias muito boas no espaço de muito pouco tempo. “Vamos juntar a banda, vamos pegar um músico de apoio, aí pintou a Lena...” No caso do nome, a gente não é o Charlie Brown, mas é foda deixar de ser o Charlie Brown. A gente é a banca do Charlie Brown. Porque A Banca pode ser perfeitamente sem o Chorão e com a gente na parada. Foram coisas bem sacadas que possibilitaram de a gente poder voltar para a estrada um pouco mais cedo.

G1 – A Lena vai cantar alguma coisa, fazer vocais de apoio, para dar outra cara e diferenciar mais claramente A Banca do Charlie Brown Jr.?
Champignon –
Nem imaginei. Isso é uma coisa natural. Por enquanto, a gente está preocupado com a parte instrumental, com eu assumindo ali. Quem está fazendo os backings é o Thiago. A gente não pensou nisso. E ela canta também – canta superbem. Mas não sei como que a gente vai encaixar isso ainda. Porque faz muito pouco tempo. Mas acredito que ela vá acabar fazendo alguma coisa nesse sentido aí.

'A vida continua', dizem integrantes do Charlie Brown Jr (Foto: Reprodução/TV Tribuna)'A vida continua', disseram integrantes do Charlie Brown Jr sobre retorno (Foto: Reprodução/TV Tribuna)
 
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Brasil estreia no dia 15 de junho na Copa das Confederações 2013

COPA DAS CONFEDERAÇÕES. Adversário será o Japão, em Brasília

 
 
Por: CBFNEWS
 
A seleção brasileira, a anfitriã da Copa das Confederações da Fifa 2013, fará a partida inaugural da competição no dia 15 de junho contra o Japão, no Estádio Nacional, em Brasília, às 16 horas.

O Brasil está no grupo A da Copa das Confederações, com Japão, México e Itália. No grupo B estão Espanha, Taiti, Nigéria e Uruguai.

De Brasília, local da estreia na competição, a delegação da seleção brasileira viajará para Fortaleza, onde enfrentará o México, no Castelão, às 16 horas do dia 19. A terceira parada na primeira fase será em Salvador. O jogo na Arena Fonte Nova será contra a Itália, dia 22, às 16 horas.

Nas semifinais, caso se classifique em primeiro do grupo A, o Brasil jogará no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, dia 26, às 16 horas. Se a seleção passar em segundo lugar, a partida será em Fortaleza, às 16 horas do dia 27.

A grande final será no Maracanã, no Rio de Janeiro, dia 30, às 19 horas.




FONTE: JORNAL GAZETA DE ALAGOAS

Salário mínimo será de R$ 719,48 em 2014

ALTA. Reajuste corresponde a 6,11% em relação ao valor atual

Por: DA REDAÇÃO COM AGÊNCIAS
 Salário mínimo será de R$ 719,48 em 2014
 
A partir do próximo ano, o salário mínimo deverá passar dos atuais R$ R$ 678 para R$ 719,48. O reajuste de R$ 41,48 – correspondentes a 6,11% – consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado ontem pelo governo federal ao Congresso Nacional. O valor final do salário mínimo, no entanto, pode ser ainda maior porque deve ser revisto pelo governo, conforme a fórmula de reajuste estabelecida por lei. A massa salarial nominal deve crescer 12,34%, em média, em 2014, após alta de 11,64% em 2013.

Até 2015, o aumento do mínimo corresponderá ao Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores mais a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada nos 12 meses anteriores ao reajuste. O projeto também prevê crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e inflação oficial também de 4,5% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Apesar da perspectiva de que o Banco Central volte a reajustar os juros básicos da economia na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o documento indica manutenção da taxa Selic em 7,25% ao ano pelos próximos três anos, até o fim de 2016.
 
 
FONTE: JORNAL GAZETA DE ALAGOAS

Companhia aérea cria 'área silenciosa' proibida para crianças

Air Asia introduziu setor apenas para passageiros a partir de 12 anos.
Fileiras ficam na classe econômica e têm também luz mais suave.

