terça-feira, 16 de abril de 2013

MENSAGEM DE REFLEXÃO: Ao reino que você pertence

Ao reino que você pertence
 

Conta-se que certa ocasião, um imperador alemão realizou uma visita a uma das mais afastadas províncias dos seus domínios.

Passando por uma pequena escola, situada à beira da estrada por onde passava, em uma zona rural, resolveu interromper a viagem e visitar os alunos.

Professores e crianças o receberam com emoção, respeito e acatamento.

No meio de tanto entusiasmo, houve quem improvisasse um discurso para saudar a ilustre personagem.

O imperador ficou surpreso e feliz com a recepção.

Percebendo que a classe era viva, inteligente e desinibida, sentiu-se muito à vontade entre os alunos.

Depois de os ouvir cantar, declamar, discursar, ele resolveu se divertir um pouco com eles.

Pediu a seu secretário que lhe trouxesse uma laranja e, mostrando-a aos meninos e meninas, perguntou:

"Qual de vocês é capaz de me responder a que reino pertence esta fruta que tenho na mão?"

"Ao reino vegetal." - respondeu de imediato uma garota risonha, de olhos brilhantes e muito comunicativa.

"Surpreendente!" - disse o imperador. E continuou:

"Já que você respondeu com tanta precisão, vou lhe fazer duas outras perguntas. Espero que você responda correta e imediatamente. Se me responder sem hesitar, eu lhe dou uma medalha como prêmio. Aceita o desafio?"

"Aceito, sim senhor." - falou prontamente a garota.

Então, colocando a mão no bolso de sua farda, tirou uma moeda e a mostrou à menina, indagando:

"E esta moeda - a que reino pertence?"

"Ao reino mineral." - disse ela.

"E eu, a que reino pertenço?" Questionou o imperador.

Houve um rápido momento de silêncio. Os colegas se entreolharam. A garota apagou o sorriso alegre. Ficou séria e constrangida. Ficou preocupada em ofender o imperador, dizendo que ele pertencia ao reino animal. Mas, afinal, a resposta seria a correta. Contudo, pensava, poderia perder a medalha e até ser repreendida.

Então, de repente uma resposta lhe veio à mente. Seus olhos voltaram a brilhar, um sorriso iluminou a sua face e ela respondeu,alto e claro: "o senhor pertence ao reino de Deus!"

A resposta da menina causou admiração entre os colegas, professora e toda a comitiva que acompanhava o imperador.

Foi, no entanto, o próprio imperador que mais se sentiu tocado pela afirmativa da garota.

Com voz embargada, entregou a medalha prometida e, emocionado, falou:

"Espero que eu seja digno desse reino, minha filha!" 


(AUTOR DESCONHECIDO)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Morre em SP a atriz Cleyde Yáconis

Do G1 São Paulo

Morreu nesta segunda-feira (15) a atriz Cleyde Yáconis, de 89 anos. Ela estava internada no hospital Sírio Libanês, na região central de São Paulo.

De acordo com a assessoria do Sírio Libanês, ela estava internada desde outubro de 2012. Ainda segundo o hospital, o corpo será velado nesta terça-feira (16), no distrito de Jordanésia, município de Cajamar, onde será enterrado.

 
 
Cleyde Yáconis (Foto: Divulgação/TV Globo)Cleyde Yáconis (Foto: Divulgação/TV Globo)
 

Em julho de 2010, a atriz sofreu uma queda e fraturou a cabeça do fêmur. Na época, Cleyde passou por uma cirurgia no Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e ficou internada por seis dias.

No mesmo ano, ela foi destaque da novela "Passione", do autor Silvio de Abreu. A atriz interpretou a personagem Brígida. Casada com o rabugento Antero (Leonardo Villar), ela tinha um relacionamento misterioso com seu motorista, Diógenes (Elias Gleiser).

 
Trajetória
Cleyde Becker Yáconis nasceu em Pirassununga, São Paulo, em 14 de novembro de 1923. De acordo com seu perfil publicado no site da Fundação Nacional de Arte (Funarte), ela cursou enfermagem, com a ideia de se formar em medicina.

Em 1950, foi incentivada por sua irmã Cacilda Becker a trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde substitui Nydia Licia no papel de Rosa Gonzalez, em “O anjo de pedra”, de Tennessee Williams.

Em 1951, foi  premiada como atriz-revelação do teatro paulista pela Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT), pela peça “Ralé”, de Maximo Gorki. De 1950 a 1964 participou de 35 montagens no TBC.

Em 1958, ao lado de Cacilda Becker, Ziembinski, Walmor Chagas e Fredi Kleeman, fundou o Teatro Cacilda Becker, com a estreia de “O santo e a porca”, de Ariano Suassuna. Em 1965, após desligar-se do TBC, viveu a prostituta Geni de “Toda nudez será castigada”, a convite de Nelson Rodrigues.

No cinema, Yáconis estreou em 1954, com “Na senda do crime”, de Flamínio Bollini Cerri. Ela ainda atuou em filmes como “A Madona de Cedro” (1968), de Carlos Coimbra; “Parada 88 – O Limite de Alerta” (1977), de José de Anchieta; “Dora Doralina” (1982), de Perry Salles; e “Jogo duro” (1985), de Ugo Giorgetti.


Televisão
Yáconis ingressou na televisão em 1966, na TV Paulista, mas foi na TV Tupi de São Paulo em que apareceu em novelas como “O amor tem cara de mulher” (1966); “Mulheres de areia” (1973) e “Gaivotas” (1979). Na Globo, ela atuou em “Rainha da sucata” (1990), “Vamp” (1991) e “As filhas da mãe” (2001). Em 2006, participou de “Cidadão brasileiro”, da Record.

Quatro anos depois, foi destaque da novela "Passione", do autor Silvio de Abreu. A atriz interpretou a personagem Brígida. Casada com o rabugento Antero (Leonardo Villar), ela tinha um relacionamento misterioso com seu motorista, Diógenes (Elias Gleiser).

 
Prêmios no teatro
Com mais de 30 peças teatrais, sete longas no cinema – o último “Bodas de papel” (2008) -, e mais de 25 participações em novelas, a atriz teve sua vida relatada no livro "Cleyde Yáconis: Dama discreta" (Coleção Aplauso, Imprensa oficial).  Consagrada pelo meio teatral, em 2003, conquistou o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pelo conjunto da obra.

Neste mesmo ano, recebeu o Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura & Arte do Governo da Bahia. Em 2005, foi agraciada com a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura. Por sua interpretação na primeira montagem brasileira de Cinema Éden, de Marguerite Duras, com direção de Emílio Di Biasi, é indicada em 2005 para o Prêmio Shell de Teatro. Em 2006 levou o prêmio de melhor atriz de teatro no Troféu APCA por protagonizar “A louca de Chaillot”, de Jean Giradoux, sob o comando dos diretores Ruy Cortez e Marcos Loureiro.

Sua última aparição no teatro foi em "Elas não gostam de apanhar", montagem de Nelson Rodrigues, que estreou em julho de 2012. Em 2009, foi homenageada com o Teatro Cleyde Yáconis, localizado na zona sul de São Paulo, onde era conhecido antes como Cosipa Cultura.

Em imagem de 2005, a atriz Cleyde Yáconis, na época de sua estreia na peça "Cinema Éden", do diretor de teatro Emílio de Biase, na capital paulista. (Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo)Em imagem de 2005, a atriz Cleyde Yáconis, na época de sua estreia na peça "Cinema Éden", do diretor de teatro Emílio de Biase, na capital paulista. (Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo)
 
 
 
FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

 

Atenção pessoal que se inscreveu nos cursos oferecidos pela Empresa Microlink, aqui em Campo Alegre:

Acabo de receber uma ligação do Cabo Bispo, um dos membros da Polícia Militar , de Campo Alegre – Alagoas, que as pessoas que se inscreveram nos cursos da Microlink aqui no município  devem comparecer amanhã, terça-feira, dia 16 de abril de 2013,  para uma reunião, a partir das 8 horas e meia da manhã, no GPM - Grupamento de Polícia Militar, na Rua Abraão Fidélis de Moura, aqui da cidade, próximo à Lan House do Anderson, para receber o dinheiro que pagaram no ato da inscrição da Empresa Microlink (Empresa de Uberlândia – MG).

OBS.: As pessoas que se inscreveram aos cursos devem levar o comprovante de inscrição e a identidade.

Atenciosamente:
Cabo da Polícia Militar, Sr. Bispo


Campo Alegre – Alagoas, 15 de abril de 2013

Relembre um pouco:

 

Campo Alegre - Alagoas



A empresa por nome Microlink, que ia oferecer cursos profissionalizantes de (Mestre de obras, Eletricista com NR 10, Informática vip, Segurança do trabalho, Montagem e manutenção de computadores, Assistente administrativo e financeiro, Estética, Cabeleireiro, Atendente de farmácia e Manicure e pedicure)ao povo de Campo Alegre – Alagoas, surpreendeu várias pessoas que se inscreveram  aos devidos cursos, no prédio da Escola Municipal de Educação Básica Miguel Matias, deste município, quando foi impedida de oferecer cursos aqui na cidade.

No ato da inscrição, a Microlink cobrou de cada pessoa que fosse fazer o curso, uma taxa de R$ 30,00 (Trinta reais); que depois ia cobrar R$ 110,00 (Cento e dez reais) de material - livros e apostilas, e segundo a empresa os cursos são reconhecidos pelo MEC - Ministério da Educação.

Na tarde da sexta-feira, 05 de abril, o Procurador da Prefeitura do município de Campo Alegre – Alagoas, Sr. José Maria da Silva Filho, compareceu ao local de inscrição e em seguida suspendeu as inscrições de cursos profissionalizantes da Empresa Microlink, segundo o procurador, por falta de convênio com a prefeitura. Depois de vídeo divulgado no facebook, mostrando irregularidades em outra cidade, muitos dos inscritos procuraram o vereador Piu Spettus, deste município, onde o mesmo em mais uma ação em defesa do povo, acionou a procuradoria pública municipal.

 
O procurador de Campo Alegre, Dr. José Maria conseguiu suspender as matrículas, alegando que não existia nada que comprovasse a parceria da instituição com a SEMED (Secretaria Municipal de Educação) desta cidade e com a Prefeitura para com a Empresa Microlink.



Acompanhe agora a Nota de Esclarecimento ao povo, feita no último dia 05 de abril de 2013:

Nota de Esclarecimento

A Procuradoria do município, vem por meio desta, comunicar que a Prefeitura de Campo Alegre bem como a Secretaria Municipal de Educação, não fez qualquer tipo de convênio ou parceria para oferecimento de cursos com a empresa MICROLINK.
Outrossim, determinamos a imediata suspensão das atividades da referida empresa neste município, por não atender aos dispositivos legais.
Desse modo, informamos que o município de Campo Alegre bem como a Secretaria Municipal de Educação não tem nenhuma responsabilidade pelas ações da referida empresa, e também pelos eventuais transtornos ou prejuízos causados pela mesma.

Campo Alegre - Alagoas, 05 de abril de 2013
José Maria da Silva Filho
Procurador Municipal
 

 RENILTON SILVA - PROFESSOR E RADIALISTA  






Cega há 30 anos, mulher aprende a fazer bordados e crochês em Goiás

Dona de casa entrou em oficina para tentar superar a morte da mãe.
Ela aprendeu o ofício em um programa social do município de Porangatu.

Do G1 GO com informações da TV Anhanguera
 Cega há 30 anos aprende a bordar (Cega há 30 anos aprende a bordar em GO (Reprodução/ TV Anhanguera))Nilda Belchior

A dona de casa Nilda Belchior, que perdeu completamente a visão há mais de 30 anos, aprendeu a fazer bordados e crochês para superar a morte da mãe. O aprendizado se deu em um programa social voltado para senhoras da terceira idade, em Porangatu, região norte de Goiás.