Do G1, em São Paulo
Criança no avião (Foto: Coisas de Mãe/Patrícia Papp)Crianças não podem se sentar na nova área da Air
Asia (Foto: Coisas de Mãe/Patrícia Papp)
 
“Shhhh... Todo mundo precisa de um pouco de paz e tranquilidade”. Com esse slogan, a companhia aérea de baixo custo Air Asia lançou uma novidade em todos os seus voos de longa duração: uma “Quiet Zone” (zona silenciosa), área reservada para aqueles que querem silêncio durante a viagem.

Para a empresa, isso significa principalmente a ausência de crianças. Apenas passageiros com 12 anos ou mais podem voar na área reservada, que fica nas sete primeiras fileiras da classe econômica de aviões que passam pela China, Taiwan, Japão, Coreia, Austrália e Nepal. A área tem também luz ambiente mais suave.

Não é cobrado um preço adicional para quem quiser se sentar nessas fileiras – apenas o valor que já é cobrado para qualquer passageiro que queira reservar um assento com antecedência.

O diretor executivo da empresa, Azran Osman-Rani, afirma que a nova opção permite que os passageiros tenham “paz de espírito”. Ele acrescentou que a companhia não está banindo as crianças, mas tentando atender às necessidades individuais dos passageiros.

Mapa de aeronave da Air Asia mostra Quiet zone (zona de tranquilidade proibida para crianças) (Foto: Reprodução/www.airasia.com)Mapa da Air Asia mostra os assentos da 'Quiet Zone' (fileiras 7 a 14) (Foto: Reprodução/www.airasia.com)
 
A zona silenciosa começou a funcionar em fevereiro e vai da fileira 7 à 14, logo após a classe executiva.


Primeira classe só para adultos
Para alguns especialistas, as "kid free zones" (áreas livres de crianças) são uma tendência no mundo da aviação.

Nos dois últimos anos, outra companhia aérea asiática, a Malaysia Airlines, reservou uma parte de seus assentos para adultos.

Primeiro, os passageiros abaixo de 12 anos foram banidos da primeira classe de algumas de suas rotas.

Depois, foi criada uma área só para adultos na parte superior da classe econômica da aeronave A380, que faz o trajeto entre Kuala Lumpur e Londres. As famílias com crianças são automaticamente alocadas nos assentos do setor principal da aeronave, na parte de baixo.



FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Brasileira filha de austríaca judia participará de funeral de Thatcher

Mãe de Betina Nokleby se refugiou na casa da ex-premiê em 1938.
Edith Muhlbauer ensinou Margaret, aos 13 anos, a pintar os lábios.

Lívia Machado e Letícia Macedo Do G1 em São Paulo
Betina segura o livro sobre a vida de Thatcher em sua casa, na Zona Sul de São Paulo  (Foto: Raul Zito/G1)Betina segura o livro sobre a vida de Thatcher em sua casa, na Zona Sul de São Paulo (Foto: Raul Zito/G1)
 
A artista plástica e administradora Betina Nokleby, 51 anos, teve que providenciar um chapéu preto para participar do funeral de Margaret Thatcher, que será realizado nesta quarta-feira (17), em Londres. A brasileira, que mora na Zona Sul de São Paulo, é filha de Edith Muhlbauer, judia austríaca que se refugiou durante dois anos na casa da família Roberts, e ensinou a Dama de Ferro a pintar os lábios e compreender as causas judaicas.

Betina recebeu o convite do gabinete do filho de Thatcher, Mark, logo após o falecimento da ex-premiê. Junto com o marido, aproveitará a ocasião para celebrar o próprio aniversário em Londres – ela completa 52 anos no dia posterior à cerimônia – e homenagear, indiretamente, a mãe.

“Minha mãe era filha única, aceitou sair de Viena sozinha. Ela estava prevista embarcar num navio que foi bombardeado. Por algum motivo só embarcou no dia seguinte. Não sei se foi por lotação, ou a papelada. Ela tinha que viver, e eu tinha que estar contando essa história. Sinto que ela está aqui, presente.”

Edith tinha 17 anos quando Adolf Hitler invadiu Viena, em 1938. Como era de costume na época, a jovem se correspondia através de cartas com inúmeras pessoas de outros países, em um programa de "pen pal". Dentre os remetentes estava Muriel, irmã de Margareth Thatcher. 

Nas correspondências, ela passou a narrar as mudanças no cotidiano de seu país e fez um apelo na tentativa de escapar da expansão nazista. Margaret, com 13 anos, e Muriel, com 17, organizaram, então, com a ajuda do pai, uma campanha no Rotary Club para levar a adolescente para Inglaterra. 