Incentivada pela irmã, Nilda resolveu participar da oficina. "Estava muito triste dentro de casa porque tinha perdido minha mãe. Para não ficar sozinha, eu fui com ela participar e gostei. A professora me ensinou e estou muito mais alegre depois ter vindo para cá", disse a dona de casa, que está no curso há quase dois anos.

O começo foi complicado. Nilda pensou que não conseguiria acompanhar as outras colegas. Porém, ela rapidamente aprendeu a fazer o crochê em malha. O esforço impressiona a todos e rende belos tapetes.

Para a irmã de Nilda, Maria Helena Belchior, a dona de casa é um exemplo de superação a ser seguido.

"Sempre acreditei que ela ia conseguir. No início, ela ficou com medo, mas a gente dava força e em uma semana já estava fazendo. Ela é um exemplo de que não podemos baixar a cabeça por mais difícil que seja o problema", afirma Maria Helena.

O grupo do qual Nilda participa tem cerca de 30 senhoras. Francimar Andrade, monitora da oficina, explica que mais do que aprender uma nova tarefa, o convívio com as colegas também é importante.

"Elas vem também para conversar umas com as outras, pra não ficar sozinhas em casa. Chegam meio tristes e saem daqui felizes, além de deixar a gente muito alegre", analisa.


FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Estudos mostram que a cura da Aids pode estar próxima

No Brasil, são 38 mil casos novos a cada ano. Ao todo, 11 mil brasileiros ainda morrem da doença todos os anos.


O Fantástico conheceu o que há de mais avançado na luta contra a Aids, uma doença que atinge mais de 400 mil brasileiros.  Nesta semana, alguns dos maiores especialistas do mundo se reuniram em São Paulo. O doutor Drauzio Varella esteve no local, e mostra que existe esperança nessa luta.

Aos oito anos de idade, Rose sentiu medo, como qualquer criança. Mas os seus temores já eram de gente grande.

“Eu achei que ia ficar daquele jeito até morrer. Achei que ia ficar debilitada, ou para sempre, não morrer, mas ficar sofrendo”, lembra Rose.

Rose, que não quis usar seu nome verdadeiro, nasceu com o vírus da Aids, mas os pais adotivos só descobriram quando a menina caiu de cama com uma meningite grave.

Drauzio: E que ideia você fazia da Aids nesse tempo?

Rose: A única coisa que me preocupava quando ela me falou, minha médica, era de que não tinha cura.

A cura ainda não chegou. Mas está mais perto para Rose e todos os infectados pelo HIV.

Esta semana, os maiores especialistas no assunto estiveram na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Eles contam agora, no Fantástico, como pretendem vencer as últimas etapas para chegar à cura da Aids.

A infecção pelo HIV ocorre quando o vírus penetra nos glóbulos brancos, as células de defesa do organismo.

Para conseguir se multiplicar, ele precisa misturar os seus genes com os genes da célula.

E, quando esse vírus escapa para cair na circulação e infectar novos glóbulos, o HIV recém-nascido mata a célula que lhe deu origem.

É um ciclo que pouco a pouco destrói o sistema de defesa. Por isso a Rose ficou tão mal.

Os remédios que ela toma matam os vírus assim que eles saem das células.

Grande parte das pessoas HIV positivas tratadas com antivirais consegue eliminar o vírus da circulação. O exame de sangue mostra: carga viral indetectável. O problema é que elas não conseguem ficar livres do vírus que está escondido dentro das células.

O coquetel não consegue atingir o HIV que permanece dentro dos glóbulos brancos. O vírus continua ali, protegido.

O desafio que a ciência enfrenta é como retirar esses vírus dos esconderijos e jogá-los na circulação para que eles possam ser destruídos pelos antivirais altamente eficazes que nós temos hoje.

A nossa suspeita é a de que algumas medicações agem melhor nesses esconderijos, explica o pesquisador escocês Mario Stevenson, da Universidade de Miami.

O grande diferencial da pesquisa dele é o uso de medicamentos antivirais em doses capazes de obrigar os vírus indetectáveis a sair das células e aparecer na corrente sanguínea.

Se nós conseguirmos que as drogas entrem nesses esconderijos, nós podemos reduzir drasticamente a duração da vida do vírus, completa o especialista.

Por enquanto, o teste está sendo feito com macacos. Os resultados são animadores.

O estudo será publicado numa das mais respeitadas revistas científicas, a Science.

O esloveno Matija Peterlin tem focado sua atenção na chamada cura funcional da Aids.

Durante décadas, o coquetel de remédios mantém a carga viral no sangue igual a zero.

Mas basta interromper os medicamentos por alguns dias para que o HIV volte para a circulação.

A cura funcional traz para fora o vírus escondido, até um ponto em que sobre tão pouco que o sistema de defesas convive com ele sem problemas.

Foi isso que aconteceu com um bebê norte-americano, no mês passado. Mas o diagnóstico foi comemorado com cautela pelos médicos.

No bebê, a ação foi mais eficaz do que em adultos porque a medicação foi aplicada logo após o nascimento, sem dar chance para o vírus se esconder, contou o médico.

Em todo mundo, até agora, apenas uma pessoa eliminou a Aids do corpo.

A esperança está viva, comemorou um paciente.

O americano Timothy Ray Brown era HIV positivo e tinha leucemia. Em 2007, ele recebeu um transplante de medula óssea. Todo seu sistema imunológico foi substituído pelo o que veio do doador.

Acontece que o doador não tinha a proteína que serve de maçaneta para o vírus abrir a porta de entrada da célula. Sem essa proteína, o vírus no corpo de Timothy morreu por conta própria.

Enquanto a tecnologia mais avançada ajuda os cientistas a encontrar a cura da Aids, no Brasil enfrentamos os velhos problemas. Por medo, as pessoas não fazem o teste. Só descobrem que são HIV positivo na fase avançada da doença. Quando correm o risco de morte.

São 38 mil casos novos a cada ano. Ao todo, 11 mil brasileiros ainda morrem da doença todos os anos. 135 mil pessoas têm o vírus, mas não sabem.

aids (Foto: TV Globo)aids (Foto: TV Globo)

Drauzio: Maria Clara, por que pessoas que têm práticas sexuais arriscadas não fazem o teste?

Maria clara: Eu acho que as pessoas ainda têm medo.

Marcelino viveu anos sem saber que estava infectado pelo HIV. Nunca fez o teste, nem mesmo quando um médico recomendou o exame após um quadro de anemia intensa.

Marcelino: Quando ele me deu o exame e eu olhei HIV, eu fiquei tão abisuntado que eu rasguei e fui embora para casa. Aí depois de um mês eu caí de cama.

A toxoplasmose já era uma manifestação grave da Aids. Marcelino ficou em coma. Passou três meses sem falar e ainda recupera alguns movimentos do lado esquerdo do corpo.

Hoje ele ajuda a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se fazer o teste, gratuito pelo Sistema Único de Saúde. E, principalmente, que o melhor caminho ainda é a prevenção.

Drauzio: Você acha que os mais jovens estão conscientes
Marcelino: Não. O que a gente está pegando de pessoas com 20, 22 a 24 anos que estão infectados e chegam. Eles acham que o vizinho pode pegar HIV. Mas eles não.

aids (Foto: TV Globo)aids (Foto: TV Globo)
 

FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

DICA DE SAÚDE: Campanha de vacinação contra gripe inicia hoje em 65 mil postos pelo país

Ministério da Saúde vai distribuir 43 milhões de doses de vacina.
Público-alvo inclui gestantes, idosos com 60 anos ou mais e indígenas.

Do G1, em São Paulo
Idoso é vacinado contra gripe em posto de saúde de Brasília neste sábado (Foto: Agência Brasil)
Foto de arquivo mostra idoso sendo vacinado contra gripe em posto de saúde (Foto: Agência Brasil)
 
A campanha nacional de vacinação contra a gripe, que começa nesta segunda-feira (15) e vai até o dia 26 de abril, oferecerá imunização gratuita em 65 mil postos de saúde de todo o país, segundo o Ministério da Saúde.

Em sua 15ª edição, a campanha tem como público-alvo gestantes, indígenas, presidiários, profissionais de saúde, idosos com 60 anos ou mais e crianças de seis meses a dois anos. Doentes crônicos e mulheres no período de até 45 dias após o parto também devem receber  a vacina.

Neste ano, vão ser distribuídas 43 milhões de doses da vacina, que protegem contra três subtipos do vírus influenza: A (H1N1) – conhecido popularmente como gripe suína –, A (H3N2) e B. Estes são os subtipos que mais circularam no inverno passado, segundo o ministério.

O objetivo, segundo nota divulgada pela pasta, é vacinar cerca de 32 milhões de pessoas pertencentes ao público-alvo. Em 2012, 26 milhões de pessoas foram imunizadas, o que representou 86,3% do público previsto no ano passado.

"A vacinação é segura e feita com o objetivo de diminuir o risco de ter doença grave e evitar o óbito. Ao mesmo tempo, as pessoas que apresentarem os sintomas de gripe devem procurar o posto de saúde, porque tem tratamento", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota oficial.

Com a inclusão de novos grupos na campanha de vacinação, o número de pessoas consideradas público-alvo deve aumentar em 30%, saltando de 30 milhões para 39,2 milhões neste ano, diz a pasta.
Padilha ressalta que o governo federal quer estimular estados e municípios a terem uma estratégia de busca ativa das pessoas que pertencem ao grupo que pode ser vacinado. Há, inclusive, equipes que irão a abrigos atrás de idosos que podem receber a vacina, disse Padilha recentemente.

No chamado "Dia D" da campanha – uma mobilização nacional prevista para o dia 20 de abril –, o ministro deve visitar Unidades Básicas de Saúde (UBS) de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

Novidade
A novidade de 2013 é que os doentes crônicos terão acesso ampliado a todos os postos de saúde, e não apenas aos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Cries). Para isso, é preciso apresentar apenas a prescrição médica no ato da vacinação.

Pacientes já cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão inscritos. Caso a unidade de saúde que oferece atendimento regular não tenha um posto de vacinação, a pessoa deve solicitar uma prescrição médica.
Os pacientes da rede privada ou conveniada também devem ter prescrição médica e apresentá-la nos postos durante a campanha.

doenças crônicas com indicação para vacina da gripe
Doença respiratória asma moderada ou grave (em uso de corticoide), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística, bronquioectasia, doenças intersticiais do pulmão, displasia broncopulmonar, hipertensão arterial pulmonar e crianças prematuras com doença pulmonar crônica
Doença cardíaca Hipertensão arterial sistêmica com doença associada (comorbidade), doença cardíaca isquêmica e insuficiência cardíaca
Doença renal Pacientes em diálise, doença renal nos estágios 3, 4 e 5, e síndrome nefrótica
Doença do fígado Hepatite crônica, cirrose e obstrução (atresia) biliar
Doença neurológica acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral, esclerose múltipla, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular,
e deficiência neurológica grave
Diabetes Tipos 1 e 2 em uso de remédios
Imunossupressão Baixa imunidade congênita ou adquirida
por doenças ou medicamentos
Obesidade mórbida Grau 3 (IMC igual ou acima de 40)
Transplantes De medula óssea e órgãos sólidos
 
Sudeste
A região Sudeste, a mais populosa do Brasil, receberá 18,6 milhões de doses da vacina – só o estado de São Paulo ficará com 9,7 milhões.

Além de distribuir as doses, que custarão R$ 331 milhões, a pasta informou que repassará R$ 24,7 milhões a estados e municípios para que eles mobilizem a população e preparem as equipes de saúde da família. Segundo o ministério, a campanha terá a participação de 240 mil pessoas.

Não causa gripe
O ministro Padilha esclareceu que o vírus usado na vacina é inativo e, por isso, não causa gripe. Ele ponderou, porém, que, ao se vacinar, a pessoa pode pegar outros tipos de vírus capazes de provocar um resfriado ou uma gripe mais fraca. Existe, ainda, a possibilidade de o indivíduo se vacinar no momento em que já se contaminou com o vírus, aí a dose não terá efeito.

"Por isso, é muito importante aproveitar a campanha, que é um período em que ainda não aumentou muito a circulação do vírus da gripe do país", afirmou ele recentemente.

Dúvidas comuns
Veja as perguntas mais comuns sobre a vacina e sobre a gripe. As informações são do Ministério da Saúde e da diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Helena Sato.

1) Por que o Ministério da Saúde priorizou esses oito grupos?
Estudos indicam que alguns grupos da população, principalmente idosos, grávidas e crianças pequenas, correm mais risco de ter complicações em decorrência da gripe, como pneumonia, e morrer pela doença.

2) Quem se vacinou no ano passado precisa tomar a dose novamente?
Sim, já que a imunidade contra a gripe dura até um ano após a aplicação da vacina. E também porque sua composição é feita conforme os vírus que mais circularam no ano anterior.

3) O que é influenza?
A influenza é o nome científico do vírus da gripe. É uma infecção viral aguda que atinge o sistema respiratório. É de alta transmissão, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, comuns no outono e no inverno.

4) Gripe e resfriado são a mesma coisa?
Não. A gripe é uma doença grave, contagiosa, causada pelos vírus influenza (A, B ou C). O resfriado é menos agressivo e de menor duração, causado por um rinovírus (com seus vários tipos).

Os sintomas da gripe muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores (congestão nasal e coriza), tosse, rouquidão, febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo. Mas, enquanto a gripe pode deixar a pessoa de cama, o resfriado geralmente não passa de tosse e coriza.

5) Quais os meios de transmissão dos vírus da gripe e do resfriado?
A transmissão ocorre quando as secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada são transmitidas para outra por meio da fala, da tosse, do espirro ou pelo toque, levando o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz do receptor.

6) A vacina contra a gripe imuniza contra o resfriado?
Não. A vacina contra a gripe protege apenas contra os três principais vírus influenza que estão circulando no país.

7) A dose tem alguma contraindicação?
A vacina não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo, isto é, entre aqueles que já apresentaram forte reação alérgica pelo menos duas horas depois de comer ovo. Esse tipo de alergia é bastante rara. A vacina também é contraindicada a quem já teve reações adversas a doses anteriores a um dos componentes da vacina. Nestas situações recomenda-se passar por avaliação médica para saber se pode ou não tomar a vacina.

8) A vacina pode me causar gripe?
Não, isso é um mito. A vacina contra influenza contém vírus mortos ou apenas pedaços dele que não conseguem causar gripe. Na época em que a vacina é aplicada, circulam vários vírus respiratórios, que podem não ser os contidos na vacina para a gripe, e as pessoas podem ser infectadas por eles. Além disso, é possível pegar um resfriado.

9) Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?
Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses.

10) Fora do período da campanha é possível me vacinar?
Não pelo SUS. Depois da campanha, só serão vacinados os presidiários e indivíduos que apresentem problemas de saúde específicos. Clínicas as privadas poderão oferecer a vacina a toda população – inclusive para quem não faz parte do grupo prioritário – desde que as doses compradas estejam registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

11) A vacina contra a gripe tem o mesmo efeito de um antigripal?
Não. A vacina previne contra a gripe, e o antigripal é um medicamento usado para reduzir os efeitos causados pela doença.

12) Pessoas com doenças crônicas podem se vacinar?
Sim, mas com apresentação de receita médica. Em alguns casos, como os de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável passar por uma avaliação médica antes da vacinação.

13) É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?
Não, mas o documento é necessário para atualizar outras vacinas do calendário anual. Para quem não apresentar a caderneta no momento da aplicação da dose, será feito outro cartão para o registro, que deve ser guardado para comprovar o histórico vacinal.

14) Pessoas que tomam corticoide podem ser vacinadas?
Sim, o uso não impede a imunização.

15) Quanto tempo após a vacinação eu posso doar sangue?
Uma portaria do Ministério da Saúde publicada em 2011 declarou que o doador fica inapto para doar sangue pelo período de um mês a partir da data em que foi vacinado contra o vírus da gripe. Depois desse prazo, está liberado.

Gripe x resfriado (Foto: Arte/G1)


FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Mulher descobre que foi trocada na maternidade após 31 anos

Anna Gabriela Ribeiro Do G1 Santos
Mulher descobre que foi trocada na maternidade e procura pais biológicos  (Foto: Rinaldo Rori/TV Tribuna)Denise entrou com uma ação judicial contra o hospital onde ela nasceu (Foto: Rinaldo Rori/TV Tribuna)
 
“Parece história de novela”. É assim que Denise Correa, moradora de Miracatu, no interior de São Paulo, define a situação que ela vive há dois anos. Aos 31 anos, ela descobriu "sem querer" que não é filha biológica da mãe que a criou a vida toda. Do outro lado, a mãe de Denise também sempre acreditou que ela era sua filha biológica. Após a descoberta, Denise começou uma campanha e entrou com uma ação judicial contra o hospital onde nasceu para tentar descobrir quem são seus verdadeiros pais biológicos.

Apesar de morar e ter sido registrada em Miracatu, Denise nasceu no Hospital Santo Antônio de Juquiá, no interior de São Paulo, no dia 20 de outubro de 1979. Ela conta que descobriu que foi trocada porque teve que fazer um exame de DNA para seu suposto pai reconhecer a paternidade.

“Como minha mãe engravidou de mim na adolescência, meu pai não quis me registrar como filha legítima. Eu só conheci ele com 15 anos e ele disse que só me registraria com a comprovação por DNA. Demorou anos até conseguirmos fazer o exame, e há dois anos recebi o resultado e a surpresa de que nem meu pai nem minha mãe são legítimos", afirma.

A notícia surpreendeu toda a família e causou uma crise de identidade em Denise. “Para todos nós foi uma surpresa muito grande. De início você não acredita, não aceita. Só via isso na televisão. De repente você olha para sua mãe, irmão, sobrinho e vê que é um estranho que está ali, que caiu ali por acaso”, desabafa Denise.

Mãe e filha buscam resposta de hospital (Foto: Arquivo Pessoal /Denise Correa)Mãe e filha buscam resposta de hospital
(Foto: Arquivo Pessoal /Denise Correa)
 
Ela chegou a procurar o Hospital de Juquiá em busca de alguma explicação sobre a suposta troca de bebês no dia de seu nascimento. “O hospital alegou que houve uma enchente nos anos 90 e que perderam todos os documentos dos anos anteriores. E eu fui registrada na cidade vizinha, então as crianças que nasceram no mesmo dia que eu podem ter sido registradas em outras cidades também. Tem uma hora que você não quer continuar vivendo nessa mentira. Se tem uma verdade eu vou atrás dela”, garante.

Com isso, ela resolveu entrar com uma ação judicial contra o hospital. “Nunca achei que eu era parecida com a minha mãe. Acreditava que eu poderia ter puxado a família do meu pai. Por isso insisti em me aproximar dele. Aí descubro tudo isso. Foi uma queda muito grande. Mexeu com a minha cabeça e dos meus filhos. Hoje eu preferia nunca ter descoberto isso. Afinal, quem sou eu? O hospital tem a obrigação de me dar uma resposta”, comenta.

A mãe de Denise, Dalila Correa, também é vítima nesta história. Ela se uniu à filha na luta para descobrir a verdade. “Você só vê isso na televisão. Carrega uma criança nove meses e na hora de sair da maternidade você sai com outro bebê. Depois de 31 anos minha vontade é encontrar minha filha. Será que a minha filha está aqui perto e eu não sei? Vejo na cidade pessoas parecidas comigo e fico pensando: será que é? Não tem dinheiro que pague, mas eles têm que arcar com esse erro”, reclama Dalila.

Agora mãe e filha procuram a verdade. Uma em busca dos pais e outra em busca da filha biológica. “Eu tenho o direito de saber. Preciso conhecer os meus pais. Me olho no espelho e fico me perguntando de quem eu puxei os traços. Parece história de novela. Nunca imaginei que isso aconteceria na minha família”, lamenta Denise.

Em nota, a prefeitura de Juquiá afirma que antes do ano 2000 os arquivos do Hospital Santo Antônio não eram digitalizados. Além disso, a prefeitura garante que, no momento, funcionários do Departamento Municipal de Saúde estão fazendo a busca por esses documentos de maneira manual. Por enquanto nada foi encontrado.

DNA apontou que Denise não era filha de Dalila (Foto: Rinaldo Rori/TV Tribuna)DNA apontou que Denise não era filha de Dalila (Foto: Rinaldo Rori/TV Tribuna)
  

FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

'Não quero continuar sendo escravo da droga', diz Casagrande

Casagrande

A semana foi marcada por um ilustre e querido personagem: Walter Casagrande Júnior, também conhecido como Casão,  ex-jogador  e comentarista de futebol da Rede Globo.

Na última terça-feira (9), Casagrande lançou um livro contando a sua história. Uma história muito dura mas com final feliz.

Num depoimento honesto e revelador, Casagrande conta ao Fantástico como desceu até o fundo do poço das drogas.  E como foi que voltou, para contar essa história.

“O túnel do dependente químico é longo, muito longo e escuro. Mas tem uma luz lá no fundo do túnel, lá tem uma luz. É que você não vê, você não consegue enxergar a luz, porque você está tão envolvido com a droga e você precisa de uma chacoalhada pra acreditar que tem uma luz, aí você começa a ver e você vai ao encontro dela. Por que que eu ia guardar esse segredo pra mim, meu?
O relato é de um homem famoso que usou drogas e preferiu não se calar. Nessa entrevista ao Fantástico, Casagrande respondeu a todas às perguntas.

“Por eu ter sido atleta e de ponta, treinava muito, ter uma resistência física muito boa, era difícil me dar pane, era difícil alguma droga me tirar do controle, do uso, do efeito dela. Eu sempre achava que eu podia um pouquinho mais. Medicamentos com álcool, junto com cocaína, junto com droga injetável, fazia essas misturas constantemente”.

Walter Casagrande Júnior completa 50 anos amanhã e tem muito pra contar. O comentarista de futebol se expôs publicamente, na biografia lançada esta semana: "Casagrande e seus demônios".

"Eu tinha visões horríveis, tudo parecia muito real, via demônios pelo apartamento inteiro. Eram maiores do que eu, com dois ou três metros de altura. Isso durou um mês, sei lá, um mês e meio,
eu entrei em surto psicótico pelo uso exagerado de drogas e privação de sono".

“Eram sensações mesmo, sensações, ver vultos ou olhar pro sofá da sala e ver o sofá num formato que tinha que ter um formato ali, alguma coisa tava sentado ali, sabe. A parte que você senta afundada, marcas no braço do sofá”.

O livro fala das overdoses de Casão, como ele é conhecido. Em uma das vezes que passou mal, um dos três filhos estava em casa. Os dois se preparavam pra jantar fora, quando Casagrande usou cocaína e heroína.

“Eu ia usar e eu não ia poder sair com ele, não ia dá pra sair com ele, foi droga injetável, não ia dá, ele ia sair do banheiro e eu ia ta completamente transtornado, ia falar pra ele: ‘mano, não vou jantar mais’”.

"Botei tudo de uma vez, rapidamente, pois o Leonardo estava em casa e podia aparecer a qualquer momento. Houve uma explosão no meu peito. Explodiu mesmo: buumm. Saí cerca de um metro do solo , bati contra a parede e caí no chão"

“Uma das piores situações que eu passei do envolvimento meu com a droga foi desse dia”, conta Casagrande.

Um acidente de carro no dia 22 de setembro de 2007, um sábado, obrigou Casagrande a parar com as drogas.

“Eu adormeci numa descida e o meu pé caiu do acelerador, eu acelerei, capotei com o carro, quando eu acordei eu estava no Hospital Einstein, a primeira vez, quando eu acordei a segunda vez eu tava internado na clinica. Foi a virada aí da historia. E qual é a conclusão que eu chego disso daí? Era o seguinte: aquele sábado era o limite. Alguma coisa tinha que acontecer”, conta. 

A internação numa clínica de recuperação para dependentes químicos aconteceu sem que ele soubesse. A autorização foi assinada pelo filho mais velho dele, seguindo o aconselhamento dos médicos.

“Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e o melhor que poderia ter acontecido naquele momento”, admite.

Repórter: Você tentou até que meio um jeito de sair de lá.

“É, não foi acreditar, foi não aceitar. Eu não aceitava estar lá, não aceitava que eu era doente, meu pensamento era ainda aquele de um dependente químico em atividade - ah, amanhã eu paro, eu paro quando eu quiser, não preciso estar internado aqui, se eu não quiser usar amanhã eu não uso - que é uma bobagem, mentira, você está dominado pela droga, é tudo justificativa de um dependente químico”, diz.

"De fato, eu entrei no tratamento, fiz tudo direitinho, comecei a acreditar nos psicólogos e naquilo que eles falavam pra mim", diz um trecho do livro.

Ele teve de esperar oito meses pra receber a primeira visita da família - os três filhos.

“Foi engraçado ver o jeitão deles assim, são três caras, um mais fechadão, um pouco mais agressivo comigo, o outro bem paizão. Filho, mas com comportamento de paizão, compreensivo  e tal. Foi legal”, diz.

Depois de um ano, Casão voltou à vida do lado de fora da clínica.

“O meu suporte atrás foi o trabalho, eu não tenho dúvida disso. A família ajudou? Ajudou! Tive o apoio dos lados da família. Quando eu caia para um lado tinha os meus pais, quando eu caía pro outro lado, tinha os meus filhos, os amigos, mas as minhas costas tava apoiada na TV Globo”, afirma.

O livro também relembra os bons momentos do ex-atacante, que já jogou no São Paulo, no Flamengo, em times da Europa. A estreia como profissional no Corinthians em 82 foi um sucesso. Ele fez quatro, dos cinco gols do time.
 
“Tudo que eu fiz naquele jogo, deu certo. Tudo, sabe, tudo. Era uma coisa tão absurda que chegou uma hora no segundo tempo, eu já tinha feito os 4 gols eu olhava para o time do Corinthians assim, eu comecei a ficar constrangido”, lembra.

No futebol, Casão encontrou um grande companheiro: o doutor Sócrates. "Sem dúvida foi meu maior parceiro no futebol. Quando eu era juvenil no Corinthians, eu o tinha como ídolo e costumava ficar ao lado do campo para vê-lo nos treinamentos do time profissional", lembra em outro trecho do livro.

“Nós tínhamos mesmo um complemento muito forte, o meu jeito de jogar, o meu modo de pensar, futebolisticamente falando, completava o modo dele e era um gênio do futebol, um cara genial que fazia coisas fantásticas que você menos esperava”, afirma Casagrande.

O amigo Sócrates morreu em dezembro de 2011. O álcool levou o ex-jogador à morte. Casagrande conseguiu se despedir dele do jeito que queria.

“Eu tive a intuição e veio a vontade de olhar pros olhos dele e dizer: ‘Magrão, eu te amo cara. Você foi um dos caras mais fantásticos que eu conheci’. E saber isso aí me alivia. Não é uma coisa que é simples de falar, não é uma coisa que é simples de ouvir, não é uma coisa que é simples de lembrar, porque eu gostaria muito de lembrar disso que eu estou te falando e sair daqui e tomar uma cerveja com o Magrão e dizer assim: o Magrão, eu te amo ainda, entendeu. E eu não posso mais”.

Hoje Casagrande conta com a ajuda de três psicólogas e uma psiquiatra.

“Minha vida mudou muito. E não é que ela mudou por obrigação; mudou porque ela mudou mesmo, no jeito. Hoje eu vivo bem sozinho, entendeu? Antes eu não suportava o meu jeito, então eu saia muito, eu tava muito na rua, eu tava, eu usava ate droga para dar uma congelada no emocional mesmo, conseguir me suportar e tal”.

Eu quero viver como eu vivo hoje. Eu só não quero continuar sendo escravo da droga.

Fantástico: Você não leu o seu livro ainda?
Casagrande: Não, ainda não li.
Fantástico: Por quê?
Casagrande: Não li porque não me dá coragem ainda de algumas histórias. Eu quero pegar e ler, do início ao fim. Eu não quero pegar os capítulos. Eu podia muito bem ler os capítulos leves, ouvir as brincadeiras que eu fazia com os meus amigos na minha adolescência, ver as brincadeiras que eu fazia com o Paulo Roberto que jogava comigo no Corinthians, Paulo Roberto jogava no Grêmio, enfim, eu podia fazer isso, mas é, eu estou curioso também pra ver, para ler as partes ruins da minha vida. Eu ainda não tenho coragem.



FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

Herdeiro de Chávez, Maduro é eleito na Venezuela; rival não reconhece

Presidente interino venceu opositor Capriles por margem estreita de votos.
Oposicionista reivindica vitória e exige recontagem total dos votos.

Do G1, em São Paulo


 O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, celebra sua vitória neste domingo (14) no Palácio de Miraflores, em Caracas (Foto: Reuters)
Nicolás Maduro, eleito presidente da Venezuela, ontem

 
O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, "herdeiro político" do chavismo, foi eleito neste domingo (14) presidente do país até 2019, em votação realizada 40 dias após a morte do líder Hugo Chávez.

Mas seu rival, o oposicionista Henrique Capriles, não reconheceu a vitória do chavista e pediu uma recontagem total dos votos.

Maduro teve 50,66% dos votos, contra 49,07% de Capriles, segundo Tibisay Lucena, chefe do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela. Em números absolutos, foram 7.505.338 votos contra 7.270.403.

A vitória foi por uma margem de 1,59 ponto percentual, ou 235 mil votos, muito mais apertada do que o esperado.

A participação foi de 78,71% dos 19 milhões de eleitores cadastrados.

Lucena afirmou que os resultados são irreversíveis, pediu respeito a eles e aconselhou os venezuelanos a se manterem em casa.

Falando a uma multidão de chavistas desde o Palácio de Miraflores, Maduro disse que sua vitória foi "justa e legal", mandou uma mensagem de união aos opositores derrotadas e prometeu manter as conquistas dos 14 anos de governo Chávez.

O presidente eleito afirmou no entanto que apoia uma auditoria nos votos, já pedida pelo integrante oposicionista do Conselho Eleitoral, Vicente Díaz.

Pouco antes do anúncio do resultado, o oposicionista Capriles já havia insinuado, via Twitter, sobre uma suposta tentativa de fraude, mas foi rechaçado pelo governo, que o acusou de "irresponsabilidade" em suas declarações.

A notícia da vitória de Maduro foi recebida com fogos de artifício pelos chavistas em Caracas.

Chavistas comemoram a vitória de Nicolás Maduro neste domingo (14) nas ruas de Caracas (Foto: Reuters)Chavistas comemoram a vitória de Nicolás Maduro neste domingo (14) nas ruas de Caracas (Foto: Reuters)
 
Partidário de Henrique Capriles choram sua derrota neste domingo (14) em Caracas, capital da Venezuela (Foto: AFP)Partidário de Henrique Capriles choram sua derrota neste domingo (14) em Caracas, capital da Venezuela (Foto: AFP)
 
Manifestantes da oposição, que acreditavam na vitória de Capriles, foram às ruas batendo panelas e choraram tristes contra o resultado.


País dividido
Maduro foi eleito após uma campanha curta, feita ainda sob a emoção da morte recente de Chávez. 

Ele terá o desafio de dirigir uma nação já bastante dividida, e cuja divisão deve se acirrar após o resultado eleitoral.

Ao votar neste domingo, ele afirmou que não fará um "pacto" com a "burguesia", seguindo na linha chavista de acirrar o confronto de classes no país.

Menos carismático que o "Comandante", ele vai precisar manter a unidade do chavismo e encontrar um estilo próprio de governar, após 14 anos do governo personalista de Chávez.

A crise econômica e a violência são alguns dos principais desafios que ele terá pela frente.

O sucessor, "ungido" por Chávez em dezembro do ano passado, herda uma Venezuela com as maiores reservas de petróleo em todo o mundo, mas com a maior inflação da América Latina, 20,1% em 2012, uma indústria deprimida, ciclos de escassez de bens de consumo e uma dívida pública que ultrapassa 50% do PIB (Produto Interno Bruto).

A eleição extraordinária deste domingo ocorreu porque Chávez, reeleito presidente em outubro do ano passado após bater o mesmo Capriles com uma vantagem de mais de 1,5 milhão de votos, nem chegou a assumir o mandato, por conta de seus problemas de saúde.

O polêmico líder socialista, que mudou a cara da Venezuela ao longo de seus mandatos, acabaria morrendo em 5 de março, em um hospital militar de Caracas, após uma longa luta contra o câncer.
A maneira como o governo lidou com a doença de Chávez, bem como as decisões do Judiciário que mantiveram Maduro no poder, foram bastante criticadas pela oposição.

Os oposicionistas, Capriles à frente, acusaram o governo de falta de transparência durante o processo e durante o tratamento de Chávez, que ocorreu, em sua maior parte, em Cuba.

Maduro, de 50 anos, ex-motorista, ex-sindicalista e ex-ministro das Relações Exteriores, afirmou, ao longo da campanha, que pretende continuar a chamada "revolução bolivariana" de Chávez, marcada por projetos sociais que beneficiaram os mais pobres, mas também por problemas.

Ao longo da campanha, Maduro "colou" sua imagem à do carismático Chávez, de quem se disse "filho" e "apóstolo", em uma tentativa de encaminhar a escolha popular para o lado emocional.

As pesquisas eleitorais davam uma vantagem de sete pontos para Maduro em relação ao rival, mas o resultado das urnas se mostrou mais apertado, o que apenas intensifica as divisões internas do país.
Maduro, que já vem governando o país desde que Chávez foi a Cuba para se tratar em dezembro passado, vai tomar posse em 19 de abril.

Cerca de 170 organizações internacionais acompanharam o processo eleitoral na Venezuela, entre elas o Centro Carter.

O candidato derrotado à presidência da Venezuela, Henrique Capriles, dá entrevista em Caracas (Foto: AFP)O candidato derrotado à presidência da Venezuela, Henrique Capriles, dá entrevista em Caracas (Foto: AFP)
 

FONTE: G1 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO

MENSAGEM DE REFLEXÃO: A onça, o urso e o morango

A onça, o urso e o morango
 

Um sujeito estava caído num barranco e se agarrou as raízes de uma árvore. Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo. O urso rosnava, babava e mostrava os dentes. Embaixo, prontas para engoli-lo, quando caísse, estava nada mais nada menos que 6 onças.

As onças embaixo. O urso em cima. Meio perdido, ele olhou para o lado e viu um morango vermelho, lindo, enorme. Num esforço supremo apoiou seu corpo sustentado apenas pela mão direita e com a esquerda pegou o morango. Levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento da fruta. Foi um prazer supremo comer aquele morango. 

Aí você pensa: E o urso? Dane-se o urso e coma o morango. E as onças? Azar das onças. Coma o morango. Sempre existirão ursos querendo devorar nossas cabeças e onças prontas para arrancar nossos pés. Mas nós sempre precisamos saber comer morangos. Você pode dizer: "...mas eu tenho muitos problemas para resolver...", mas os problemas não impedem ninguém de ser feliz. Coma o morango, poderá não haver outra oportunidade. Não deixe para depois. O melhor momento para ser feliz é agora! Coma o morango! 




(AUTOR DESCONHECIDO)