“Ela dizia que, se não fosse a ajuda da família Roberts, teria ido para um campo de concentração”, afirma Betina.

Porta-retrato de Edith decora a sala da casa de Betina  (Foto: Raul Zito/G1)Porta-retrato de Edith decora a sala da casa
de Betina (Foto: Raul Zito/G1)
 
Durante dois anos, no período de 1938 a 1940, Edith dividiu o quarto com Muriel e Margareth na casa da família Roberts, em Grantham, uma pacata cidade inglesa. A artista plástica comenta que sua mãe dizia ter ensinado a Dama de Ferro a usar batom. O aprendizado, inclusive, abalou as estruturas da família inglesa.

“Eu lembro dela contando que ensinou a Margareth a pintar os lábios. E disse que foi um caos na casa porque o Sr. Roberts não admitia que as filhas se pintassem, se maquiassem. E ela foi um furor que chegou.” Betina descreve a mãe como uma mulher muito bonita, alta, vaidosa, educada e elegante. E crê que a figura, aliada às experiências de vida, teria provocado encantamento em Margaret Thatcher.

Para a filha, a convivência com uma família britânica também refletiu no comportamento de Edith.

 “Minha mãe era uma pessoa altamente educada, de classe, boas maneiras. A nossa educação à mesa, os modos, era tudo muito britânico. Claro que ela também teve uma influência grande do tempo que passou com os Roberts."

Edith Muhlbauer morreu em 2005. Ela chegou a ser convidada para participar da comemoração dos 80 de Thatcher. Já com dificuldades de locomoção, não pode viajar. Na época, quem a localizou no Brasil foi um jornalista de Londres, a pedido de Margaret.

Betina Nokleby irá ao funeral como forma de agradecimento pelo que a família de Thatcher fez por sua mãe  (Foto: Raul Zito/G1)Betina Nokleby irá ao funeral como forma de agradecimento pelo que a família de Thatcher fez por sua mãe (Foto: Raul Zito/G1)
Nazismo

Betina nunca viu as cartas trocadas por Edith e Muriel. Ela imagina que boa parte das recordações tenham se perdido na mudança para a Inglaterra e, mais tarde, quando foi morar, a convite de um familiar, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. “Ela chegou à Inglaterra com uma malinha vermelha. Vimos em algum lugar que a Muriel declarou ter guardado essa mala durante muitos anos.”

Ela também acredita que algumas memórias da mãe tenham se perdido em três enchentes que inundaram a casa onde moraram na década de 70 no Guarujá, litoral de São Paulo. “Lembro que ela tinha muitos papeis, documentos nas prateleiras. Foi tudo perdido.”

O drama vivido pela mãe antes de escapar de Viena é pouco conhecido por Betina. Ela reconhece que a história sempre foi presente em sua casa, mas sem narrativas explícitas do de dor. “É sempre muito presente imaginar que minha mãe sofreu o nazismo. Eu não tenho parentes nenhum na Áustria.

Acabou, sumiu, desapareceu. Minha mãe não era uma judia praticante, mas de sangue, sem dúvida.

Tinha os laços judaicos dentro dela. E uma coisa que marcou, é que em os nazistas faziam os judeus lavarem o chão. Minha mãe eu acredito que não tenha chegado a sofrer isso. Eu acho que tem muito até da humilhação. Ela não abriu. Pode ser que meu irmão mais velho tenha mais detalhes, mas eu não."

Ela recorda, porém, que a matriarca não quis assistir ao filme “A lista de Schindler” (longa de Steven Spielberg, de 1993). "Foi um boom na época, mas marcava muito, traziam memórias que ela não tinha interesse."

Hoje Betina trabalha em uma empresa americana, e deixou de exercer a profissão de artista plástica há dez anos. Questionada se pretende fazer alguma homenagem à família de Thatcher, ela encara a pergunta como um conselho. “É uma boa idéia. Fazer um quadro e mandar para eles. Pode ser um projeto.”

Betina guarda as edições de jornais internacionais que noticiaram a história de sua mãe (Foto: Raul Zito/G1)Betina guarda as edições de jornais internacionais que noticiaram a história de sua mãe (Foto: Raul Zito/G1)
 
 
 
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO